domingo, junho 10, 2012

Cada português produz, em média, 511 kg de lixo por ano.



Cada português produz, em média, 511 kg de lixo por ano.
A separação dos resíduos nos ecopontos permite poupar energia e recursos naturais.

Um estudo realizado por alunos do Colégio Valsassina determinou que cada pessoa produz cerca de 0,4 kg de lixo por dia. Para a Agência Portuguesa do Ambiente, de acordo com os últimos dados disponíveis, cada português produz em média 511 kg de lixo por ano. Nos últimos anos tem-se assistido a um aumento da produção de resíduos urbanos em Portugal que se verifica numa taxa superior ao desenvolvimento económico. Embora tenhamos apurado que na área da grande Lisboa, cada vez os portugueses separam mais e melhor, é evidente a necessidade de atuar ao nível da prevenção dos resíduos e da sensibilização das populações para a necessidade da sua redução e reutilização.

A designação “Resíduos Sólidos Urbanos” (RSU) é um termo abrangente que diz respeito aos resíduos domésticos e aos resíduos provenientes de estabelecimentos comerciais e do setor dos serviços.
Numa investigação realizada no Colégio Valsassina no âmbito da disciplina de Ciências Naturais (8º ano), procedeu-se à determinação qualitativa e quantitativa dos resíduos produzidos durante dois dias num agregado familiar (com seis pessoas). Os dados recolhidos apontam para uma produção média de 0,4 kg RSU/dia/per capita.
Segundo dados do Censo de 2011, na Área Metropolitana de Lisboa vivem cerca de 2,8 milhões de pessoas. Se considerarmos que, em média, cada habitante desta região produz uma quantidade de RSU semelhante à obtida no estudo, estima-se que todos os dias sejam gerados 1 064 000 kg de RSU. De acordo com o Sistema de Gestão da Informação sobre Resíduos, em 2005 a produção de RSU em Portugal Continental atingiu 4,5 milhões de toneladas (cerca de 1,24 kg/habitante/dia).
Sofia Mota, técnica da Valorsul, esclarece que em média, cada português produz cerca de 1,5 Kg de lixo/dia. Esta empresa é responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos produzidos em dezanove Municípios da Grande Lisboa e da Região Oeste.









Os dados recolhidos no Colégio Valsassina são inferiores aos apresentados pela Agência Portuguesa do Ambiente. De acordo com os resultados publicados por esta agência em janeiro deste ano, cada português produziu em média 511 quilogramas de lixo em 2010, num total de 5,1 milhões de toneladas, valor acima da meta fixada para Portugal (de acordo com o Plano Estratégico para os RSU), contudo ligeiramente abaixo da média europeia (512 kg/habitante).
  
Nos últimos anos quinze anos, a produção de resíduos urbanos em Portugal tem aumentado a uma taxa superior ao desenvolvimento económico, que, entretanto, desacelerou devido à crise económica. Não obstante, Sofia Mota realça que, “na área de intervenção da Valorsul, cada vez os portugueses separam mais e melhor”. Segundo esta técnica “a maioria dos resíduos produzidos na área de intervenção da Valorsul são provenientes da recolha indiferenciada, cujo destino é a Central de Valorização Energética (incineradora)”. No entanto, afirma Sofia Victória, técnica da Direção Municipal de Ambiente Urbano da Câmara Municipal de Lisboa, “existem apenas duas incineradoras em Portugal Continental (Valorsul e Lipor), pelo que a maior parte dos resíduos provenientes da recolha indiferenciada, a nível nacional, vai para aterros sanitários”.




Na cidade de Lisboa a opção pelas Eco-ilhas, em substituição dos tradicionais ecopontos, e a recolha selectiva Porta-a-Porta, tem permitido aumentar as taxas de recolha de RSU.


Estes dados realçam o facto de os resíduos constituírem um dos maiores problemas ambientais do século XXI, mas não podem ser apenas as entidades governamentais, municipais ou operadores privados os únicos envolvidos na sua gestão. Para responder a este desafio, é muito importante que todos os cidadãos ponham em prática a Política dos 3R’s - reduzir, reutilizar e reciclar. Por isso, “para a Valorsul a prioridade é alertar para a prevenção/redução na produção de resíduos”, diz Sofia Mota. Além disso, produzir materiais a partir de resíduos consome menos energia do que faze-los através de matérias-primas virgens.
A produção indiferenciada e continuada de resíduos provoca um aumento na utilização de matérias-primas e energia, com consequências muito severas na sustentabilidade dos ecossistemas. É imprescindível a aquisição de uma maior consciência ecológica, centrada na redução, reutilização e reciclagem dos resíduos produzidos.


Agradecimentos. Este trabalho não teria sido possível sem a colaboração e informações da Dra Sofia Victória da Câmara Municipal de Lisboa, da Direção Municipal de Ambiente Urbano – Divisão de Educação e Sensibilização Sanitária; assim como da Eng. Sofia Mota da Direção de Comunicação da Valorsul.
Jovens Repórteres para o Ambiente. Colégio Valsassina. Francisco Águas (8ºC), Carolina Fonseca (10º1A)



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