Mostrar mensagens com a etiqueta jovens cientistas e investigadores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jovens cientistas e investigadores. Mostrar todas as mensagens

domingo, novembro 13, 2016

Apanha ilegal de amêijoas no Tejo

Fotorreportagem premiada no Concurso Nacional JRA 2016 - 2º lugar

Pode ser consultada AQUI.

Fêmeas com características de machos revelam poluição pelo químico TBT, na região da Nazaré

O artigo dos alunos Afonso Mota, Bernardo Alves e João Leal (11º1A) foi distinguido com o 1º lugar no Concurso Nacional JRA 2016.

O artigo pode ser consultado AQUI.

domingo, maio 19, 2013

Projetos do Colégio Valsassina selecionados para a Mostra Nacional de Ciência 2013


Jovens Cientistas e Investigadores 2012/2013
Projetos do Colégio Valsassina selecionados para a Mostra Nacional de Ciência 2013
Museu da Eletricidade, 30 e 31 de Maio e 1 de Junho 2013

Código do Projecto: 12
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Contributo para o estudo da população de Garranos bravios do Parque Nacional da Peneda-Gerês: Uma análise sobre a presença e prevalência de estrongilídeos intestinais (Nematoda: Strongylidae) e sobre a sua genealogia.
Autores: Joana da Silva Cruz Gameiro Duarte; Gonçalo Lopes Martins Pereira; Ana Catarina Gomes Almeida Augusto Caçote
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes

Código do Projecto: 45
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Creme de Bacteriófagos: Medida preventiva de propagação e contágio de doenças causadas por bactérias
Autores: Beatriz Cunha Quiaios; Ana Rita Alves Pereira de Ferreira Monteiro; -
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: Andreia da Luz

Código do Projecto: 65
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Estudo das propriedades antimicrobianas do Aloe (Aloe arborescens) e do alho (Allium sativum) sobre estirpes bacterianas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus
Autores: Pedro Neto Afonso Dickson Leal; Diogo Monteiro Pinto Caldas de Oliveira; Carolina Madeira Fonseca
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes


Código do Projecto: 77
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Extração do óleo essencial de Cistus ladanifer e breve estudo das suas capacidades antissépticas
Autores: Francisco Eugénio de Sá Borges Paim; Ricardo José Vareta Paiva; Henrique Maria Cardoso de Menezes de Avelar
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes

Código do Projecto: 93
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Microalgas. Estudo do processo de Bligh and Dyer: Contributo para a produção de biodiesel a partir da extração de óleo de microalgas
Autores: Diogo Filipe Pereira Fontes Fernandes Silva; Tomás Quartin Bastos de Almeida de Carvalho; Gonçalo Pires de Carvalho Mota Carmo
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Gomes

Código do Projecto: 13
Área Cientifica: Ciências do Ambiente
Título do Projecto: Contributo para o estudo da Spartina marítima na despoluição dos solos do sapal do Tejo (Parque das Nações)
Autores: Mariana Isabel Pereira Monteiro; Beatriz Maria Morgado Chagas; Ana Catarina Moreira Pauleta
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes

Código do Projecto: 14
Área Cientifica: Ciências do Ambiente
Título do Projecto: Os líquenes como bioindicadores da poluição atmosférica: Contributo para uma avaliação da poluição na cidade de Lisboa
Autores: Catarina de Oliveira Soares; Patrícia Bidarra Figueiredo Cravo Nascimento; Filipa Ribeiro Verdasca
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes

Código do Projecto: 71
Área Cientifica: Ciências do Ambiente
Título do Projecto: Estudo de alguns impactes ambientais provocados pela drenagem ácida numa linha de água adjacente à exploração da mina de pirite de Aljustrel.
Autores: Francisco Eugénio de Sá Borges Paim; Henrique Maria Cardoso de Menezes de Avelar; -
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes

Código do Projecto: 85
Área Cientifica: Engenharias
Título do Projecto: Térmitas - Durabilidade de Novos Materiais e Eficácia de Novos Tratamentos
Autores: Mariana Cruz Viegas; Maria Catarina Veloso Gago da Graça; Diogo Miguel Ferreira Nogueira Pelicano Monteiro
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: Andreia da Luz

sábado, março 09, 2013

O Papel dos Jardins Zoológicos na conservação da biodiversidade


O Papel dos Jardins Zoológicos na conservação da biodiversidade

Mariana Monteiro
Das 8,7 milhões de espécies descobertas no nosso planeta, cerca de 16 000 encontram-se em perigo de extinção. Os Zoos são espaços desenhados para garantir o bem-estar animal, e ao mesmo tempo espaços que oferecem atividades ao ar livre e momentos de puro lazer para o público em geral. Conservar, educar e proteger, são os elementos chave do papel dos Jardins Zoológicos na conservação da biodiversidade.

Tradicionalmente, um Jardim Zoológico é um local que se destina a acolher animais domesticados e selvagens a fim de os exibir para o público. E, para muitos cidadãos, o zoo é apenas isso: um parque onde é engraçado ir de vez em quando ver animais de espécies exóticas. Todavia, um Zoo é muito mais do que um sítio para passar o dia: o zoo desempenha um papel de extrema importância no desenvolvimento da educação ambiental e na conservação da biodiversidade.
Das 8,7 milhões de espécies descobertas no nosso planeta, cerca de 16 000 encontram-se em perigo de extinção, número que vai crescendo de dia para dia, devido em grande parte à atividade humana. À medida que a atividade e ocupação antrópica vai crescendo, maiores são os impactes sobre o ambiente condicionando negativamente as populações. Por consequência, o número de espécies ameaçadas ou mesmo extintas está a crescer. Contudo, devido a iniciativas apoiadas por jardins zoológicos em todo o mundo, algumas espécies estão lentamente a recuperar ao seu “normal” e as suas populações estão a voltar a para a natureza.
Dos cerca de 12 000 Zoos em todo o mundo, uma parte significativa desenvolve um trabalho árduo em restaurar espécies de diferentes origens que se encontram em perigo. São criados processos de recuperação de espécies e esses procedimentos são árduos, longos e até educativos na medida em que para criar o ambiente perfeiro para uma espécie poder crescer e reproduzir-se, é necessário estudar bastante a espécie em questão.
Esses processos apoiados pelos jardins zoológicos relacionam-se com programas que gerem cuidadosamente a vida de uma determinada espécie em perigo. O objetivo deste tipo de programas é manter uma população saudável e auto-suficiente que é geneticamente diversificada e demograficamente estável. Por outras palavras, que uma população seja “forte” o suficiente para sobreviver na natureza sem a ajuda humana.
Todavia, estes processos de restauração de espécies não são simples, sobretudo no que diz respeito ao controlo (e sucesso) da sua reprodução. Contudo, são inúmeros os casos em que as espécies morrem porque por serem bastante sensíveis, e por não conseguirem sobreviver em cativeiro. Manter a integridade genética da espécie em causa também não é fácil. Mas, manter a diversidade genética tem o seu custo, e nem todos os Zoos têm orçamento para tal manutenção. Não obstante, a criação de redes e parcerias entre Zoos, Universidades e ONG’s, não só permite criar sinergias e dar resposta às necessidades, como vai de encontro aos reais problemas associados à conservação das espécies a nível local. Corroborando, os biólogos Dalia Conde[i] e Alexander Scheruerlein afirmam que “embora seja verdade que o número de espécies em perigo e animais individuais em qualquer zoo seja pequeno, se várias instituições se juntarem, os Jardins Zoológicos apresentarão um potencial considerável em reproduzir espécies de animais em perigo de extinção.”.
Sendo os Zoos desenhados para garantir o bem-estar animal, são ao mesmo tempo espaços que atividades ao ar livre e momentos de puro lazer para o público em geral. Deste modo, poder-se-á que há três elementos chave no papel dos Jardins Zoológicos: Conservar, educar e proteger. Deste modo, os Jardins Zoológicos apresentam um papel ativo na gestão de iniciativas que visam a recuperação de espécies em perigo, sendo que através desses programas participam ativamente na conservação da biodiversidade.


[i] Bióloga do Instituto Max Planck, uma das autoras de um artigo sobre o papel dos Zoos na conservação das espécies publicado na revista Science. Consultado online em http://ipevs.org.br/blog/?tag=zoologicos.

Drenagem ácida condiciona biodiversidade na Ribeira de Águas Fortes em Aljustrel








A drenagem ácida é muito comum nas minas de pirite, e é gerada quando minerais, que se encontram a grande profundidades e que contêm sulfetos, são expostos a ambientes abertos e entram em contacto com oxigénio e água, gerando sulfatos (substâncias ácidas). Estes, quando não controlados, podem contaminar as águas subterrâneas e os cursos de água que circundam a mina.
Uma investigação a um troço da Ribeira das Águas Fortes, uma linha adjacente à Mina de Aljustrel, procurou detectar a presença de macroinvertebrados. Estes, devido á sua sensibilidade aos fatores do meio, podem ser utilizados como um possível bioindicador do estado de linhas de água (Harmitage et. al, 1983 in Alba-Tercedor & Sánchez-Ortega, 1988). Após a recolha de amostras ao longo de uma extensão de 1000m (com amostras de 200 em 200 metros, com início a cerca de 500 metros da sua nascente) e posterior análise, não foi encontrado nenhum macroinvertebrado.
De acordo com a aplicação do índice BMWP[1], a este dado, o resultado final é 0.
Este, segundo esse índice, é indicativo de que o estado da água da ribeira de Águas Fortes é de classe V, ou seja “águas fortemente contaminadas” (Alba-Tercedor & Sánchez-Ortega, 1988).
Relativamente à biodiveridade vegetal na área envolvente da linha de água estudada, constatou-se ser reduzida, encontrando-se principalmente duas espécies, a Lavandula stoechase e a Cistus ladanifer. Esta última é uma planta tipicamente mediterrânea e bem adaptada a solos pouco desenvolvidos (Batista et al., 2012), como é o caso do solo em questão.
Esta mesma espécie apresenta capacidades para se desenvolverem em locais degradados pela atividade mineira, com baixo conteúdo em nutrientes e com elevados teores de chumbo (Pb) no solo, sem apresentarem evidentes sinais exteriores de stress (Abreu et al. 2012). Talvez seja por uma as poucas plantas aqui identificadas por isso mesmo, por ser das poucas que aqui consegue sobreviver.

Francisco Paim, Henrique Avelar. Colégio Valsassina

Agradecimentos: Este trabalho não teria sido possível de se realizar sem a colaboração de Filipe de Avelar, por toda a disponibilidade e apoio, em particular por ter permitido a realização do trabalho de campo na sua propriedade.

Alba-Tercedor, J. & Sánchez-Ortega, A. (1988). Un Método rápidp y simple para evaluar la calidad biológica de las águas corrientes basado en el de Hellawell (1978). Limnética, 4: 51-56 (1988). Asociación Española de Limnologia. Madrid. Spain.
Batista, M. J. ; Abreu, A. A ; Pinto, M. S. (2006) Contribuição do Cistus ladanifer L. para a atenuação dos efeitos da exploração em algumas minas da Faixa Piritosa Ibérica. Évora. [s.n.], 2006. il., 1 figura e 2 tabelas ; Sep. de: VII Congresso Nacional de Geologia : Livro de Resumos, II, 2006, p. 447-450.
Abreu, M.M.; Santo E.S.; Anjos C.; Magalhães M.C.F.; Nabais, C. (2012). Capacidade de absorção do chumbo por plantas do género Cistus espontâneas em ambientes mineiros. Revista de Ciências Agrárias. Disponível online em http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rca/v32n1/v32n1a16.pdf . consultado em 13/10/12.



[1] http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/Macroinvertebrados%20-
%20protocolo.pdf e http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/Macroinvertebrados%20-%20tabela%20familias%20A4.pdf, consultados a 17/11/12.

Centro mineiro de Aljustrel apresenta um elevado potencial económico e social. Vertente ambiental deve mais ser desenvolvida.


Centro mineiro de Aljustrel apresenta um elevado potencial económico e social. Vertente ambiental deve mais ser desenvolvida.







A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), onde se encontra a região do Baixo Alentejo, constitui o maior distrito mineiro europeu, estendendo-se por uma faixa de aproximadamente 250 km que atravessa o sul da Península Ibérica, onde são conhecidas várias dezenas de minas.
A mina de Aljustrel localiza-se nessa Faixa, mundialmente reconhecida pela sua riqueza em jazigos de sulfuretos maciços vulcanogénicos, vulgarmente conhecidos por pirites. Esta província metalogenética forma um arco com uma extensão de 250 km de comprimento e 30 a 60 km de largura, que abrange parte do Alentejo, do Algarve e da Andaluzia.
No centro mineiro de Aljustrel conhecem-se reservas superiores a 250 milhões de toneladas de pirite o que faz desta mina uma das maiores da Faixa, a par de Neves Corvo (mina em atividade localizada próximo de Almodôvar), e de Rio Tinto, Los Frailes-Aznalcollar, Tharsis, La Zarza e Sotiel-Migollas (áreas mineiras atualmente abandonadas e situadas em Espanha).
“As minas são tudo, são a nossa vida”. É assim que, Gisela Ramos, habitante na Vila de Aljustrel, descreve a importância que a Mina de Aljustrel representa na economia local.
Mas apesar da sua importância verifica-se igualmente um contributo negativo: o impacto, quer visual quer ambiental, do processo mineiro na região é bastante notório condicionando a qualidade de vida da população devido à contaminação de solos, sedimentos e águas.
Um dos impactes ambientais evidentes neste local é fenómeno conhecido por drenagem ácida. A cor vermelho-acastanhada, evidente na imagem, é bem característica deste problema.
Esta é muito comum nas minas de pirite, e é gerada quando minerais, que se encontram a grande profundidades e que contêm sulfetos, são expostos a ambientes abertos e entram em contacto com oxigénio e água, gerando sulfatos (substâncias ácidas). Estes, quando não controlados (por exemplo, devido a escombreiras ou ao abandono de algumas instalações), podem contaminar as águas subterrâneas e os cursos de água que circundam a mina.
A vila de Aljustrel depende económica e socialmente desta mina, pelo que é necessário procurar um equilíbrio entre a vertente económica, e a vertente social e ambiental.

Carolina Fonseca, Francisco Paim, Henrique Avelar. Colégio Valsassina


Garrano: um património biológico e cultural a preservar


Vidoal (cerca de 1300/1400 m de altitude), Parque Nacional da Peneda-Gerês


O Garrano é um cavalo autóctone peninsular que vive, geralmente, em liberdade. É a figura mais emblemática da biodiversidade milenária de algumas zonas do Noroeste de Portugal.
De acordo com Maria do Mar Oom, professora assistente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e embaixadora da candidatura da raça a Património Nacional, a raça autóctone Garrana, para além da sua relevância a nível histórico e cultural, é um importante reservatório de variabilidade genética nacional, pelo que os esforços desenvolvidos no sentido da sua conservação e no apoio aos criadores, individuais ou colectivos, são fundamentais, garantindo a utilização sustentada deste recurso genético no meio rural montanhoso do norte de Portugal, onde permanece desde o Paleolítico.
Na imagem é possível observar alguns dos animais que fazem parte do atual núcleo de garranos do Parque Nacional da Peneda-Gerês, fazendo parte da sua fauna autóctone. No total são 15 animais, diz António Rebelo, técnico desta área protegida,.
Pelo seu enquadramento legal, o Parque Nacional da Peneda-Gerês possui, potencialmente, condições para a conservação deste importante recurso biológico, de uma forma holística integrando perspetivas genéticas, ambientais, sociais e culturais.


Agradecimentos: A realização deste trabalho não teria sido possível sem a colaboração da Prof. Maria do Mar Oom, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e de António Rebelo, técnico do Parque Nacional da Peneda-Gerês, pelo tempo e apoio disponibilizados para a realização deste projeto.


Catarina Caçote, Gonçalo Pereira, Joana Duarte. Colégio Valsassina

Spartina maritima: uma solução para remediar a poluição

Sapal do Rio Tejo. Parque Tejo, Lisboa


A permanente pressão antrópica das cidades costeiras tem feito chegar aos ecossistemas aquáticos quantidades crescentes de poluentes nomeadamente, de metais pesados. Neste contexto, merecem destaque as zonas estuarinas e em particular as suas margens. Por apresentarem baixo dinamismo, desenvolvem-se sapais, formados por vegetação herbácea ou arbustiva, sujeita a inundações periódicas como consequência das flutuações do nível das massas de água adjacentes.
As plantas halófitas (tolerantes a níveis médio-altos de salinidade) que aí existem a colonizar os sapais, têm capacidade para reter e/ou fitorremediar os metais, impedindo-os de entrar na cadeia trófica e de ameaçarem o ambiente e saúde pública.
A morraça (Spartina marítima) é uma das plantas existente no sapal do Tejo e é um exemplo de uma planta que tem a capacidade de absorver e acumular metais pesados nos seus tecidos.  Ao promover estes processos, impede-se a entrada de metais pesados na cadeia trófica e a sua ameaça para o ambiente e para a saúde pública.  Por serem bastante benéficos para as populações, deve-se motivar esforços no sentido de conservar as zonas estuarinas e de sapal.

Ana Catarina Pauleta, Beatriz Chagas, Mariana Monteiro. 11º1A. Colégio Valsassina

Garranos bravios do Parque Nacional da Peneda-Gerês: análises coprológicas apontam para uma elevada infeção de parasitas (estrongilídeos)

Encosta do Pisco, Serra do Gerês (cerca de 700 m de altitude). Parque Nacional da Peneda-Gerês

     O Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), considerado pela UNESCO como Reserva Natural da Biosfera e o único parque nacional em Portugal, recebeu a sua classificação em 1971.
Uma das espécies que mais se destaca no âmbito da fauna do Parque Nacional Peneda Gerês são os cavalos Garranos, os quais fazem da fauna autóctone do PNPG. Esta raça de cavalos é bastante antiga e tem conservado a sua morfologia ao longo da história. É comum ser criado em liberdade, sendo portanto um cavalo tendencialmente semi-selvagem dada a mínima intervenção do ser humano na sua criação.
       Em termos morfológicos, o cavalo garrano é um ser de pequeno porte, com altura média de cerca de 1,35 m, com pelagem castanha comum ou castanha escura, sendo mais clara no focinho. As crinas são mais escuras, pretas por vezes, tal como a cauda, com pelos encrespados. São animais que exprimem um temperamento geralmente receoso para com o ser humano quando não criado por si ou na sua presença. Caso estas últimas condições se verifiquem são animais bastante dóceis e ideias para famílias e crianças. É um animal muito resistente, adaptando-se com bastante facilidade a terrenos ingremes, podendo também, quando domesticado, percorrer longas distâncias com cargas consideráveis, sendo um animal ideal para executar tarefas agrícolas.

     Um grupo de alunos do Colégio Valsassina está a desenvolver um estudo que incide, essencialmente, sobre o parasitismo gastrintestinal dos Garranos Bravios do PNPG. A compreensão deste elemento pode contribuir não só para aumentar o conhecimento sobre este grupo de animais, mas acima de tudo pode fornecer dados que visem uma melhor gestão e conservação de um importante património natural autóctone.
     Os primeiros exames coprológicos (análise dos dejetos dos animais recolhidos durante o mês de janeiro) revelam a presença uma elevada prevalência de animais infectados, sendo que os mais comuns são os nemátodes da família Strongylidae, designados vulgarmente por estrongilídeos. Embora ainda provisórios, os resultados obtidos parecem apontar para a necessidade de um regular acompanhamento desta população, visando a avaliação do estado seu sanitário.

Agradecimentos: A realização deste trabalho não teria sido possível sem a colaboração da Prof. Maria do Mar Oom, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e de António Rebelo, técnico do Parque Nacional da Peneda-Gerês, pelo tempo e apoio disponibilizados para a realização deste projeto.

Catarina Caçote, Gonçalo Pereira, Joana Duarte. Colégio Valsassina