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domingo, novembro 13, 2016

Apanha ilegal de amêijoas no Tejo

Fotorreportagem premiada no Concurso Nacional JRA 2016 - 2º lugar

Pode ser consultada AQUI.

Fêmeas com características de machos revelam poluição pelo químico TBT, na região da Nazaré

O artigo dos alunos Afonso Mota, Bernardo Alves e João Leal (11º1A) foi distinguido com o 1º lugar no Concurso Nacional JRA 2016.

O artigo pode ser consultado AQUI.

domingo, outubro 26, 2014

2 alunos do Valsassina participaram no YRE Litter Less Campaign International Workshop - Chipre

Esta Workshop internacional YRE Litter Less, decorreu em Chipre entre 26 e 28 de setembro de 2014. O objetivo principal foi o de investigar a problemática dos resíduos numa perspectiva local e global: dos microplásticos às lixeiras, dos aterros sanitários ao lixo submerso.

Participaram os Jovens Repórteres para o Ambiente de 6 países que desenvolveram o projeto Litter Less, integrado no Programa Jovens Repórteres para o Ambiente: França, Malta, Montenegro, Nova Zelândia, Portugal e Roménia.


Portugal fez-se representar por uma delegação de 13 elementos, dois dos quais do Colégio Valsassina: Mafalda Gomes (11º1A) e João Nicolau (10º1A).


Pode consultar o Diário da Viagem a Chipre em http://jra.abae.pt/portal/campanha-litter-less-2014/yre-litter-less-campaign-international-workshop-portugal/14344-2/


Para mais informações consultar http://jra.abae.pt/portal/yre-litter-less-international-workshop-cyprus/



domingo, junho 23, 2013

alunos JRA do Valsassina apresentam: Contadores inteligentes: uma solução sustentável


1ª Menção Honrosa na Mostra Nacional de Ciência para estudo intitulado: Contributo para o estudo da população de Garranos bravios do Parque Nacional da Peneda-Gerês: Uma análise sobre a presença e prevalência de estrongilídeos intestinais (Nematoda: Strongylidae) e sobre a sua genealogia.

1ª Menção Honrosa: Contributo para o estudo da população de Garranos bravios
do Parque Nacional da Peneda-Gerês, da autoria de Joana Duarte, Gonçalo Pereira e
Ana Caçote 11º1A.


CONCURSO INTERNACIONAL YRE - 2º prémio para trabalho do Valsassina

A fotorreportagem “Acid mine drainage at Ribeira Águas Fortes” da autoria dos
alunos do 11º1A, Diogo Oliveira, Pedro Leal, Carolina Fonseca, Francisco Paim, Henrique Avelar,
Vasco Diogo, foi distinguida com um 2º lugar no YRE International Competition 2013.


Mais informações AQUI.

sábado, março 09, 2013

O Papel dos Jardins Zoológicos na conservação da biodiversidade


O Papel dos Jardins Zoológicos na conservação da biodiversidade

Mariana Monteiro
Das 8,7 milhões de espécies descobertas no nosso planeta, cerca de 16 000 encontram-se em perigo de extinção. Os Zoos são espaços desenhados para garantir o bem-estar animal, e ao mesmo tempo espaços que oferecem atividades ao ar livre e momentos de puro lazer para o público em geral. Conservar, educar e proteger, são os elementos chave do papel dos Jardins Zoológicos na conservação da biodiversidade.

Tradicionalmente, um Jardim Zoológico é um local que se destina a acolher animais domesticados e selvagens a fim de os exibir para o público. E, para muitos cidadãos, o zoo é apenas isso: um parque onde é engraçado ir de vez em quando ver animais de espécies exóticas. Todavia, um Zoo é muito mais do que um sítio para passar o dia: o zoo desempenha um papel de extrema importância no desenvolvimento da educação ambiental e na conservação da biodiversidade.
Das 8,7 milhões de espécies descobertas no nosso planeta, cerca de 16 000 encontram-se em perigo de extinção, número que vai crescendo de dia para dia, devido em grande parte à atividade humana. À medida que a atividade e ocupação antrópica vai crescendo, maiores são os impactes sobre o ambiente condicionando negativamente as populações. Por consequência, o número de espécies ameaçadas ou mesmo extintas está a crescer. Contudo, devido a iniciativas apoiadas por jardins zoológicos em todo o mundo, algumas espécies estão lentamente a recuperar ao seu “normal” e as suas populações estão a voltar a para a natureza.
Dos cerca de 12 000 Zoos em todo o mundo, uma parte significativa desenvolve um trabalho árduo em restaurar espécies de diferentes origens que se encontram em perigo. São criados processos de recuperação de espécies e esses procedimentos são árduos, longos e até educativos na medida em que para criar o ambiente perfeiro para uma espécie poder crescer e reproduzir-se, é necessário estudar bastante a espécie em questão.
Esses processos apoiados pelos jardins zoológicos relacionam-se com programas que gerem cuidadosamente a vida de uma determinada espécie em perigo. O objetivo deste tipo de programas é manter uma população saudável e auto-suficiente que é geneticamente diversificada e demograficamente estável. Por outras palavras, que uma população seja “forte” o suficiente para sobreviver na natureza sem a ajuda humana.
Todavia, estes processos de restauração de espécies não são simples, sobretudo no que diz respeito ao controlo (e sucesso) da sua reprodução. Contudo, são inúmeros os casos em que as espécies morrem porque por serem bastante sensíveis, e por não conseguirem sobreviver em cativeiro. Manter a integridade genética da espécie em causa também não é fácil. Mas, manter a diversidade genética tem o seu custo, e nem todos os Zoos têm orçamento para tal manutenção. Não obstante, a criação de redes e parcerias entre Zoos, Universidades e ONG’s, não só permite criar sinergias e dar resposta às necessidades, como vai de encontro aos reais problemas associados à conservação das espécies a nível local. Corroborando, os biólogos Dalia Conde[i] e Alexander Scheruerlein afirmam que “embora seja verdade que o número de espécies em perigo e animais individuais em qualquer zoo seja pequeno, se várias instituições se juntarem, os Jardins Zoológicos apresentarão um potencial considerável em reproduzir espécies de animais em perigo de extinção.”.
Sendo os Zoos desenhados para garantir o bem-estar animal, são ao mesmo tempo espaços que atividades ao ar livre e momentos de puro lazer para o público em geral. Deste modo, poder-se-á que há três elementos chave no papel dos Jardins Zoológicos: Conservar, educar e proteger. Deste modo, os Jardins Zoológicos apresentam um papel ativo na gestão de iniciativas que visam a recuperação de espécies em perigo, sendo que através desses programas participam ativamente na conservação da biodiversidade.


[i] Bióloga do Instituto Max Planck, uma das autoras de um artigo sobre o papel dos Zoos na conservação das espécies publicado na revista Science. Consultado online em http://ipevs.org.br/blog/?tag=zoologicos.

Zoos: porta de comunição com a vida selvagem. Os zoos, atualmente, desempenham um papel fulcral na proteção das espécies.


Zoos: porta de comunição com a vida selvagem
Os zoos, atualmente, desempenham um papel fulcral na proteção das espécies.
Carolina Madeira Fonseca. Colégio Valsassina. Lisboa

A biodiversidade do Planeta está agora mais ameaçada do que em qualquer outro período histórico. Cada vez mais, os Zoos já não são meros locais de entretenimento, são um recurso valioso, em matéria de educação do público, de conservação das espécies e de investigação científica. Atuam junto à sociedade e à natureza, não apenas interagindo como museus vivos para apresentar sua coleção de animais ao público visitante, mas também colaborando com a conservação ex situ das espécies que abrigam.

É hoje reconhecido que a biodiversidade do Planeta está agora mais ameaçada do que em qualquer outro período histórico, estimando-se mesmo que cerca de onze mil espécies de plantas e animais corram o risco de extinção iminente num futuro próximo
O problema da redução da biodiversidade, não sendo novo, assumiu no século XX – e sobretudo nas suas últimas décadas - proporções nunca antes atingidas, conforme resulta do relatório “Global Diversity Assessment”, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA).
Para diminuir ou evitar a perda da Biodiversidade é necessário preservar umas e de conservar outras espécies. Para tal é necessário criar mecanismos de proteção das espécies, principalmente das em risco de extinção.
Da lista de mecanismos fazem parte, o armazenamento de sementes ou de embriões, manutenção de alguns indivíduos em zoológicos, terrários, aquários e viveiros, até a criação de áreas protegidas e de preservação, que conservam não só as espécies, mas também os ecossistemas onde estas se inserem.
Estes locais permitem que as espécies se reproduzam num ambiente semelhante ao seu habitat natural, e mais tarde, quando preparados para uma vida autónoma os animais são desenvolvidos ao local de origem. A troca de animais entre zoos impede o cruzamento de indivíduos da mesma espécie, evita a consanguinidade e pode promover a variabilidade genética das espécies o que, pelo menos potencialmente, contribuiu para assegurar a sua sobrevivência,.
De acordo com um estudo publicado pela revista Science (em 18 de março de 2011), os Jardins Zoológicos tornaram-se numa peça fundamental para a protecção e conservação dos animais ameaçados de extinção.
De que se alimentam os macacos? Será verdade que os elefantes vêm a preto e branco? Em que ambiente vivem os koalas? Por vezes deparamo-nos com questões a cerca da vida selvagem às quais não conseguimos dar resposta, respostas estas que chegam até nós através dos zoos.
Eles estão presentes em todo o mundo, são acessíveis a uma grande parte da população e mantêm sob seus cuidados uma significativa quantidade e biodiversidade de animais. Deste modo, atuam junto à sociedade e à natureza, não apenas interagindo como museus vivos para apresentar sua coleção de animais ao público visitante, mas também colaborando com a conservação ex situ das espécies que abrigam e in situ, por exemplo, através de uma rede de parcerias e de projetos de investigação.
Atuam de várias formas na conservação das espécies, promovendo a criação em cativeiros, realizando pesquisas em zoologia e biologia das espécies cativas, muitas vezes em parceria com instituições de pesquisas nacionais e internacionais, participam da libertação de animais e também realizam atividades em educação ambiental, aumentando o interesse, afeição e conhecimento do público em geral sobre a fauna silvestre.
Os Jardins Zoológicos apresentam-se como uma forma de incentivar o interesse das pessoas pelo mundo natural, muito para além das grandes cidades e da vida urbana. Direta ou indiretamente, estes locais contribuem para o combate às alterações climáticas e a consequente conservação da natureza e biodiversidade. Ao sensibilizar os visitantes dos problemas que afetam os animais e plantas, estão a contribuir para a sensibilização das pessoas a tomarem atitudes mais responsáveis e ecológicas. Com isto, as pessoas tendem a preocupar-se com a natureza em prol da sobrevivência dos animais. Assim, tende a demonstrar o papel que a ação humana tem na conservação das espécies.
Hoje em dia, os Zoos já não são meros locais de entretenimento, são um recurso valioso, em matéria de educação do público, de conservação das espécies e de investigação científica. 

Zoos: Educação, Conservação e Diversão


Zoos: Educação, Conservação e Diversão
Ana Catarina Pauleta
Colégio Valsassina
Fevereiro 2013
O Jardim Zoológico de Lisboa foi criado em 1884. Este foi o primeiro parque deste tipo a ser fundado na Península ibérica, sendo atualmente um local onde é possível aliar a conservação e a educação. Os Parques Zoológicos têm apostado e esforçado em reproduzir animais em cativeiro e devem assumir-se como um elemento chave para a conservação quer in situ, quer ex situ das espécies que abrigam, contribuindo assim para o combate à redução na biodiversidade.

            O Jardim Zoológico de Lisboa foi criado em 1884. Este foi o primeiro parque deste tipo a ser fundado na Península ibérica. Nele habitam mais de 360 espécies de todo o reino animal. Destas, 54 são EEP’s (the European Endangered species Programme). Atualmente, o Jardim Zoológico de Lisboa é um local onde é possível aliar a conservação e a educação. É também uma fonte de entretenimento e diversão visitado diariamente por centenas de pessoas dos 0 aos 80 anos.
           Um estudo do Governo Alemão e da Comissão Europeia durante a presidência alemã do G8 aponto que a diminuição da biodiversidade pode reduzir para metade os recursos das populações mais pobres do mundo. Também prevê uma descida de 7% no PIB mundial até 2050 causado pela degradação da natureza.
           Uma das formas mais evidentes de redução da biodiversidade é a extinção das espécies. Esta é, muitas vezes, uma consequência de problemas ambientais, políticos, sociais e/ou culturais. O aumento do efeito de estufa, a destruição de habitats, a caça mortífera, as alterações em ecossistemas, são alguns fatores que contribuem para esta diminuição.
Neste contexto, os Jardins Zoológicos assumem cada vez mais um papel de extrema importância no combate à redução da biodiversidade. Estes possuem em cativeiro animais (muitos dos quais em perigo de extinção) e proporcionam lhes um habitat estável e com todas as condições para se reproduzirem. “Um animal feliz no Zoo é aquele que consegue reproduzir muitas vezes.”. Atuam assim na conservação das espécies, promovendo a criação em cativeiros, realizando pesquisas em zoologia e biologia das espécies cativas (com frequência em parceria com instituições de pesquisas nacionais e internacionais). Ao longo dos anos, os Zoos têm apostado e esforçado em reproduzir animais em cativeiro para que os descendestes tenham uma maior possibilidade de sobreviver. Deste modo, os zoos podem, e devem, assumir-se como um elemento chave para a conservação quer in situ, quer ex situ das espécies que abrigam.
Os jardins zoológicos possuem equipas multidisciplinares, com veterinários, zoólogos e biólogos, tratadores, que acompanham todos os animais de modo a conseguir que estes sobrevivam e se reproduzam com sucesso. Há um especial cuidado para tornar o sítio onde os animais vivem o mais parecido possível com a realidade, ou seja, é semelhante aos habitats naturais e são desenvolvidos mecanismos para que os animais tenham os mesmos regimes alimentares como no estado selvagem. Desta forma, os animais não ficam domesticados, podendo, potencialmente, um dia mais tarde voltarem ao mundo selvagem.
Os Zoos também têm como papel fundamental relembrar as pessoas que há milhares de espécies de animais no mundo e que muitas estão em perigo. Permitem uma verdadeira viagem pelo mundo. Estes dão a conhecer os animais a milhares de pessoas, permitindo uma certa interação, de forma a conhece-los e assim sentirem-se sensibilizadas a respeitar a vida animal, contribuindo para aumentar a sua consciência ecológica.
Em suma, os Jardins Zoológicos, não só têm um importante papel na parte da educação, como na parte de conservação de pequenas relíquias do mundo, os animais. Ir a um Jardim Zoológico não só é uma forma de diversão e entretenimento como um adquirir de conhecimentos sobre cada espécie e do mundo, contribuindo assim para o combate à redução na biodiversidade. Com menor diversidade de espécies a vida na Terra torna-se mais sujeita a alterações ambientais. Pelo contrário, quanto mais rica é a diversidade biológica maior é a oportunidade para descobertas no âmbito da medicina, da alimentação, do desenvolvimento económico e de serem encontradas respostas adaptativas a essas alterações ambientais. Como tal, os Jardins Zoológicos assumem-se como um dos pilares fundamentais para a conservação das espécies.

Drenagem ácida condiciona biodiversidade na Ribeira de Águas Fortes em Aljustrel








A drenagem ácida é muito comum nas minas de pirite, e é gerada quando minerais, que se encontram a grande profundidades e que contêm sulfetos, são expostos a ambientes abertos e entram em contacto com oxigénio e água, gerando sulfatos (substâncias ácidas). Estes, quando não controlados, podem contaminar as águas subterrâneas e os cursos de água que circundam a mina.
Uma investigação a um troço da Ribeira das Águas Fortes, uma linha adjacente à Mina de Aljustrel, procurou detectar a presença de macroinvertebrados. Estes, devido á sua sensibilidade aos fatores do meio, podem ser utilizados como um possível bioindicador do estado de linhas de água (Harmitage et. al, 1983 in Alba-Tercedor & Sánchez-Ortega, 1988). Após a recolha de amostras ao longo de uma extensão de 1000m (com amostras de 200 em 200 metros, com início a cerca de 500 metros da sua nascente) e posterior análise, não foi encontrado nenhum macroinvertebrado.
De acordo com a aplicação do índice BMWP[1], a este dado, o resultado final é 0.
Este, segundo esse índice, é indicativo de que o estado da água da ribeira de Águas Fortes é de classe V, ou seja “águas fortemente contaminadas” (Alba-Tercedor & Sánchez-Ortega, 1988).
Relativamente à biodiveridade vegetal na área envolvente da linha de água estudada, constatou-se ser reduzida, encontrando-se principalmente duas espécies, a Lavandula stoechase e a Cistus ladanifer. Esta última é uma planta tipicamente mediterrânea e bem adaptada a solos pouco desenvolvidos (Batista et al., 2012), como é o caso do solo em questão.
Esta mesma espécie apresenta capacidades para se desenvolverem em locais degradados pela atividade mineira, com baixo conteúdo em nutrientes e com elevados teores de chumbo (Pb) no solo, sem apresentarem evidentes sinais exteriores de stress (Abreu et al. 2012). Talvez seja por uma as poucas plantas aqui identificadas por isso mesmo, por ser das poucas que aqui consegue sobreviver.

Francisco Paim, Henrique Avelar. Colégio Valsassina

Agradecimentos: Este trabalho não teria sido possível de se realizar sem a colaboração de Filipe de Avelar, por toda a disponibilidade e apoio, em particular por ter permitido a realização do trabalho de campo na sua propriedade.

Alba-Tercedor, J. & Sánchez-Ortega, A. (1988). Un Método rápidp y simple para evaluar la calidad biológica de las águas corrientes basado en el de Hellawell (1978). Limnética, 4: 51-56 (1988). Asociación Española de Limnologia. Madrid. Spain.
Batista, M. J. ; Abreu, A. A ; Pinto, M. S. (2006) Contribuição do Cistus ladanifer L. para a atenuação dos efeitos da exploração em algumas minas da Faixa Piritosa Ibérica. Évora. [s.n.], 2006. il., 1 figura e 2 tabelas ; Sep. de: VII Congresso Nacional de Geologia : Livro de Resumos, II, 2006, p. 447-450.
Abreu, M.M.; Santo E.S.; Anjos C.; Magalhães M.C.F.; Nabais, C. (2012). Capacidade de absorção do chumbo por plantas do género Cistus espontâneas em ambientes mineiros. Revista de Ciências Agrárias. Disponível online em http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rca/v32n1/v32n1a16.pdf . consultado em 13/10/12.



[1] http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/Macroinvertebrados%20-
%20protocolo.pdf e http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/Macroinvertebrados%20-%20tabela%20familias%20A4.pdf, consultados a 17/11/12.

Centro mineiro de Aljustrel apresenta um elevado potencial económico e social. Vertente ambiental deve mais ser desenvolvida.


Centro mineiro de Aljustrel apresenta um elevado potencial económico e social. Vertente ambiental deve mais ser desenvolvida.







A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), onde se encontra a região do Baixo Alentejo, constitui o maior distrito mineiro europeu, estendendo-se por uma faixa de aproximadamente 250 km que atravessa o sul da Península Ibérica, onde são conhecidas várias dezenas de minas.
A mina de Aljustrel localiza-se nessa Faixa, mundialmente reconhecida pela sua riqueza em jazigos de sulfuretos maciços vulcanogénicos, vulgarmente conhecidos por pirites. Esta província metalogenética forma um arco com uma extensão de 250 km de comprimento e 30 a 60 km de largura, que abrange parte do Alentejo, do Algarve e da Andaluzia.
No centro mineiro de Aljustrel conhecem-se reservas superiores a 250 milhões de toneladas de pirite o que faz desta mina uma das maiores da Faixa, a par de Neves Corvo (mina em atividade localizada próximo de Almodôvar), e de Rio Tinto, Los Frailes-Aznalcollar, Tharsis, La Zarza e Sotiel-Migollas (áreas mineiras atualmente abandonadas e situadas em Espanha).
“As minas são tudo, são a nossa vida”. É assim que, Gisela Ramos, habitante na Vila de Aljustrel, descreve a importância que a Mina de Aljustrel representa na economia local.
Mas apesar da sua importância verifica-se igualmente um contributo negativo: o impacto, quer visual quer ambiental, do processo mineiro na região é bastante notório condicionando a qualidade de vida da população devido à contaminação de solos, sedimentos e águas.
Um dos impactes ambientais evidentes neste local é fenómeno conhecido por drenagem ácida. A cor vermelho-acastanhada, evidente na imagem, é bem característica deste problema.
Esta é muito comum nas minas de pirite, e é gerada quando minerais, que se encontram a grande profundidades e que contêm sulfetos, são expostos a ambientes abertos e entram em contacto com oxigénio e água, gerando sulfatos (substâncias ácidas). Estes, quando não controlados (por exemplo, devido a escombreiras ou ao abandono de algumas instalações), podem contaminar as águas subterrâneas e os cursos de água que circundam a mina.
A vila de Aljustrel depende económica e socialmente desta mina, pelo que é necessário procurar um equilíbrio entre a vertente económica, e a vertente social e ambiental.

Carolina Fonseca, Francisco Paim, Henrique Avelar. Colégio Valsassina


Garrano: um património biológico e cultural a preservar


Vidoal (cerca de 1300/1400 m de altitude), Parque Nacional da Peneda-Gerês


O Garrano é um cavalo autóctone peninsular que vive, geralmente, em liberdade. É a figura mais emblemática da biodiversidade milenária de algumas zonas do Noroeste de Portugal.
De acordo com Maria do Mar Oom, professora assistente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e embaixadora da candidatura da raça a Património Nacional, a raça autóctone Garrana, para além da sua relevância a nível histórico e cultural, é um importante reservatório de variabilidade genética nacional, pelo que os esforços desenvolvidos no sentido da sua conservação e no apoio aos criadores, individuais ou colectivos, são fundamentais, garantindo a utilização sustentada deste recurso genético no meio rural montanhoso do norte de Portugal, onde permanece desde o Paleolítico.
Na imagem é possível observar alguns dos animais que fazem parte do atual núcleo de garranos do Parque Nacional da Peneda-Gerês, fazendo parte da sua fauna autóctone. No total são 15 animais, diz António Rebelo, técnico desta área protegida,.
Pelo seu enquadramento legal, o Parque Nacional da Peneda-Gerês possui, potencialmente, condições para a conservação deste importante recurso biológico, de uma forma holística integrando perspetivas genéticas, ambientais, sociais e culturais.


Agradecimentos: A realização deste trabalho não teria sido possível sem a colaboração da Prof. Maria do Mar Oom, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e de António Rebelo, técnico do Parque Nacional da Peneda-Gerês, pelo tempo e apoio disponibilizados para a realização deste projeto.


Catarina Caçote, Gonçalo Pereira, Joana Duarte. Colégio Valsassina

sexta-feira, julho 13, 2012

Trabalhos do Valsassina premiados no concurso nacional "Jovens Repórteres para o Ambiente"

No âmbito do concurso nacional "Jovens Repórteres para o Ambiente" foram distinguidos os seguintes trabalhos do Valsassina:

Artigo
2º lugar - Professores envolvidos no Programa Eco-Escolas revelam uma atitude positiva na utilização da energia

Vídeo
1º lugar - Drenagem  ácida afeta rede hidrográfica da região de Aljustrel ácida


Fotorreportagem

1º lugar - Drenagem Ácida


Os nossos parabéns aos alunos autores/responsáveis pelos trabalhos.

Trabalhos do Colégio Valsassina distinguidos no projeto Eco-Repórter


No âmbito das “Escolas com energia” foi dinamizado o desafio, para as Eco-Escolas e JRA: eco-repórter da energia.
A proposta é a da realização de um conjunto de investigações (inquéritos, entrevistas, recolha de informação) em torno da eficácia e eficiência com que utilizamos a energia. Os enfoques poderão ser diversos: das energias renováveis, aos hábitos de consumo; dos hábitos de mobilidade às implicações do consumo de energias no aquecimento global.
Os trabalhos jornalísticos de temática ambiental e energética deverão investigar uma realidade concreta ou local, integrando entrevistas e dados factuais. Deverão igualmente ser compostos por peças escritas com fotografias e/ou por peças em vídeo e/ou áudio, de acordo com duas modalidades: Artigo/reportagem e Vídeo.~

Foi apresentado a concurso um artigo em cada categoria (3º ciclo e secundário).

Os trabalhos submetidos foram distinguidos com o 1º lugar:

1º Escalão (3º ciclo)Telhados verdes


domingo, junho 17, 2012

Professores envolvidos no Programa Eco-Escolas revelam uma atitude positiva na utilização de energia. Estudo envolveu 649 participantes de todo o país.


A maioria dos professores envolvidos no programa Eco-Escolas refere evitar o uso de ferro de engomar em casos pontuais; usa programas de baixa temperatura na máquina de lavar roupa e opta pela compra de eletrodomésticos mais eficientes. Estes são alguns dos dados de um estudo que decorreu em janeiro e fevereiro, deste ano, e que envolveu 649 elementos. A generalidade dos inquiridos tem um conhecimento médio-alto sobre o uso eficiente e poupança de energia e uma atitude “positiva” face à conservação de energia. No entanto, há dados que motivam reflexão, tal como o facto de uma parte significativa dos participantes ainda deixar equipamentos, como as televisões, em stand-by.

A Educação para a Sustentabilidade é particularmente importante perante a atual crise e a escola desempenha um papel fundamental. Neste contexto, foi desenvolvido, em janeiro e fevereiro de 2012, um estudo, através do qual se pretendeu identificar comportamentos relacionados com o consumo de energia. Contou com a participação de 504 professores envolvidos no programa Eco-Escolas (EE) e 145 elementos do Colégio Valsassina (CV), uma Eco-Escola há 9 anos.
Quando questionados sobre quais os principais comportamentos relacionados com o consumo de energia, os inquiridos demonstraram que, de uma forma global, têm um desempenho ambiental de nível médio bom. Por exemplo, a maioria dos participantes (92% EE; 93/CV) afirma: evitar o uso de ferro de engomar em casos pontuais; optar (sempre ou muitas vezes) pela compra de eletrodomésticos mais eficientes (89% EE; 86% CV); assim como pela compra de lâmpadas economizadoras (93% EE; 92% CV). A maioria (88% EE; 81%CV) usa (sempre ou muitas vezes) programas de baixa temperatura na máquina de lavar roupa. Por sua vez, considerando as respostas “sempre” e “muitas vezes” 97% dos participantes refere apagar sempre as luzes de uma divisão quanto esta está vazia.
Por outro lado, no Colégio Valsassina, 21% dos participantes declara (sempre ou muitas vezes) deixar os carregadores de telemóveis ligados depois da bateria estar completamente carregada; na rede EE, apenas 41% dos participantes desligam sempre os equipamentos no próprio aparelho.
Parece verificar-se que a generalidade dos inquiridos tem um conhecimento médio-alto sobre o uso eficiente e poupança de energia e uma atitude “positiva” face à conservação de energia. Este resultado pode ser justificado pelo envolvimento dos participantes no programa EE e pela temática deste, o que estará relacionado com motivação e conhecimento para atuar.
Este estudo envolveu maioritariamente mulheres, o que, de certa forma, está de acordo com o facto destas estarem em maior número na atividade docente. Corroborando, um estudo publicado pela Revista Climatização (Maio/Junho 2011), demonstra que é o público masculino, em geral, quem demonstra estar menos sensibilizado para esta temática”.


Funcionários do Colégio Valsassina numa ação de informação e sensibilização sobre eficiência energética. Este tipo de iniciativas são frequentes nas Eco-Escolas e, tal como afirma Luís Cássio, funcionário do Colégio Valsassina, “contribuem para uma postura mais pró-ativa na gestão dos recursos”.


Os resultados obtidos encontram semelhança na investigação Energyprofiler[1] que revelou que, a generalidade dos portugueses possui um conhecimento “médio-alto” sobre o uso eficiente de energia e que a maioria das pessoas considera importante poupar energia. Também o estudo realizado pelo Observa[2] revela que muitos portugueses optam por uma postura pró-activa, sobretudo em sua casa, no sentido de uma maior eficiência na gestão dos recursos.
De uma forma geral este estudo revela que os professores envolvidos no programa Eco-Escolas apresentam uma atitude que se pode considerar positiva face ao consumo de energia. Contudo, sugere também a necessidade de desenvolver certas ações, como por exemplo: combater o “stand-by”; e promover a adoção de práticas de monitorização de consumos em casa.


Carolina Fonseca, Catarina Pauleta, Catarina Soares, Diogo Oliveira, Diogo Silva, Gonçalo Pereira, Joana Duarte, Júlia Sales Estaca, Manuel Portela, Maria João Sancho, Maria Inês Ferrão, Patrícia Nascimento, Pedro Leal, Vasco Diogo.
Jovens Repórteres para o Ambiente. Colégio Valsassina


[1] http://www.energyprofiler.info/sobre.php. Investigação realizada em Janeiro de 2010, da responsabilidade da Energaia e financiada pela ERSE. . Consistiu na  realização de um inquérito telefónico à escala nacional a mais de 1000 agregados familiares. Este consistiu num estudo e análise de perceções, atitudes, competências e padrões de utilização de energia por parte do sector residencial.
[2] Disponível on line em http://ecoline.ics.ul.pt. Este estudo envolveu 700 inquéritos em todas as regiões do país.

United Community for a common good. Community around a model of Lóios district, in Chelas: School and local community hand in hand


A model, the Lóios District in Chelas, and 57 participants aged 5 to 72 years. These were the main ingredients of a social project that brought together the school community and the local community. This project, which took place between February and March, contributed to show that it is possible to develop an integrated and transversal approach to multiple dimensions: economic, social, environmental and political-institutional. In the end, the model was presented during the 5th Edition of the Congress of Marvila, which took place on March 17.

“A model of the «Bairro dos Lóios». This was the challenge presented to Valsassina School and it intended to join, in the same project, students from schools inside «Bairro dos Lóios» and its residents. The initiative was devised by João Rosa, an intern at the “School of Education of Lisbon” and resident in this Chelas block.
To develop this project several work teams were formed. Each team was invited to recreate their living space with reusable materials. At the same time, a Focus Group was to conduct a discussion on the Potential/Needs of the «Bairro dos Lóios». In the end, five Focus groups were formed with 57 participants of different ages ranging from 5 to 72.
To João Rosa, the positive aspects in the neighbourhood were: the existence of a supermarket, local commerce, three schools, a daycare center and a healthcare center. The connection between friends and neighbors was also emphasized, as well as the intergeneration relations. On the other hand, he identified the negative aspects as: the existence of degraded places, buildings and garden stools, and the presence of garbage on the floor. Furthermore, some cases of violence, theft, and even illicit substance use were observed.
To improve the Lóios neighbourhood the participants highlighted the need to: focus more on interpersonal relationships, creating conditions for the existence of more leisure facilities, and improve the lighting in some corners of the neighbourhood.
This activity was like an open door to create links/relations and to avoid bias in a community. When asked about their participation in the project, a group of students around the age of 11/12 attending School E.B. 2,3 Damião de Góis shared: “We took great pleasure in participating in this project for we got to know our school and neighbourhood a lot better.”
The main goals of the project were raising awareness of one’s responsibility and obtaining control over one’s own development, just like Francisca Xara-Brasil (14 year-old at Valsassina School) did, while participating on the project.
João Farinha, one of the teachers at School E.B. 2,3 Damião de Góis and the person in charge of GAAF, a student and family support centre, states that “the relationship between School and Family is often spoiled, leading to a set of problems concerning misbehaviour, absenteeism and even violence at school. The sort of measures taken with this project draws closer a better cooperation between School and the local institutes in the neighbourhood. Working together becomes, therefore, vital to fight back school and family problems as well as other problems that one may come across in the neighbourhood.”
For the students of Valsassina School, the highest point of this process coincided with the last stage, in which the model was complete and on display in “Loja 31” (a solidarity store) for Valsassina´s students, residents and users of this space to see and to enjoy.


It was a moment of experience sharing at intercultural and intergenerational levels. To Marta Oliveira, 13 year-old, “the fact that Valsassina School is an Eco-School gives us the opportunity to learn more about reusing materials and valueing/ working with what you have”. Francisca Xara-Brasil also highlighted that such activities teach us that there can be no sustainability without a balance between the social and the environmental spheres. Paulina Lemos, (13-year-old), states that such initiatives “motivate us to change our attitudes even more".

“Think globally, act locally”, is the motto of a sustainable development. The challenges put forth by a diversified society involve multiple social problems and stress the need of participatory politics grounded in active citizenship and in public speech.

Acknowledgments: this work would not have been possible to accomplish without the contribution of João Rosa. Therefore, we thank him for his kindness, cooperation and availability.
Young reporters for the environment. Valsassina School: Carolina Fonseca, Pedro Leal, Diogo Silva, Catarina Soares, Gonçalo Pereira, Joana Duarte
Valsassina School and School E.B. 2,3 Damião de Góis. Lisbon, Portugal


segunda-feira, junho 11, 2012

Drenagem ácida afeta rede hidrográfica da região de Aljustrel

Drenagem ácida afeta rede hidrográfica da região de Aljustrel (versão completa)
Jovens Repórteres em ação


Carolina Fonseca, Francisco Paim, Henrique Avelar, Vasco Diogo. 10º1A

domingo, junho 10, 2012

Drenagem ácida afeta rede hidrográfica da região de Aljustrel

Drenagem ácida afeta rede hidrográfica da região de Aljustrel (versão curta)
Jovens Repórteres para o Ambiente em ação.





Carolina Fonseca (10º1A), Francisco Paim (10º1A), Henrique Avelar (10º1A), Vasco Diogo (10º1A)

What the seas bring back to us...




On February 26th 2010, the journalist Filomena Naves wrote a piece of news for “Diário de Notícias” which is related to the discovery of an island created by the accumulation of plastic garbage in Atlantic Ocean.
Floating plastics look like jellyfishes. Therefore, some sea animals like turtles eat these chunks of garbage which causes them to die of suffocation. On the other hand, plastics don´t fully disappear.
On February of 2012, in one of the Boa Vista island´s exit in Cape Verde, a great accumulation of garbage was detected near the shore, in where some more plastics as well as some non-biodegradable materials were found.

Marine organisms play a crucial role in almost all biogeochemical processes that sustain the biosphere, and provide a variety of products (goods) and functions (services) which are essential to humankind’s well-being.
This image shows us a global problem, for many of the residues found are not from Cape Verde.

Young reporters for the environment. Valsassina School, Lisbon, Portugal.
Carolina Fonseca (15 year-old) Pedro Leal (15 year-old), Diogo Silva (15 year-old), Mariana Martinho (17 year-old), Margarida Delgado (17 year-old)

Drenagem ácida compromete exploração sustentável em Aljustrel



Ribeira de Águas Fortes, Aljustrel. 15 de maio de 2012

A Vila de Aljustrel desenvolveu-se em torno de 5 explorações de sulfuretos maciços polimetálicos, que tiveram um contributo positivo no crescimento socioeconómico da área, sobretudo pela criação de emprego.
Mas apesar da sua importância esta exploração não está isenta de problemas. Um dos impactes ambientais evidentes neste local (comum nas minas de pirite) é um fenómeno conhecido por drenagem ácida. Esta é gerada quando minerais, que se encontram a grandes profundidades e que contêm sulfetos são expostos a ambientes abertos e entram em contacto com oxigénio e água, gerando sulfatos.

A formação de águas ácidas (frequentemente com pH inferior a 3), geralmente com uma cor ocre ou muito avermelhada, afeta a rede hidrográfica da região. Há ainda o risco de contaminação do solo e de perda de biodiversidade (poucos organismos suportam condições extremas).
Assim, é urgente promover uma exploração sustentada dos recursos naturais, minimizando os impactos diretos no ambiente durante o processo extrativo.

Carolina Fonseca, Francisco Paim, Henrique Avelar, Vasco Diogo.
Jovens Repórteres para o Ambiente. Colégio Valsassina