A grande finalidade do Projecto Educativo do Colégio Valsassina é a de uma Educação globalizante, para a diferença e para a mudança. Como Eco-Escola toda a comunidade participa em torno do mesmo objectivo: um melhor ambiente! Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova veneração face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.
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terça-feira, junho 30, 2015
Germinação do trigo na sala dos 5 anos C – trabalho experimental
A germinação de sementes costuma
constituir uma atividade proporcionada nos Jardim-de-infância que pode ser
usada, quando enquadrada, numa metodologia de descoberta para promover
oportunidades de aprendizagem. O pensamento científico pode ser treinado e
estimulado, permitindo à criança organizar o conhecimento, criando a
necessidade de pesquisar e desenvolvendo a capacidade de resolver problemas
Assim, no final do mês de Abril, os
alunos da sala dos 5 anos C iniciaram uma atividade experimental relacionada
com a germinação do trigo.
O projeto teve como principais
objetivos desenvolver, junto das crianças, a compreensão de que uma semente
origina uma nova planta, o reconhecimento de que sementes diferentes originam
plantas diferentes, e ainda a perceção da influência de alguns fatores
ambientais no processo de germinação
Assim, durante quatro semanas cuidaram
das montagens experimentais e observaram o trigo a crescer, de dia para dia!
Foi possível compreender que para
crescer e para se desenvolver, a planta
precisava de sol e água. Os alunos aprenderam o que sais minerais e até
foi possível introduzir o tema da fotossíntese…
Educadoras de Infância
Etiquetas:
Eco-Escolas,
ecoValsassina,
ensino experimental
domingo, dezembro 15, 2013
domingo, junho 23, 2013
1ª Menção Honrosa na Mostra Nacional de Ciência para estudo intitulado: Contributo para o estudo da população de Garranos bravios do Parque Nacional da Peneda-Gerês: Uma análise sobre a presença e prevalência de estrongilídeos intestinais (Nematoda: Strongylidae) e sobre a sua genealogia.
1ª Menção Honrosa: Contributo para o estudo da população de Garranos bravios
do Parque Nacional da Peneda-Gerês, da autoria de Joana Duarte, Gonçalo Pereira e
Ana Caçote 11º1A.
Dia Eco-Escola 2013
Ateliers
Óleo por vela
Destinatários: 1º ciclo; Pais/Enc. Educação
A nossa horta
Destinatários: Jardim de Infância
Conclusão do concurso: A eco-Turma (recolha de REEE nas turmas do 2º e 3º ciclo)
Edição especial sobre 10 anos de Eco-Escola: recolha de testemunhos em todos os atores da comunidade escolar (alunos de todos os níveis de ensino; professores, funcionários, pais...)
Jornadas
bioValsassina 2013
5 de Junho de 2013
14h15
Abertura dos trabalhos
14h30 – 15h40
Painel I, Ambiente e
Sustentabilidade
Moderador:
Profª Andreia Luz
Plantas
Carnívoras
Max Ferreira, Manuel
Galvão, Pedro Santos. 12º1
Roteiro Paleontológico
em Lisboa
Marta
Carvalho, João Pinto, Leonor Cetra. 11º1A
Estudo
do processo de Bligh and Dyer: Contributo para a produção de biodiesel a partir
da extração de óleo de microalgas
Diogo Silva, Gonçalo Mota
Carmo, Tomás Almeida de Carvalho. 11º1A
Estudo de alguns impactes ambientais
provocados pela drenagem ácida numa linha de água adjacente à exploração da
mina de pirite de Aljustrel.
Francisco Paim, Henrique Avelar. 11º1A
Os
líquenes como bioindicadores da poluição atmosférica: Contributo para uma
avaliação da poluição na cidade de Lisboa
Contributo para o
estudo da Spartina marítima na
despoluição dos solos do sapal do Tejo (Parque das Nações)
Ana
Catarina Pauleta, Beatriz Maria Chagas, Mariana Isabel Monteiro. 11º1A
Contributo para o estudo
da população de Garranos bravios do Parque Nacional Peneda-Gerês: Uma análise
sobre a presença e prevalência de estrongilídeos intestinais (Nematoda:
Strongylidae) e sobre a sua genealogia.
Ana Catarina Caçote,
Gonçalo Pereira, Joana Duarte. 11º1A
Térmitas - Durabilidade de Novos Materiais e Eficácia de
Novos Tratamentos
Mariana Viegas; Maria Catarina Graça; Diogo Monteiro. 12º1
15h45 – 16h20
Painel II, Dark Skies
Ranger
Moderador:
Profª Paula S. José
Poluição luminosa e os
seus impactos na Avenida da Igreja, Lisboa
Gustavo
Morais, Maria Ramos, Mariana Ávila. 10ºIA
Causas e efeitos da poluição
luminosa na Avenida de Roma, Lisboa
Adriana
Sá Couto, Ana Teresa Barata, Filipe Marques, Inês Coelho. 10ºIA
Impactos da poluição
luminosa nas ruas de Lisboa - Passeio das Âncoras
Bárbara
Castro, Rita Hormigo, Sara Silveira. 10ºIA
Efeitos da poluição
luminosa em alguns animais existentes no Campo Grande, Lisboa
Ana
Reis, Hugo Luís, Mariana Vieira. 10ºIA
16h20 – 16h30
Intervalo
16h30 – 17h30
Painel III, Biologia e
Ciências da Saúde
Moderador:
Prof. João Gomes
Extração
do óleo essencial de Cistus ladanifer e
breve estudo das suas capacidades antissépticas
Francisco
Paim, Henrique Avelar, Ricardo Paiva. 11º1A
Daphnia magna
como bioindicador
Miguel Marques, Francisco
Ramos, João Nuno Pedro. 12º1
Síndrome
da Apneia-Hipoapneia obstrutiva do sono (SAHOS)
Catarina Cavaco, Joana
Luís, Mafalda Claro. 12º1
As
propriedades antibacterianas do chá
Ana Sofia Correia, Filipe
Nobre da Costa, Maria Margarida Martins. 12º1
Estudo das propriedades
antimicrobianas do Aloe (Aloe
arborescens) e do alho (Allium sativum) sobre
estirpes bacterianas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus
Carolina
Fonseca, Diogo Oliveira, Pedro Leal.
11º1A
Creme de Bacteriófagos: Medida preventiva de propagação e
contágio de doenças causadas por bactérias
Beatriz Quiaios; Ana Rita Monteiro. 12º1
17h30 Encerramento dos trabalhos
ecoValsassina - Conselho Eco-Escola
17h45
Conselho Eco-Escola
Ordem de Trabalhos
1.
Informações
2.
Avaliação / Balanço das atividades 20129/2013
3.
Apresentação dos trabalhos a submeter para o concurso
nacional JRA
4.
Preparação do relatório final e candidatura ao Galardão
Eco-Escolas
5.
Outros
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Eco-Escolas,
ecoValsassina,
ensino experimental
domingo, maio 19, 2013
Projetos do Colégio Valsassina selecionados para a Mostra Nacional de Ciência 2013
Jovens Cientistas e Investigadores 2012/2013
Projetos do Colégio Valsassina selecionados para a Mostra Nacional de Ciência 2013
Museu da Eletricidade, 30 e 31 de Maio e 1 de Junho 2013
Código do Projecto: 12
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Contributo para o estudo da população de Garranos bravios do Parque Nacional da Peneda-Gerês: Uma análise sobre a presença e prevalência de estrongilídeos intestinais (Nematoda: Strongylidae) e sobre a sua genealogia.
Autores: Joana da Silva Cruz Gameiro Duarte; Gonçalo Lopes Martins Pereira; Ana Catarina Gomes Almeida Augusto Caçote
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 45
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Creme de Bacteriófagos: Medida preventiva de propagação e contágio de doenças causadas por bactérias
Autores: Beatriz Cunha Quiaios; Ana Rita Alves Pereira de Ferreira Monteiro; -
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: Andreia da Luz
Código do Projecto: 65
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Estudo das propriedades antimicrobianas do Aloe (Aloe arborescens) e do alho (Allium sativum) sobre estirpes bacterianas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus
Autores: Pedro Neto Afonso Dickson Leal; Diogo Monteiro Pinto Caldas de Oliveira; Carolina Madeira Fonseca
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 77
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Extração do óleo essencial de Cistus ladanifer e breve estudo das suas capacidades antissépticas
Autores: Francisco Eugénio de Sá Borges Paim; Ricardo José Vareta Paiva; Henrique Maria Cardoso de Menezes de Avelar
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 93
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Microalgas. Estudo do processo de Bligh and Dyer: Contributo para a produção de biodiesel a partir da extração de óleo de microalgas
Autores: Diogo Filipe Pereira Fontes Fernandes Silva; Tomás Quartin Bastos de Almeida de Carvalho; Gonçalo Pires de Carvalho Mota Carmo
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Gomes
Código do Projecto: 13
Área Cientifica: Ciências do Ambiente
Título do Projecto: Contributo para o estudo da Spartina marítima na despoluição dos solos do sapal do Tejo (Parque das Nações)
Autores: Mariana Isabel Pereira Monteiro; Beatriz Maria Morgado Chagas; Ana Catarina Moreira Pauleta
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 14
Área Cientifica: Ciências do Ambiente
Título do Projecto: Os líquenes como bioindicadores da poluição atmosférica: Contributo para uma avaliação da poluição na cidade de Lisboa
Autores: Catarina de Oliveira Soares; Patrícia Bidarra Figueiredo Cravo Nascimento; Filipa Ribeiro Verdasca
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 71
Área Cientifica: Ciências do Ambiente
Título do Projecto: Estudo de alguns impactes ambientais provocados pela drenagem ácida numa linha de água adjacente à exploração da mina de pirite de Aljustrel.
Autores: Francisco Eugénio de Sá Borges Paim; Henrique Maria Cardoso de Menezes de Avelar; -
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 85
Área Cientifica: Engenharias
Título do Projecto: Térmitas - Durabilidade de Novos Materiais e Eficácia de Novos Tratamentos
Autores: Mariana Cruz Viegas; Maria Catarina Veloso Gago da Graça; Diogo Miguel Ferreira Nogueira Pelicano Monteiro
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: Andreia da Luz
Mais informações em http://www.fjuventude.pt/jcientistas2013/
sábado, março 09, 2013
Drenagem ácida condiciona biodiversidade na Ribeira de Águas Fortes em Aljustrel
A drenagem ácida é muito comum nas
minas de pirite, e é gerada quando minerais, que se
encontram a grande profundidades e que contêm sulfetos, são expostos a
ambientes abertos e entram em contacto com oxigénio e água, gerando sulfatos
(substâncias ácidas). Estes, quando não controlados, podem
contaminar as águas subterrâneas e os cursos de água que circundam a mina.
Uma investigação a um troço da
Ribeira das Águas Fortes, uma linha adjacente à Mina de Aljustrel, procurou
detectar a presença de macroinvertebrados. Estes, devido á sua sensibilidade aos fatores do meio, podem
ser utilizados como um possível bioindicador do estado de linhas de água
(Harmitage et. al, 1983 in Alba-Tercedor & Sánchez-Ortega, 1988). Após a recolha de amostras ao longo de uma
extensão de 1000m (com amostras de 200 em 200 metros, com início a cerca de 500
metros da sua nascente) e posterior análise, não foi encontrado nenhum
macroinvertebrado.
De
acordo com a aplicação do índice BMWP[1], a
este dado, o resultado final é 0.
Este,
segundo esse índice, é indicativo de que o estado da água da ribeira de Águas
Fortes é de classe V, ou seja “águas fortemente contaminadas” (Alba-Tercedor &
Sánchez-Ortega, 1988).
Relativamente à biodiveridade vegetal na área envolvente da linha de
água estudada, constatou-se ser reduzida, encontrando-se principalmente
duas espécies, a Lavandula stoechase e a Cistus ladanifer. Esta última é uma planta tipicamente mediterrânea e bem adaptada a solos pouco desenvolvidos (Batista et al., 2012), como é o caso do solo em questão.
Esta
mesma espécie apresenta capacidades para se desenvolverem em locais degradados
pela atividade mineira, com baixo conteúdo em nutrientes e com elevados teores
de chumbo (Pb) no solo, sem apresentarem evidentes sinais exteriores de stress
(Abreu et al. 2012). Talvez seja por uma as poucas plantas aqui
identificadas por isso mesmo, por ser das poucas que aqui consegue sobreviver.
Francisco Paim,
Henrique Avelar. Colégio Valsassina
Agradecimentos: Este trabalho não teria sido possível de
se realizar sem a colaboração de Filipe de Avelar, por toda a disponibilidade e
apoio, em particular por ter permitido a realização do trabalho de campo na sua
propriedade.
Alba-Tercedor, J. & Sánchez-Ortega, A. (1988). Un
Método rápidp y simple para evaluar la calidad biológica de las águas
corrientes basado en el de Hellawell (1978). Limnética, 4:
51-56 (1988). Asociación Española de Limnologia. Madrid. Spain.
Batista, M. J.
; Abreu, A. A ; Pinto, M. S. (2006) Contribuição do Cistus ladanifer L. para
a atenuação dos efeitos da exploração em algumas minas da Faixa Piritosa
Ibérica. Évora. [s.n.], 2006. il., 1
figura e 2 tabelas ; Sep. de: VII Congresso Nacional de Geologia : Livro de
Resumos, II, 2006, p. 447-450.
Abreu, M.M.; Santo E.S.; Anjos C.; Magalhães M.C.F.; Nabais, C. (2012). Capacidade
de absorção do chumbo por plantas do género Cistus espontâneas em ambientes
mineiros. Revista de Ciências Agrárias. Disponível online em
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rca/v32n1/v32n1a16.pdf . consultado em 13/10/12.
[1]
http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/Macroinvertebrados%20-
%20protocolo.pdf e http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/Macroinvertebrados%20-%20tabela%20familias%20A4.pdf,
consultados a 17/11/12.
Centro mineiro de Aljustrel apresenta um elevado potencial económico e social. Vertente ambiental deve mais ser desenvolvida.
Centro
mineiro de Aljustrel apresenta um elevado potencial económico e social. Vertente
ambiental deve mais ser desenvolvida.
A Faixa Piritosa Ibérica (FPI), onde se encontra a região do Baixo Alentejo, constitui o maior distrito mineiro europeu, estendendo-se por uma faixa de aproximadamente 250 km que atravessa o sul da Península Ibérica, onde são conhecidas várias dezenas de minas.
A mina de Aljustrel localiza-se nessa Faixa, mundialmente reconhecida pela sua riqueza em jazigos de sulfuretos maciços vulcanogénicos, vulgarmente conhecidos por pirites. Esta província metalogenética forma um arco com uma extensão de 250 km de comprimento e 30 a 60 km de largura, que abrange parte do Alentejo, do Algarve e da Andaluzia.
A mina de Aljustrel localiza-se nessa Faixa, mundialmente reconhecida pela sua riqueza em jazigos de sulfuretos maciços vulcanogénicos, vulgarmente conhecidos por pirites. Esta província metalogenética forma um arco com uma extensão de 250 km de comprimento e 30 a 60 km de largura, que abrange parte do Alentejo, do Algarve e da Andaluzia.
No centro mineiro de Aljustrel conhecem-se reservas
superiores a 250 milhões de toneladas de pirite o que faz desta mina uma das
maiores da Faixa, a par de Neves Corvo (mina em atividade localizada próximo de
Almodôvar), e de Rio Tinto, Los Frailes-Aznalcollar, Tharsis, La Zarza e
Sotiel-Migollas (áreas mineiras atualmente abandonadas e situadas em Espanha).
“As minas são tudo, são a nossa vida”. É assim que, Gisela
Ramos, habitante na Vila de Aljustrel, descreve a importância que a Mina de
Aljustrel representa na economia local.
Mas apesar da sua importância verifica-se igualmente um
contributo negativo: o impacto, quer visual quer ambiental, do processo mineiro
na região é bastante notório condicionando a qualidade de vida da população
devido à contaminação de solos, sedimentos e águas.
Um dos impactes ambientais evidentes neste local é
fenómeno conhecido por drenagem ácida. A cor
vermelho-acastanhada, evidente na imagem, é bem característica deste problema.
Esta é muito comum nas minas de pirite, e é gerada quando
minerais, que se encontram a grande profundidades e que contêm sulfetos, são
expostos a ambientes abertos e entram em contacto com oxigénio e água, gerando
sulfatos (substâncias ácidas). Estes, quando não controlados (por exemplo,
devido a escombreiras ou ao abandono de algumas instalações), podem
contaminar as águas subterrâneas e os cursos de água que circundam a mina.
A vila de Aljustrel depende económica
e socialmente desta mina, pelo que é necessário procurar um equilíbrio entre a
vertente económica, e a vertente social e ambiental.
Carolina Fonseca, Francisco Paim,
Henrique Avelar.
Colégio Valsassina
Garrano: um património biológico e cultural a preservar
Vidoal (cerca de 1300/1400 m de altitude), Parque Nacional da Peneda-Gerês
O Garrano é um cavalo autóctone peninsular que vive, geralmente, em liberdade. É a figura mais emblemática da biodiversidade milenária de algumas zonas do Noroeste de Portugal.
De acordo com Maria do Mar Oom, professora assistente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e embaixadora da candidatura da raça a Património Nacional, a raça autóctone Garrana, para além da sua relevância a nível histórico e cultural, é um importante reservatório de variabilidade genética nacional, pelo que os esforços desenvolvidos no sentido da sua conservação e no apoio aos criadores, individuais ou colectivos, são fundamentais, garantindo a utilização sustentada deste recurso genético no meio rural montanhoso do norte de Portugal, onde permanece desde o Paleolítico.
De acordo com Maria do Mar Oom, professora assistente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e embaixadora da candidatura da raça a Património Nacional, a raça autóctone Garrana, para além da sua relevância a nível histórico e cultural, é um importante reservatório de variabilidade genética nacional, pelo que os esforços desenvolvidos no sentido da sua conservação e no apoio aos criadores, individuais ou colectivos, são fundamentais, garantindo a utilização sustentada deste recurso genético no meio rural montanhoso do norte de Portugal, onde permanece desde o Paleolítico.
Na imagem é possível observar alguns dos animais que
fazem parte do atual núcleo de garranos do Parque Nacional da Peneda-Gerês,
fazendo parte da sua fauna autóctone. No total são 15 animais, diz António
Rebelo, técnico desta área protegida,.
Pelo seu enquadramento legal, o Parque Nacional da
Peneda-Gerês possui, potencialmente, condições para a conservação deste
importante recurso biológico, de
uma forma holística integrando perspetivas genéticas, ambientais, sociais e
culturais.
Agradecimentos: A realização deste trabalho não teria sido
possível sem a colaboração da Prof. Maria
do Mar Oom, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e de António
Rebelo, técnico do Parque Nacional da Peneda-Gerês, pelo tempo e apoio
disponibilizados para a realização deste projeto.
Catarina Caçote,
Gonçalo Pereira, Joana Duarte. Colégio Valsassina
Spartina maritima: uma solução para remediar a poluição
Sapal do Rio Tejo. Parque Tejo, Lisboa
A permanente pressão antrópica das cidades costeiras tem feito chegar aos
ecossistemas aquáticos quantidades crescentes de poluentes nomeadamente, de
metais pesados. Neste contexto, merecem destaque as zonas estuarinas e em
particular as suas margens. Por apresentarem baixo dinamismo, desenvolvem-se
sapais, formados por vegetação herbácea ou arbustiva, sujeita a inundações
periódicas como consequência das flutuações do nível das massas de água
adjacentes.
As plantas halófitas (tolerantes a níveis médio-altos de salinidade) que aí
existem a colonizar os sapais, têm capacidade para reter e/ou fitorremediar os
metais, impedindo-os de entrar na cadeia trófica e de ameaçarem o ambiente e
saúde pública.
A morraça (Spartina marítima)
é uma das plantas existente no sapal do Tejo e é um exemplo de uma planta que
tem a capacidade de absorver e acumular metais pesados nos seus tecidos. Ao promover estes processos,
impede-se a entrada de metais pesados na cadeia trófica e a sua ameaça para o
ambiente e para a saúde pública. Por serem
bastante benéficos para as populações, deve-se motivar esforços no sentido de
conservar as zonas estuarinas e de sapal.
Ana Catarina
Pauleta, Beatriz Chagas, Mariana Monteiro. 11º1A. Colégio
Valsassina
Garranos bravios do Parque Nacional da Peneda-Gerês: análises coprológicas apontam para uma elevada infeção de parasitas (estrongilídeos)
Encosta do Pisco, Serra do Gerês (cerca de 700 m de altitude). Parque Nacional da Peneda-Gerês
O Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG),
considerado pela UNESCO como Reserva Natural da Biosfera e o único parque
nacional em Portugal, recebeu a sua classificação em 1971.
Uma das espécies que mais se destaca no
âmbito da fauna do Parque Nacional Peneda Gerês são os cavalos Garranos, os
quais fazem da fauna autóctone do PNPG. Esta raça de cavalos é bastante antiga
e tem conservado a sua morfologia ao longo da história. É comum ser criado em
liberdade, sendo portanto um cavalo tendencialmente semi-selvagem dada a mínima
intervenção do ser humano na sua criação.
Em termos morfológicos, o cavalo
garrano é um ser de pequeno porte, com altura média de cerca de 1,35 m, com
pelagem castanha comum ou castanha escura, sendo mais clara no focinho. As
crinas são mais escuras, pretas por vezes, tal como a cauda, com pelos
encrespados. São animais que exprimem um temperamento geralmente receoso para
com o ser humano quando não criado por si ou na sua presença. Caso estas
últimas condições se verifiquem são animais bastante dóceis e ideias para
famílias e crianças. É um animal muito resistente, adaptando-se com bastante
facilidade a terrenos ingremes, podendo também, quando domesticado, percorrer
longas distâncias com cargas consideráveis, sendo um animal ideal para executar
tarefas agrícolas.
Um grupo de alunos
do Colégio Valsassina está a desenvolver um estudo que incide, essencialmente, sobre o parasitismo gastrintestinal dos Garranos Bravios do PNPG. A compreensão
deste elemento pode contribuir não só para aumentar o conhecimento sobre este
grupo de animais, mas acima de tudo pode fornecer dados que visem uma melhor
gestão e conservação de um importante património natural autóctone.
Os primeiros exames
coprológicos (análise dos dejetos dos animais recolhidos durante o mês de
janeiro) revelam a presença uma elevada prevalência de animais infectados,
sendo que os mais comuns são os nemátodes da família Strongylidae, designados vulgarmente por estrongilídeos. Embora ainda provisórios, os resultados obtidos parecem apontar para a necessidade de um regular
acompanhamento desta população, visando a avaliação do estado seu sanitário.
Agradecimentos: A
realização deste trabalho não teria sido possível sem a colaboração da Prof. Maria do Mar Oom, da Faculdade de
Ciências da Universidade de Lisboa, e de António Rebelo, técnico do Parque
Nacional da Peneda-Gerês, pelo tempo e apoio disponibilizados para a realização
deste projeto.
Catarina Caçote, Gonçalo Pereira,
Joana Duarte. Colégio Valsassina
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