A grande finalidade do Projecto Educativo do Colégio Valsassina é a de uma Educação globalizante, para a diferença e para a mudança. Como Eco-Escola toda a comunidade participa em torno do mesmo objectivo: um melhor ambiente! Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova veneração face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.
quarta-feira, novembro 06, 2013
domingo, junho 23, 2013
10 anos de ecoValsassina
2003 - 2013
10 anos de trabalho como Eco-Escola e 5 a caminhar para uma Low Carbon School
Consulte a edição especial: Valsassina, 10 anos de Eco-Escola
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1ª Menção Honrosa na Mostra Nacional de Ciência para estudo intitulado: Contributo para o estudo da população de Garranos bravios do Parque Nacional da Peneda-Gerês: Uma análise sobre a presença e prevalência de estrongilídeos intestinais (Nematoda: Strongylidae) e sobre a sua genealogia.
1ª Menção Honrosa: Contributo para o estudo da população de Garranos bravios
do Parque Nacional da Peneda-Gerês, da autoria de Joana Duarte, Gonçalo Pereira e
Ana Caçote 11º1A.
CONCURSO INTERNACIONAL YRE - 2º prémio para trabalho do Valsassina
A fotorreportagem “Acid mine drainage at Ribeira Águas Fortes” da autoria dos
alunos do 11º1A, Diogo Oliveira, Pedro Leal, Carolina Fonseca, Francisco Paim, Henrique Avelar,
Vasco Diogo, foi distinguida com um 2º lugar no YRE International Competition 2013.
Mais informações AQUI.
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Dia Eco-Escola 2013
Ateliers
Óleo por vela
Destinatários: 1º ciclo; Pais/Enc. Educação
A nossa horta
Destinatários: Jardim de Infância
Conclusão do concurso: A eco-Turma (recolha de REEE nas turmas do 2º e 3º ciclo)
Edição especial sobre 10 anos de Eco-Escola: recolha de testemunhos em todos os atores da comunidade escolar (alunos de todos os níveis de ensino; professores, funcionários, pais...)
Jornadas
bioValsassina 2013
5 de Junho de 2013
14h15
Abertura dos trabalhos
14h30 – 15h40
Painel I, Ambiente e
Sustentabilidade
Moderador:
Profª Andreia Luz
Plantas
Carnívoras
Max Ferreira, Manuel
Galvão, Pedro Santos. 12º1
Roteiro Paleontológico
em Lisboa
Marta
Carvalho, João Pinto, Leonor Cetra. 11º1A
Estudo
do processo de Bligh and Dyer: Contributo para a produção de biodiesel a partir
da extração de óleo de microalgas
Diogo Silva, Gonçalo Mota
Carmo, Tomás Almeida de Carvalho. 11º1A
Estudo de alguns impactes ambientais
provocados pela drenagem ácida numa linha de água adjacente à exploração da
mina de pirite de Aljustrel.
Francisco Paim, Henrique Avelar. 11º1A
Os
líquenes como bioindicadores da poluição atmosférica: Contributo para uma
avaliação da poluição na cidade de Lisboa
Contributo para o
estudo da Spartina marítima na
despoluição dos solos do sapal do Tejo (Parque das Nações)
Ana
Catarina Pauleta, Beatriz Maria Chagas, Mariana Isabel Monteiro. 11º1A
Contributo para o estudo
da população de Garranos bravios do Parque Nacional Peneda-Gerês: Uma análise
sobre a presença e prevalência de estrongilídeos intestinais (Nematoda:
Strongylidae) e sobre a sua genealogia.
Ana Catarina Caçote,
Gonçalo Pereira, Joana Duarte. 11º1A
Térmitas - Durabilidade de Novos Materiais e Eficácia de
Novos Tratamentos
Mariana Viegas; Maria Catarina Graça; Diogo Monteiro. 12º1
15h45 – 16h20
Painel II, Dark Skies
Ranger
Moderador:
Profª Paula S. José
Poluição luminosa e os
seus impactos na Avenida da Igreja, Lisboa
Gustavo
Morais, Maria Ramos, Mariana Ávila. 10ºIA
Causas e efeitos da poluição
luminosa na Avenida de Roma, Lisboa
Adriana
Sá Couto, Ana Teresa Barata, Filipe Marques, Inês Coelho. 10ºIA
Impactos da poluição
luminosa nas ruas de Lisboa - Passeio das Âncoras
Bárbara
Castro, Rita Hormigo, Sara Silveira. 10ºIA
Efeitos da poluição
luminosa em alguns animais existentes no Campo Grande, Lisboa
Ana
Reis, Hugo Luís, Mariana Vieira. 10ºIA
16h20 – 16h30
Intervalo
16h30 – 17h30
Painel III, Biologia e
Ciências da Saúde
Moderador:
Prof. João Gomes
Extração
do óleo essencial de Cistus ladanifer e
breve estudo das suas capacidades antissépticas
Francisco
Paim, Henrique Avelar, Ricardo Paiva. 11º1A
Daphnia magna
como bioindicador
Miguel Marques, Francisco
Ramos, João Nuno Pedro. 12º1
Síndrome
da Apneia-Hipoapneia obstrutiva do sono (SAHOS)
Catarina Cavaco, Joana
Luís, Mafalda Claro. 12º1
As
propriedades antibacterianas do chá
Ana Sofia Correia, Filipe
Nobre da Costa, Maria Margarida Martins. 12º1
Estudo das propriedades
antimicrobianas do Aloe (Aloe
arborescens) e do alho (Allium sativum) sobre
estirpes bacterianas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus
Carolina
Fonseca, Diogo Oliveira, Pedro Leal.
11º1A
Creme de Bacteriófagos: Medida preventiva de propagação e
contágio de doenças causadas por bactérias
Beatriz Quiaios; Ana Rita Monteiro. 12º1
17h30 Encerramento dos trabalhos
ecoValsassina - Conselho Eco-Escola
17h45
Conselho Eco-Escola
Ordem de Trabalhos
1.
Informações
2.
Avaliação / Balanço das atividades 20129/2013
3.
Apresentação dos trabalhos a submeter para o concurso
nacional JRA
4.
Preparação do relatório final e candidatura ao Galardão
Eco-Escolas
5.
Outros
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ensino experimental
domingo, maio 19, 2013
Projetos do Colégio Valsassina selecionados para a Mostra Nacional de Ciência 2013
Jovens Cientistas e Investigadores 2012/2013
Projetos do Colégio Valsassina selecionados para a Mostra Nacional de Ciência 2013
Museu da Eletricidade, 30 e 31 de Maio e 1 de Junho 2013
Código do Projecto: 12
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Contributo para o estudo da população de Garranos bravios do Parque Nacional da Peneda-Gerês: Uma análise sobre a presença e prevalência de estrongilídeos intestinais (Nematoda: Strongylidae) e sobre a sua genealogia.
Autores: Joana da Silva Cruz Gameiro Duarte; Gonçalo Lopes Martins Pereira; Ana Catarina Gomes Almeida Augusto Caçote
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 45
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Creme de Bacteriófagos: Medida preventiva de propagação e contágio de doenças causadas por bactérias
Autores: Beatriz Cunha Quiaios; Ana Rita Alves Pereira de Ferreira Monteiro; -
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: Andreia da Luz
Código do Projecto: 65
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Estudo das propriedades antimicrobianas do Aloe (Aloe arborescens) e do alho (Allium sativum) sobre estirpes bacterianas de Escherichia coli e Staphylococcus aureus
Autores: Pedro Neto Afonso Dickson Leal; Diogo Monteiro Pinto Caldas de Oliveira; Carolina Madeira Fonseca
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 77
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Extração do óleo essencial de Cistus ladanifer e breve estudo das suas capacidades antissépticas
Autores: Francisco Eugénio de Sá Borges Paim; Ricardo José Vareta Paiva; Henrique Maria Cardoso de Menezes de Avelar
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 93
Área Cientifica: Biologia
Título do Projecto: Microalgas. Estudo do processo de Bligh and Dyer: Contributo para a produção de biodiesel a partir da extração de óleo de microalgas
Autores: Diogo Filipe Pereira Fontes Fernandes Silva; Tomás Quartin Bastos de Almeida de Carvalho; Gonçalo Pires de Carvalho Mota Carmo
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Gomes
Código do Projecto: 13
Área Cientifica: Ciências do Ambiente
Título do Projecto: Contributo para o estudo da Spartina marítima na despoluição dos solos do sapal do Tejo (Parque das Nações)
Autores: Mariana Isabel Pereira Monteiro; Beatriz Maria Morgado Chagas; Ana Catarina Moreira Pauleta
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 14
Área Cientifica: Ciências do Ambiente
Título do Projecto: Os líquenes como bioindicadores da poluição atmosférica: Contributo para uma avaliação da poluição na cidade de Lisboa
Autores: Catarina de Oliveira Soares; Patrícia Bidarra Figueiredo Cravo Nascimento; Filipa Ribeiro Verdasca
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 71
Área Cientifica: Ciências do Ambiente
Título do Projecto: Estudo de alguns impactes ambientais provocados pela drenagem ácida numa linha de água adjacente à exploração da mina de pirite de Aljustrel.
Autores: Francisco Eugénio de Sá Borges Paim; Henrique Maria Cardoso de Menezes de Avelar; -
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: João Carlos Gomes
Código do Projecto: 85
Área Cientifica: Engenharias
Título do Projecto: Térmitas - Durabilidade de Novos Materiais e Eficácia de Novos Tratamentos
Autores: Mariana Cruz Viegas; Maria Catarina Veloso Gago da Graça; Diogo Miguel Ferreira Nogueira Pelicano Monteiro
Escola: Colégio Valsassina
Professor Coordenador: Andreia da Luz
Mais informações em http://www.fjuventude.pt/jcientistas2013/
terça-feira, maio 14, 2013
Aluna do Valsassina distinguida no Prémio Unesco 2013, Criatividade e Inovação
A Comissão Nacional da UNESCO, escolheu o tema Água e Património para a edição de 2013 do Prémio Criatividade e Inovação, destinado aos alunos das escolas portuguesas do Sistema das Escolas Associadas (SEA) da UNESCO.
Na categoria do 3º ciclo os alunos tinham como desafio elaborar um texto tendo por base o tema "Se conservarmos a água, preservaremos a vida na terra".
A aluna Ana Luís, do 8ºC, foi a grande vencedora desta edição do concurso.
Publicamos aqui o trabalho agora distinguido.
Querida Terra, República
Dominicana, 1 de Janeiro de 2013
És enorme albergando continentes e oceanos e
eu sou apenas uma pequena e gota de água que viaja pelos teus charcos,
ribeiros, rios, mares e oceanos.
És enorme, poderosa e cheia de
energia provocando erupções vulcânicas, tsunamis, sismos e tempestades que
originam a destruição numa fração de segundos e eu mal uma formiga consigo
molhar. És enorme e em ti nascem, crescem e morrem milhões de espécies de seres
vivos e eu apenas sirvo de lar para alguns microrganismos. És enorme e por isso
és a única que podes ajudar.
Posso não ser tão grande e poderosa como tu,
no entanto já viajei, vi e conheci muitas coisas, umas boas e outras más, o que
fez de mim uma gota muita culta.
Escrevo-te para te alertar de algo
que me preocupa e que, apesar de ter a certeza que já sabes, decidi tomar a
liberdade de te descrever as proporções que está a atingir. Certamente prevês
que o problema de que te vou falar é a falta de água potável.
A água é um recurso indispensável
para todos os seres vivos e por isso é muito importante preservá-la. Todavia, a
maior parte dos humanos que te habita não a preservou, limitando-se a gastá-la e
a poluí-la e, por isso, atualmente uma em cada seis pessoas no mundo tem acesso
difícil à água: 1100 milhões de pessoas não têm acesso a água potável e 2600
milhões a saneamento básico.
Numa das minhas viagens encontrava-me
a repousar no oceano Atlântico perto da costa ocidental Africana, quando surge
uma vaga de calor que me evaporou.
Umas semanas mais tarde já tinha entrado na
Somália e finalmente a nuvem largou-me. Caí num pequeno lago cercado por um
solo árido. Olhei em volta e fiquei chocada. Nem queria acreditar no que via.
Vários adultos e crianças desidratados ocorriam ao pequeno lago onde me situava
e procuravam beber e guardar o máximo de água possível. Compreendi que tinham
pouco acesso a esta, pois ou raramente chovia ou a água que havia era
facilmente evaporada, graças às elevadas temperaturas. Achei a situação muito
preocupante, pois ter acesso a água potável é um direito que pertence a todos
nós.
Passaram dois dias e rapidamente fui
evaporada deixando para trás um cenário de desespero e miséria.
Umas semanas mais tarde, acabei por cair
sobre a forma de neve no Canadá, mais precisamente na cidade de Vancouver. É
uma cidade populosa e desenvolvida, tal como a maior parte das cidades canadianas,
onde o tema da falta de água potável é pouco discutido. Afinal, o Canadá é um
dos maiores detentores de água potável do planeta. Aqui uma pessoa pode gastar
diariamente 600 litros de água, enquanto uma família na Somália, muitas vezes,
apenas tem acesso a cerca 10 litros (ou muito menos do que isso) para beber,
cozinhar, fazer a higiene básica, irrigar plantações e sustentar rebanhos ou
outros animais.
Fiquei sem palavras. Sentia-me desiludida,
impotente, triste, só… Um ano passou e mais uma vez eu parti. Estou na
República Dominicana, deitada numa folha de uma palmeira. Estou a pensar e a
refletir em tudo aquilo que descobri, vi e conheci ao longo dos tempos. Tens
que fazer perceber aos homens que eles têm que mudar.
Usa o teu “poder” se necessário, mas acima de
tudo diz-lhes: somos um e por isso vamos lutar como um só para proteger aquilo
que temos de mais precioso a que chamamos: ÁGUA.
Despeço-me com amor,
Gutilde
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Alunos do Valsassina vencem concurso Ambifoto, da CML
Toma a iniciativa
As alunas Ana Luís e Leonor Ferreira, do 8ºC, foram as grandes vencedoras do concurso de fotografia sobre ambiente em contexto escolar ou na comunidade local (Ambifoto), dinamizado pela Câmara Municipal de Lisboa.
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domingo, abril 21, 2013
Dias Verdes 2013
17 a 26 Abril 2013
17 abril
Workshop: Produção de velas a partir de óleo alimentar
usado
22 Abril
Iniciativa: Acenda uma vela pelo planeta
Sessões temáticas
23 e 24 abril
Ateliers:
- Atividades
desenvolvidas por alunos do 3º ciclo e secundário para os colegas do
jardim de infância e 1º ciclo
22, 23 e 24 Abril
Jogos ambientais (apoio da CML)
- Problemas ambientais
- Eco-Pólis
Visionamento e análise de filmes/documentários
Exposições
·
“Planeta Energia”
·
Concurso e exposição de fotografia
(cidadania ambiental)
Olimpíadas da Biologia (2ª elim.)
Olimpíadas da Biotecnologia (2ª elim.)
Participação no Prémio Criatividade e Inovação UNESCO 2013:
“Água e património”
Campanha de sensibilização na escola
Jovens Repórteres em Ação
Ecomostra
Divulgação do poster Eco-Código 2013
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semana verde
quarta-feira, março 13, 2013
Conselho Eco-Escola
Conselho Eco-Escola
Colégio Valsassina
2ª Reunião - 2012/2013
15 Março 2013
Auditório, 12h05
Ordem de Trabalhos
1. Informações
2. Plano
Acção
3. Avaliação
4. Semana
Verde / Dia Eco-Escola
5. Outros
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sábado, março 09, 2013
O Papel dos Jardins Zoológicos na conservação da biodiversidade
O Papel dos
Jardins Zoológicos na conservação da biodiversidade
Mariana Monteiro
Das 8,7 milhões de espécies
descobertas no nosso planeta, cerca de 16 000 encontram-se em perigo de extinção.
Os Zoos são espaços desenhados para garantir o bem-estar animal, e ao mesmo
tempo espaços que oferecem atividades ao ar livre e momentos de puro lazer para
o público em geral. Conservar, educar e proteger, são os elementos chave do
papel dos Jardins Zoológicos na conservação da biodiversidade.
Tradicionalmente, um Jardim
Zoológico é um local que se destina a acolher animais domesticados e selvagens
a fim de os exibir para o público. E, para muitos cidadãos, o zoo é apenas
isso: um parque onde é engraçado ir de vez em quando ver animais de espécies
exóticas. Todavia, um Zoo é muito mais do que um sítio para passar o dia: o zoo
desempenha um papel de extrema importância no desenvolvimento da educação
ambiental e na conservação da biodiversidade.
Das 8,7 milhões de espécies
descobertas no nosso planeta, cerca de 16 000 encontram-se em perigo de
extinção, número que vai crescendo de dia para dia, devido em grande parte à
atividade humana. À medida que a atividade e ocupação antrópica vai crescendo, maiores
são os impactes sobre o ambiente condicionando negativamente as populações. Por
consequência, o número de espécies ameaçadas ou mesmo extintas está a crescer.
Contudo, devido a iniciativas apoiadas por jardins zoológicos em todo o mundo,
algumas espécies estão lentamente a recuperar ao seu “normal” e as suas
populações estão a voltar a para a natureza.
Dos cerca de 12 000 Zoos em todo
o mundo, uma parte significativa desenvolve um trabalho árduo em restaurar
espécies de diferentes origens que se encontram em perigo. São criados
processos de recuperação de espécies e esses procedimentos são árduos, longos e
até educativos na medida em que para criar o ambiente perfeiro para uma espécie
poder crescer e reproduzir-se, é necessário estudar bastante a espécie em
questão.
Esses processos apoiados pelos
jardins zoológicos relacionam-se com programas que gerem cuidadosamente a vida
de uma determinada espécie em perigo. O objetivo deste tipo de programas é
manter uma população saudável e auto-suficiente que é geneticamente
diversificada e demograficamente estável. Por outras palavras, que uma população
seja “forte” o suficiente para sobreviver na natureza sem a ajuda humana.
Todavia, estes processos de
restauração de espécies não são simples, sobretudo no que diz respeito ao
controlo (e sucesso) da sua reprodução. Contudo, são inúmeros os casos em que
as espécies morrem porque por serem bastante sensíveis, e por não conseguirem
sobreviver em cativeiro. Manter a integridade genética da espécie em causa
também não é fácil. Mas, manter a diversidade genética tem o seu custo, e nem
todos os Zoos têm orçamento para tal manutenção. Não obstante, a criação de
redes e parcerias entre Zoos, Universidades e ONG’s, não só permite criar
sinergias e dar resposta às necessidades, como vai de encontro aos reais
problemas associados à conservação das espécies a nível local. Corroborando, os
biólogos Dalia Conde[i]
e Alexander Scheruerlein afirmam que “embora seja verdade que o número de
espécies em perigo e animais individuais em qualquer zoo seja pequeno, se
várias instituições se juntarem, os Jardins Zoológicos apresentarão um
potencial considerável em reproduzir espécies de animais em perigo de
extinção.”.
Sendo os Zoos desenhados para garantir o bem-estar animal, são ao mesmo
tempo espaços que atividades ao ar livre e momentos de puro lazer para o
público em geral. Deste modo, poder-se-á que há três elementos chave no papel
dos Jardins Zoológicos: Conservar, educar e proteger. Deste modo, os
Jardins Zoológicos apresentam um papel ativo na gestão de iniciativas que visam
a recuperação de espécies em perigo, sendo que através desses programas
participam ativamente na conservação da biodiversidade.
[i] Bióloga do Instituto Max Planck, uma das autoras de um artigo
sobre o papel dos Zoos na conservação das espécies publicado na revista
Science. Consultado online em http://ipevs.org.br/blog/?tag=zoologicos.
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jovens cientistas e investigadores,
JRA
Zoos: porta de comunição com a vida selvagem. Os zoos, atualmente, desempenham um papel fulcral na proteção das espécies.
Os zoos, atualmente, desempenham um papel fulcral na proteção
das espécies.
Carolina Madeira Fonseca. Colégio
Valsassina. Lisboa
A biodiversidade do
Planeta está agora mais ameaçada do que em qualquer outro período histórico.
Cada vez mais, os Zoos já não são meros locais
de entretenimento, são um recurso valioso, em matéria de educação do público,
de conservação das espécies e de investigação científica. Atuam junto à
sociedade e à natureza, não apenas interagindo como museus vivos para
apresentar sua coleção de animais ao público visitante, mas também colaborando
com a conservação ex situ das espécies que abrigam.
É hoje reconhecido que a biodiversidade do Planeta está
agora mais ameaçada do que em qualquer outro período histórico, estimando-se
mesmo que cerca de onze mil espécies de plantas e animais corram o risco de
extinção iminente num futuro próximo
O problema da redução da biodiversidade, não sendo novo,
assumiu no século XX – e sobretudo nas suas últimas décadas - proporções nunca
antes atingidas, conforme resulta do relatório “Global Diversity Assessment”,
promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA).
Para
diminuir ou evitar a perda da Biodiversidade é necessário preservar umas e de
conservar outras espécies. Para tal é necessário criar mecanismos de proteção das
espécies, principalmente das em risco de extinção.
Da lista
de mecanismos fazem parte, o armazenamento de sementes ou de embriões,
manutenção de alguns indivíduos em zoológicos, terrários, aquários e viveiros,
até a criação de áreas protegidas e de preservação, que conservam não só as
espécies, mas também os ecossistemas onde estas se inserem.
Estes
locais permitem que as espécies se reproduzam num ambiente semelhante ao seu
habitat natural, e mais tarde, quando preparados para uma vida autónoma os
animais são desenvolvidos ao local de origem. A troca de animais entre zoos
impede o cruzamento de indivíduos da mesma espécie, evita a consanguinidade e
pode promover a variabilidade genética das espécies o que, pelo menos
potencialmente, contribuiu para assegurar a sua sobrevivência,.
De
acordo com um estudo publicado pela revista
Science (em 18 de março de 2011), os Jardins Zoológicos tornaram-se numa peça
fundamental para a protecção e conservação dos animais ameaçados de extinção.
De que
se alimentam os macacos? Será verdade que os elefantes vêm a preto e branco? Em
que ambiente vivem os koalas? Por vezes deparamo-nos com questões a cerca da
vida selvagem às quais não conseguimos dar resposta, respostas estas que chegam
até nós através dos zoos.
Eles
estão presentes em todo o mundo, são acessíveis a uma grande parte da população
e mantêm sob seus cuidados uma significativa quantidade e biodiversidade de
animais. Deste modo, atuam junto à sociedade e à natureza, não apenas
interagindo como museus vivos para apresentar sua coleção de animais ao público
visitante, mas também colaborando com a conservação ex situ das espécies
que abrigam e in situ, por exemplo, através de uma rede de parcerias e
de projetos de investigação.
Atuam de
várias formas na conservação das espécies, promovendo a criação em cativeiros,
realizando pesquisas em zoologia e biologia das espécies cativas, muitas vezes
em parceria com instituições de pesquisas nacionais e internacionais,
participam da libertação de animais e também realizam atividades em educação
ambiental, aumentando o interesse, afeição e conhecimento do público em geral
sobre a fauna silvestre.
Os Jardins Zoológicos apresentam-se como uma forma de incentivar o
interesse das pessoas pelo mundo natural, muito para além das grandes cidades e
da vida urbana. Direta ou indiretamente, estes locais contribuem para o combate
às alterações climáticas e a consequente conservação da natureza e
biodiversidade. Ao sensibilizar os visitantes dos problemas que afetam os
animais e plantas, estão a contribuir para a sensibilização das pessoas a
tomarem atitudes mais responsáveis e ecológicas. Com isto, as pessoas tendem a
preocupar-se com a natureza em prol da sobrevivência dos animais. Assim, tende
a demonstrar o papel que a ação humana tem na conservação das espécies.
Hoje em dia, os Zoos já não são meros locais de entretenimento, são
um recurso valioso, em matéria de educação do público, de conservação das
espécies e de investigação científica.
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Zoos: Educação, Conservação e Diversão
Ana Catarina Pauleta
Colégio Valsassina
Fevereiro 2013
O Jardim Zoológico de
Lisboa foi criado em 1884. Este foi o primeiro parque deste tipo a ser fundado na
Península ibérica, sendo atualmente um local onde é possível aliar a
conservação e a educação. Os Parques Zoológicos têm apostado e esforçado em
reproduzir animais em cativeiro e devem assumir-se como um elemento chave para
a conservação quer in situ, quer ex situ das espécies que
abrigam, contribuindo assim para o combate à redução na biodiversidade.
O
Jardim Zoológico de Lisboa foi criado em 1884. Este foi o primeiro parque deste
tipo a ser fundado na Península ibérica. Nele habitam mais de 360 espécies de
todo o reino animal. Destas, 54 são EEP’s (the European Endangered species
Programme). Atualmente, o Jardim Zoológico de Lisboa é um local onde é possível
aliar a conservação e a educação. É também uma fonte de entretenimento e
diversão visitado diariamente por centenas de pessoas dos 0 aos 80 anos.
Um estudo do Governo Alemão e da Comissão Europeia durante a presidência alemã do G8 aponto que a diminuição da biodiversidade pode reduzir para metade os recursos das populações mais pobres do mundo. Também prevê uma descida de 7% no PIB mundial até 2050 causado pela degradação da natureza.
Uma das formas mais evidentes de redução da biodiversidade é a extinção das espécies. Esta é, muitas vezes, uma consequência de problemas ambientais, políticos, sociais e/ou culturais. O aumento do efeito de estufa, a destruição de habitats, a caça mortífera, as alterações em ecossistemas, são alguns fatores que contribuem para esta diminuição.
Um estudo do Governo Alemão e da Comissão Europeia durante a presidência alemã do G8 aponto que a diminuição da biodiversidade pode reduzir para metade os recursos das populações mais pobres do mundo. Também prevê uma descida de 7% no PIB mundial até 2050 causado pela degradação da natureza.
Uma das formas mais evidentes de redução da biodiversidade é a extinção das espécies. Esta é, muitas vezes, uma consequência de problemas ambientais, políticos, sociais e/ou culturais. O aumento do efeito de estufa, a destruição de habitats, a caça mortífera, as alterações em ecossistemas, são alguns fatores que contribuem para esta diminuição.
Neste contexto, os Jardins Zoológicos assumem
cada vez mais um papel de extrema importância no combate à redução da
biodiversidade. Estes possuem em cativeiro animais (muitos dos quais em perigo
de extinção) e proporcionam lhes um habitat estável e com todas as condições
para se reproduzirem. “Um animal feliz no Zoo é aquele que consegue reproduzir
muitas vezes.”. Atuam assim na conservação
das espécies, promovendo a criação em cativeiros, realizando pesquisas em
zoologia e biologia das espécies cativas (com frequência em parceria com
instituições de pesquisas nacionais e internacionais).
Ao longo dos anos, os Zoos têm apostado e esforçado em reproduzir animais em
cativeiro para que os descendestes tenham uma maior possibilidade de
sobreviver. Deste modo, os zoos podem, e devem, assumir-se como um elemento
chave para a conservação quer in situ, quer ex situ das
espécies que abrigam.
Os jardins zoológicos possuem equipas
multidisciplinares, com veterinários, zoólogos e biólogos, tratadores, que
acompanham todos os animais de modo a conseguir que estes sobrevivam e se
reproduzam com sucesso. Há um especial cuidado para tornar o sítio onde os
animais vivem o mais parecido possível com a realidade, ou seja, é semelhante
aos habitats naturais e são desenvolvidos mecanismos para que os animais tenham
os mesmos regimes alimentares como no estado selvagem. Desta forma, os animais
não ficam domesticados, podendo, potencialmente, um dia mais tarde voltarem ao
mundo selvagem.
Os Zoos também têm como papel fundamental
relembrar as pessoas que há milhares de espécies de animais no mundo e que
muitas estão em perigo. Permitem uma verdadeira viagem pelo mundo. Estes dão a
conhecer os animais a milhares de pessoas, permitindo uma certa interação, de
forma a conhece-los e assim sentirem-se sensibilizadas a respeitar a vida
animal, contribuindo para aumentar a sua consciência ecológica.
Em suma, os Jardins Zoológicos, não só têm um
importante papel na parte da educação, como na parte de conservação de pequenas
relíquias do mundo, os animais. Ir a um Jardim Zoológico não só é uma forma de
diversão e entretenimento como um adquirir de conhecimentos sobre cada espécie
e do mundo, contribuindo assim para o combate à redução na biodiversidade. Com menor diversidade de espécies a vida na Terra torna-se mais sujeita a alterações ambientais. Pelo contrário, quanto mais rica é a diversidade biológica maior é a oportunidade para descobertas no âmbito da medicina, da alimentação, do desenvolvimento económico e de serem encontradas respostas adaptativas a essas alterações ambientais. Como tal, os Jardins Zoológicos assumem-se como um dos pilares fundamentais para a conservação das
espécies.
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Drenagem ácida condiciona biodiversidade na Ribeira de Águas Fortes em Aljustrel
A drenagem ácida é muito comum nas
minas de pirite, e é gerada quando minerais, que se
encontram a grande profundidades e que contêm sulfetos, são expostos a
ambientes abertos e entram em contacto com oxigénio e água, gerando sulfatos
(substâncias ácidas). Estes, quando não controlados, podem
contaminar as águas subterrâneas e os cursos de água que circundam a mina.
Uma investigação a um troço da
Ribeira das Águas Fortes, uma linha adjacente à Mina de Aljustrel, procurou
detectar a presença de macroinvertebrados. Estes, devido á sua sensibilidade aos fatores do meio, podem
ser utilizados como um possível bioindicador do estado de linhas de água
(Harmitage et. al, 1983 in Alba-Tercedor & Sánchez-Ortega, 1988). Após a recolha de amostras ao longo de uma
extensão de 1000m (com amostras de 200 em 200 metros, com início a cerca de 500
metros da sua nascente) e posterior análise, não foi encontrado nenhum
macroinvertebrado.
De
acordo com a aplicação do índice BMWP[1], a
este dado, o resultado final é 0.
Este,
segundo esse índice, é indicativo de que o estado da água da ribeira de Águas
Fortes é de classe V, ou seja “águas fortemente contaminadas” (Alba-Tercedor &
Sánchez-Ortega, 1988).
Relativamente à biodiveridade vegetal na área envolvente da linha de
água estudada, constatou-se ser reduzida, encontrando-se principalmente
duas espécies, a Lavandula stoechase e a Cistus ladanifer. Esta última é uma planta tipicamente mediterrânea e bem adaptada a solos pouco desenvolvidos (Batista et al., 2012), como é o caso do solo em questão.
Esta
mesma espécie apresenta capacidades para se desenvolverem em locais degradados
pela atividade mineira, com baixo conteúdo em nutrientes e com elevados teores
de chumbo (Pb) no solo, sem apresentarem evidentes sinais exteriores de stress
(Abreu et al. 2012). Talvez seja por uma as poucas plantas aqui
identificadas por isso mesmo, por ser das poucas que aqui consegue sobreviver.
Francisco Paim,
Henrique Avelar. Colégio Valsassina
Agradecimentos: Este trabalho não teria sido possível de
se realizar sem a colaboração de Filipe de Avelar, por toda a disponibilidade e
apoio, em particular por ter permitido a realização do trabalho de campo na sua
propriedade.
Alba-Tercedor, J. & Sánchez-Ortega, A. (1988). Un
Método rápidp y simple para evaluar la calidad biológica de las águas
corrientes basado en el de Hellawell (1978). Limnética, 4:
51-56 (1988). Asociación Española de Limnologia. Madrid. Spain.
Batista, M. J.
; Abreu, A. A ; Pinto, M. S. (2006) Contribuição do Cistus ladanifer L. para
a atenuação dos efeitos da exploração em algumas minas da Faixa Piritosa
Ibérica. Évora. [s.n.], 2006. il., 1
figura e 2 tabelas ; Sep. de: VII Congresso Nacional de Geologia : Livro de
Resumos, II, 2006, p. 447-450.
Abreu, M.M.; Santo E.S.; Anjos C.; Magalhães M.C.F.; Nabais, C. (2012). Capacidade
de absorção do chumbo por plantas do género Cistus espontâneas em ambientes
mineiros. Revista de Ciências Agrárias. Disponível online em
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rca/v32n1/v32n1a16.pdf . consultado em 13/10/12.
[1]
http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/Macroinvertebrados%20-
%20protocolo.pdf e http://www.cienciaviva.pt/rede/oceanos/1desafio/Macroinvertebrados%20-%20tabela%20familias%20A4.pdf,
consultados a 17/11/12.
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