
A grande finalidade do Projecto Educativo do Colégio Valsassina é a de uma Educação globalizante, para a diferença e para a mudança. Como Eco-Escola toda a comunidade participa em torno do mesmo objectivo: um melhor ambiente! Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova veneração face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.
sexta-feira, julho 03, 2009
Green Project Awards 09 - Projecto do Colégio a concurso

Visitas de estudo 2008/09 neutras em carbono
quarta-feira, julho 01, 2009
O impacte do Programa Eco-Escolas no Colégio Valsassina
· O reforço do trabalho desenvolvido em prol do Ambiente;
· O trabalho conjunto desenvolvido pela Direcção – Coordenador do Programa no Colégio – Conselho Eco-Escola para se atingirem as metas estabelecidas;
· A interdisciplinaridade do projecto levou ao envolvimento de toda a escola: dos 3 anos a 12º ano;
· O trabalho desenvolvido pelos alunos alertou-os para os principais problemas ambientais, e algumas das suas soluções;
· A transmissão de informação para professores e funcionários;
· A motivação demonstrada pelos alunos foi crescente com o desenvolvimento do projecto;
· A diversidade de actividades realizadas;
· A redução (significativa) do consumo de água;
· O contributo para a redução da pegada carbónica do Colégio Valsassina;
· O contributo para um maior reconhecimento da escola a nível local e até nacional;
· A possibilidade de trabalhar temas que têm relação com o mundo que nos rodeia e que nos permite actuar correctamente no dia-a-dia nas nossas acções.
· A participação numa rede de escolas.
Projecto EcoValsassina, seis anos de experiência vs cenários de futuro
Com base no trabalho desenvolvido ao longo dos últimos seis anos, consideramos fundamental continuar a implementar a metodologia do Programa Eco-Escolas no próximo ano lectivo no Colégio Valsassina. Este projecto só terá razão de ser se se desenvolver a longo prazo. Só assim conseguiremos:
- Dar seguimento ao trabalho desenvolvido nos últimos anos;
- Reforçar as parcerias estabelecidas;
- Sensibilizar a comunidade educativa para a adopção de estratégias promotoras de um desenvolvimento sustentável, contribuindo para a consciencialização ecológica e ética;
- Envolver cada vez mais professores e funcionários no domínio da Educação Ambiental;
Motivar cada vez mais alunos, utilizando como estímulo o trabalho e os resultados obtidos; - Melhorar o desempenho ambiental do Colégio Valsassina.
Relativamente aos temas que serão abordados no futuro, pensamos dar seguimento ao trabalho desenvolvido este ano lectivo. Assim sendo, todos os temas propostos pelo programa Eco-Escolas serão alvo de tratamento no projecto 2009/2010.
Para o sétimo ano do Projecto pretendemos continuar a dar destaque ao combate às alterações climáticas: “O maior desafio do século XXI”. Assim, o Projecto “Gestão Voluntária de Carbono – A caminho de uma Low Carbon School”, iniciado em 2007/08, continuará a ser o elemento central do trabalho que pretendemos desenvolver nesta área.
Escola Associada UNESCO - Relatório de actividades 2008/09
Ecovalsassina: monitorização ambiental (final do ano lectivo 2008/09)
Para aceder aos resultados carregar AQUI.
Relatório de actividades 2008/09
sábado, junho 27, 2009
Ecovalsassina e os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio
- Erradicar a pobreza extrema e a fome
- Alcançar a educação primária universal
- Promover a igualdade do género e capacitar as mulheres
- Reduzir a mortalidade infantil
- Melhorar a saúde materna
- Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças
- Assegurar a sustentabilidade ambiental
- Desenvolver uma parceria global para o desenvolvimento
Foram ainda aí estabelecidas metas quantitativas para a maioria dos objectivos, com vista a possibilitar a medição e acompanhamento dos progressos efectuados na sua concretização, ao nível global e nacional.
- Objectivo 1: Erradicar a pobreza extrema e a fome
Meta 1. Reduzir para metade, entre 1990 e 2015, a proporção de população cujo rendimento é inferior a um dólar por dia
Meta 2. Reduzir para metade, entre 1990 e 2015, a proporção de população afectada pela fome
Objectivo 2: Atingir o ensino primário universal
Meta 3. Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino primário
Objectivo 3: Promover a igualdade de género e a capacitação das mulheres
Meta 4. Eliminar a disparidade de género no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, o mais tardar até 2015
Objectivo 4: Reduzir a mortalidade infantil
Meta 5. Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos
Objectivo 5: Melhorar a saúde materna
Meta 6. Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna
Objectivo 6: Combater o HIV/SIDA, a malária e outras doenças
Meta 7. Até 2015, parar e começar a inverter a propagação do HIV/SIDA
Meta 8. Até 2015, parar e começar a inverter a tendência actual da incidência da malária e de outras doenças graves
Objectivo 7: Garantir a sustentabilidade ambiental
Meta 9. Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e inverter a actual tendência para a perda de recursos ambientais
Meta 10. Reduzir para metade, até 2015, a percentagem de população sem acesso permanente a água potável
Meta 11. Até 2020, melhorar significativamente a vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados
Objectivo 8: Criar uma parceria global para o desenvolvimento
Meta 12. Continuar a desenvolver um sistema comercial e financeiro multilateral aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório
Meta 13. Satisfazer as necessidades especiais dos Países Menos Avançados
Meta 14. Satisfazer as necessidades especiais dos países sem litoral e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento
Meta 15. Tratar de forma integrada o problema da dívida dos países em desenvolvimento, através de medidas nacionais e internacionais, por forma a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo
Meta 16. Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e aplicar estratégias que proporcionem aos jovens trabalho condigno e produtivo
Meta 17. Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis, aos países em desenvolvimento
Meta 18. Em cooperação com o sector privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e comunicação
Fonte: OCDE, 2004: 59.
O trabalho desenvolvido no Colégio Valsassina, no âmbito do projecto Ecovalsassina, relaciona-se directamente com o 7º objectivo de desenvolvimento do Milénio.
Garantir a sustentabilidade ambiental. Os Recursos Naturais (tais como a água, as fontes energéticas, as florestas, o ar e a biodiversidade) são factores ambientais chave para a qualidade da vida humana e que compõem o nosso ambiente. É fundamental que o Homem perceba o quanto depende da protecção destes recursos, adoptando medidas concretas e responsáveis para tanto na prática da cidadania (o dia-a-dia de cada um) como nas politicas e programas nacionais dos governos de todos os países.
Por sua vez, as emissões de dióxido de carbono (CO2 – gás com efeito de estufa) atingiram 28 mil milhões de toneladas em 2005 e continuam a crescer, resultando num aumento de concentração atmosférica de CO2. A nível global, as emissões de CO2 aumentaram cerca de 30% entre 1990 e 2005, com um crescimento anual, entre 2000 e 2005, maior que na década precedente. As emissões per capita são mais elevadas nas regiões desenvolvidas: cerca de 12 toneladas de CO2 por pessoa num ano, comparando com cerca de 3 toneladas nas zonas em desenvolvimento e 0.8 toneladas na África Subsariana. As emissões por unidade económica de produção diminuíram mais de 20% nas zonas desenvolvidas, tendo crescido 35% no Sudoeste Asiático e 25% no Norte de África.
O trabalho desenvolvido no Colégio Valsassina através do projecto Ecovalsassina pretende fornecer um contributo para que, globalmente, os objectivos de desenvolvimento do milénio sejam atingidos.
sexta-feira, junho 26, 2009
Auditoria ambiental - Junho 2009
A Auditoria Ambiental deve conduzir ao levantamento de problemas e fragilidades quer ao nível da gestão ambiental do espaço escolar, quer relativamente ao grau de sensibilização ambiental da população escolar. Como tal, deve ser abrangente e considerar todas as actividades da escola com impacte sobre o Ambiente, designadamente o lixo (resíduos sólidos), a utilização da água e da energia - temas-base de trabalho de uma Eco-Escola), o espaço interior e exterior da escola, nomeadamente, o ruído e os recreios, a política de aquisições, os transportes utilizados, etc.. Deve ainda ser atribuída particular importância ao tema definido para cada ano.
A auditoria constitui desta forma um instrumento de diagnóstico ambiental da comunidade escolar. Poderá por outro lado, se realizada em períodos de tempo diferentes, vir a ser utilizada como instrumento de monitorização e avaliação de todo o processo inerente à educação ambiental, que se pretende dinamizar nas Eco-Escolas.
- questões que requerem uma tarefa de OBSERVAÇÃO ou INVESTIGAÇÃO. No Colégio Valsassina estas questões são da responsabilidade do Conselho Eco-Escola.

sábado, junho 20, 2009
Ano Internacional da Astronomia 2009: Sistema Solar à Escala em exposição do recreio no Colégio Valsassina
sexta-feira, junho 19, 2009
Eco-Código 2009: descrição

Bases para discussão e elaboração do poster apresentado:
· Resultados da auditoria ambiental ao Colégio Valsassina;
· Carta Ambiental do Colégio Valsassina;
· Princípios do “Condomínio da Terra”;
· Carta da Terra.
Ideia-chave:
Entre a crosta terrestre, o mar, a atmosfera e os seres vivos, existe uma rede complexa de interligações permanentes que sustentam a vida no planeta. Como tal, temos de adaptar o nosso modo de vida e organização a este funcionamento global da Biosfera. Então, se vivemos todos na mesma casa, se somos todos vizinhos, todos dependemos de todos e problemas globais não se resolvem de forma isolada. Todos temos uma tarefa a cumprir. Está nas nossas mãos…
Legenda:
1 a 13 – Biodiversidade:
- 1. Lagarta-do-medronheiro (Charaxes jasirus)
2. Papilio (Papilio demoleus)
3. Sapo-tropical (Bufo viridis)
4. Caracol (Camaena arata)
5. Concha-morango (Clanaulus pharonium)
6. Guincho-comum (Circaetus gallicus)
7. Camaleão (Chamaeleo chamaeleon) - 8. Colónia de anémonas (Parazoanthus axindae)
9. Erva-abelha (Ophrys apifera)
10. Falsa-cobra-de-coral (Lampropeltis triangulum)
11. Pavão (Pavo cristatus)
12. Zebra (Equus burchelli)
13. Iguana (Iguana iguana)
14 - Terra: a nossa casa comum. A Biodiversidade e os ecossistemas sustentam a regulação dos ciclos da natureza, sendo determinantes no funcionamento dos serviços ambientais vitais. Estes serviços são capazes de sustentar e satisfazer as condições de vida humana, assegurando a nossa sobrevivência.
15 – As nossas opções diárias fazem a diferença. É preciso combater a crise ambiental, em particular combater as alterações climáticas (o maior desafio do século XXI):
16. A acção deve começar ao nível local, nas nossas famílias…
17. As cidades devem ser espaços de partilha e de sustentabilidade…
18. É urgente mudar a forma de vida, a começar pela forma como nos deslocamos diariamente…
19 – É altura de assumir a nossa responsabilidade e assegurar o futuro do planeta. Inicialmente sujeito à natureza de que dependia, o Homem mudou profundamente essa relação a partir da Revolução Industrial. A humanidade encontra-se num momento de definição histórica, como sociedade e como civilização.
quinta-feira, junho 18, 2009
GREEN PROJECT AWARDS 2009
Os nossos novos afilhados (08/09)
- Bufo-Real (Bubo bubo)
- Milhafre-preto (Milvus migrans)

domingo, junho 14, 2009
Condomínio da Terra: faz alguma coisa....
- Diz a todos para assinarem a Declaração de Gaia- http://www.earth-condominium.com/pt/.
- Passa a palavra: Diz a toda a gente que afinal somos todos vizinhos e que precisamos de organizar a nossa vizinhança global para conseguirmos garantir a manutenção do planeta.
- Vê o vídeo e mostra-o a toda a gente.
Este é um movimento sem fins lucrativos com muitos custos envolvidos pois estamos a tentar fazer chegar esta mensagem e convencer todo o mundo. - Podes inscrever-te para plantar árvores, ajudar a organizar a conferência, precisamos de designers, webdesigners, investigadores, bloggers, professores, pessoas com todo o tipo de competências.
Dias 4 e 5 de Julho junta-se a nós no Compromisso de Gaia.
Faz alguma coisa pelo teu futuro.
Mais informações em http://www.earth-condominium.com/pt/
sábado, junho 13, 2009
Escola da Energia - Matemática da Energia
O projecto “Escola da Energia” visa promover a Educação para a Energia nas Eco-Escolas, num sentido de uma maior reflexão e procura de soluções para as questões ambientais que se colocam actualmente, no contexto do Desenvolvimento Sustentável.
Todos nós contribuímos para o fenómeno do aquecimento global: com a energia que consumimos em casa; com as opções de transporte em férias ou no dia-a-dia; com os resíduos que produzimos. Tal como nas nossas casas, nas empresas e nas escolas, muitas actividades implicam a emissão para a atmosfera de gases que contribuem para o efeito de estufa, sendo o mais importante o dióxido de carbono.
Somos todos responsáveis e, como tal, não podemos ficar à espera que "os outros" encontrem solução para este problema. “A caminho de uma Low Carbon School” é o nome de um projecto que pretende, ao nível local, combater as alterações climáticas e pôr em prática políticas sustentáveis na área da energia e transportes.
O seu promotor é o Colégio Valsassina, através da Equipa da Energia, criada no âmbito do Conselho Eco-Escola. Para o desenvolvimento deste projecto foi criada uma parceria estratégica com a Ecoprogresso – Consultores em Ambiente e Desenvolvimento. Esta parceria permite-nos: adoptar e validar a metodologia mais adequada aos objectivos do Colégio, a formação dos elementos envolvidos; e o acompanhamento de todos os trabalhos.
Pretende-se elaborar e implementar um sistema de Gestão de Carbono associado às actividades do Colégio Valsassina, de forma a integrar as diversas questões ambientais onde o Colégio tem impacte, sob uma capa que abranja as Alterações Climáticas, a mais premente e actual ameaça ambiental, com importantes repercussões económicas e sociais.
Procedemos à construção de uma ferramenta para cálculo da pegada carbónica. Para tal, recorremos à metodologia de cálculo e comunicação de informação proposta pelo Protocolo de Gases com Efeito de Estufa (PGEE) que propõe, numa fase anterior ao cálculo da estimativa de emissões, o estabelecimento das fronteiras organizacionais e operacionais. Esta tarefa tem por objectivo identificar o universo de diferentes elementos abrangidos como sejam, por exemplo, todas as áreas de actividade da organização, os limites da sua ocupação geográfica e respectiva localização. Optámos por recolher dados relativos aos três âmbitos definido no PGEE, por considerar que estes oferecem um quadro de referência de registos abrangente, para gerir e reduzir as emissões directas e indirectas do Colégio Valsassina.
Integrando a componente energia e carbono, reduzindo o consumo energético e, consequentemente, as emissões de Gases com Efeito de Estufa pela implementação de medidas de redução de emissões, o Colégio Valsassina estará no caminho de se constituir como uma Low Carbon School, ou seja, uma Escola onde as preocupações com o impacte da sua actividade no clima foi integrada na gestão quotidiana, levando à determinação de acções de gestão da actividade que reduzem o seu impacte no clima.
Projectos Ciência na Hora - Microprojectos Ciência Viva - Candidatura do Colégio Valsassina foi aprovada.
• Estimular a concepção e execução de actividades experimentais com o envolvimento activo dos alunos, bem como incentivar o desenvolvimento de abordagens pedagógicas inovadoras para o ensino experimental das ciências;
• Promover a formação de parcerias entre escolas dos ensinos básico e secundário e instituições de investigação científica, instituições de ensino superior, associações e sociedades científicas, autarquias e outras entidades numa perspectiva de partilha de recursos e de conhecimentos;
Deste modo, pretendemos utilizar estes organismos como um modelo biológico para testar drogas, uma vez que estas afectam o seu ritmo cardíaco da mesma forma que o dos humanos. Pretende-se ainda realizar estudos de toxicidade ambiental testando o efeitos de alguns poluentes no metabolismo e sobrevivência em Daphnia magna.
As actividades realizadas baseiam-se na aplicação do método científico.
De uma forma geral este projecto tem como principais finalidades: divulgar e promover a cultura científica junto dos jovens, num contexto de contínua aprendizagem experimental, bem como, fomentar estilos de vida saudáveis (relacionando saúde e ambiente) e prevenir o consumo de substâncias psicoactivas.
sexta-feira, junho 12, 2009
Como preparar um futuro incerto?
Conselho Eco-Escola no Valsassina
• assegurar que os outros seis elementos são adoptados planeando a sua implementação;
• assegurar a participação activa dos alunos no processo de decisão do programa;
• assegurar que as opiniões de toda a comunidade escolar são tidas em consideração e, sempre que possível, postas em prática;
• estabelecer a ligação com a estrutura de gestão da escola e com a comunidade local;
• assegurar a continuidade do Programa;
O conselho inclui representantes dos alunos, dos professores, do pessoal não docente, dos pais, do município e de alguns eco-parceiros (com destaque para a CERCI Lisboa). Estas reuniões são o palco ideal para o exercício da cidadania dos diferentes intervenientes que são, desta forma, envolvidos no processo de tomada de decisão.
Tentamos que seja representativo de todas as partes envolvidas neste projecto. Mantém em actas o registo de todas as reuniões realizadas bem como das decisões tomadas (podem ser consultadas através do site do Colégio).
Tendo em conta a dimensão da escola e a intenção de dar o protagonismo aos alunos no conselho Eco-Escola do Colégio Valsassina estão presentes os delegados e/ou subdelegados de todas as turmas do 5º ano 12º ano. O 1º ciclo também está presente, através de alunos escolhidos pelos seus pares, nas turmas do 2º, 3º e 4º ano. Neste caso, é frequente a realização de pequenas reuniões do conselho destinadas a alunos do 1º ciclo que têm como objectivo lançar os temas de discussão e preparar a presença destes nas reuniões gerais, onde estão os seus colegas mais velhos.
Aqui deixamos o testemunho da Leonor Ferreira, aluna da turma C, do 4º ano. Após a sua participação na reunião geral do 2º período, assumiu a sua responsabilidade e passou todas as informações consideradas relevantes aos seus colegas de turma.
Também se pensou em plantar árvores, no dia da Terra, na primária e nos 3 anos.
Falou-se ainda nos painéis solares que aqueciam a água nos balneários e que deve ser tomado como um bom exemplo, e também da transformação dos restos da cantina em adubo que é usado na horta dos 3 e 4 anos.
Todas estas iniciativas fazem com que os alunos sejam mais sensíveis, no que respeita à protecção do ambiente, que é de todos".
Expedição ao Cabo Espichel
Representando o Colégio, participei em conjunto com o professor João Gomes, e o nosso desempenho garantiu-nos um lugar nos cinco finalistas.
Perante o sucesso do concurso, a Fundação organizou uma expedição geológica ao cabo Espichel, convidando alunos e professores, pais e irmãos, para que por algumas horas se aventurassem, qual Charles Darwin, numa incursão (ainda que mais modesta) pela Natureza.
Liderada pelo paleontólogo Carlos Marques (respeitosa e amigavelmente apelidado “Paleo Carlos”), e acompanhada por muitos outros biólogos e geólogos de referência, a saída revelou-se mais do que uma aula informal e divertida, uma pequena amostra do trabalho de campo que foi, e é desenvolvido ao longo dos tempos, analisando simplesmente paisagens banais que nos rodeiam: porque cada pedaço de terra tem algo para contar, por muito desinteressante que possa, à partida, parecer.
E na companhia de cientistas com quem abertamente conversámos, passámos uma tarde alegre, sob um sol escaldante, perscrutando o ambiente com olhos de evolucionista, revendo nas rochas a história da Terra: reconstituindo trilhos de dinossauros palmilhados à milhões de anos, procurando atentamente fósseis em locais que normalmente ignoraríamos, analisando estratos e as suas deformações, e inferindo os processos que lhes deram origem.
No final, cansados mas resistentes, todos fomos contagiados pelo defeito visual que certamente também afectou Darwin: numa rocha nunca mais veremos apenas uma rocha.
A importância da avaliação em Educação Ambiental
Raposo (1997), na sequência do seu trabalho de coordenação no Instituto de Promoção Ambiental, detectou as seguintes fragilidades na implementação da EA:
· Actividades dispersas no tempo e no espaço, associadas, quase exclusivamente, a datas comemorativas;
· Definição de objectivos demasiado ambiciosos e/ou inadequados aos destinatários;
· Escolha de temáticas frequentemente submetida a interesses momentâneos e uma deficiente avaliação dos recursos disponíveis.
Como tal, a avaliação deve ser encarada como o complemento de qualquer inovação na promoção das actividades em EA (Giordan e Souchon, 1997). Ela permite ter o retorno mais completo sobre a prática. No entanto, nem sempre é simples avaliar o impacto real de uma acção educativa: as consequências podem ser de longo prazo ou podem incidir sobre comportamentos pouco discerníveis. De qualquer forma, após uma determinada acção os alunos devem estar de certa maneira diferentes. Se não encontramos neles nenhum indício de diferença, o menos que se pode dizer é que o projecto em causa falhou. Em diversos trabalhos publicados, apresentados ou informados na área da EA, percebemos uma tendência em considerar somente os bons resultados, frutos de uma trajectória que parece ter sido traçada linearmente, como se os obstáculos e as dificuldades sentidas no caminhar pudessem cegar o mérito da proposta. Isso tem aumentado o grau de dificuldade no fortalecimento da EA, que aparece como se fosse um campo fácil de ser estudado ou viabilizado (Sato, 2008).
Para Alves (1998) existe, habitualmente, uma certa confusão sobre as formas de avaliação, principalmente quando as actividades de EA são enquadradas no ensino formal. Por um lado, se a avaliação se fundamenta em relatórios ou inquéritos está a avaliar-se a quantidade e a qualidade do trabalho desenvolvido numa acção, ou a mudança de atitudes após a acção, ou mesmo a intenção de mudança de atitudes após a acção. Para este autor, o ideal, dificilmente atingível, seria poder avaliar se a intenção de mudança de atitudes foi efectivamente concretizada, ou se a atingida foi duradoura.
Raposo (1997) considera que não se deve apenas quantificar saberes adquiridos, mudanças de atitudes ou de comportamentos mas a “verdadeira grandeza” dos projectos, dos seus resultados específicos e da contribuição que ele pode dar, ou já deu, para a resolução do problema que o desencadeou. Para esta autora, acima de tudo, é o momento de tomar decisões, de fazer escolhas reflectidas e responsáveis, de passar das propostas às acções concretas, de estruturar intervenções e novos projectos motivados pela apreciação crítica das acções já realizadas.
Por outro lado, refere Raposo (1997), é importante desenvolver uma «retroacção permanente», ou seja, é necessário criar dinâmicas que permitam reformular e adaptar à realidade os objectivos e/ou os aspectos metodológicos para a sequência de aquisições de conhecimentos e atitudes. Corroborando, para Giordan e Souchon (1997), o retorno recebido através de processos de avaliação pode mesmo evitar a repetição de um dado disfuncionamento. Estes autores consideram que a “qualidade” de uma acção deveria poder ser posta em evidência globalmente e os seus componentes deveriam ser certificados, nomeadamente:
- Seria o tema motivante e aglutinador?
- Seriam as actividades adequadas?
- Seria adequada a escolha de documentos, de audiovisuais, de material de investigação?
- Estariam os intervenientes à altura da sua tarefa?
- Teriam sido bem elaboradas a planificação e coordenação?
Neste contexto destacamos a conferência «Environmental Education and Training in Europe», organizada pela Comissão Europeia, em Maio de 1999, onde foi defendido que a EA não deve consistir na transmissão de conhecimentos, mas antes numa auto-aprendizagem (Vilarigues, 1999 in Martinho et al, 2003).
Como tal, a avaliação em EA deve permitir clarificar os objectivos e adaptá-los ao público-alvo das acções, e contribuir para a melhor escolha e análise das estratégias educativas a utilizar em cada projecto/actividade. É, por isso, um meio para promover a qualidade e, como tal, deve ser um processo participativo e formativo, isto é, deve ser concebido de modo a permitir que todos os actores participem nas suas principais etapas, trazendo a todos uma melhor compreensão da acção (Baptista, 1998).
Não obstante a sua importância, a avaliação é muitas vezes considerada como um assunto incómodo para certas pessoas e instituições (Nunes, 2002). Além disso, tal como realça Freitas (1997) não há em Portugal uma cultura de avaliação. Segundo INAMB (2000), a inexistência de avaliação dos projectos pode estar relacionada com a falta de familiaridade dos intervenientes com as técnicas das ciências sociais e humanas. Também, a troca de experiências, aspecto fundamental em EA, não tem sido plenamente conseguida. Isto pode estar relacionado com o facto de quando os projectos ou experiências são apresentados, raramente são referidos os problemas com que se depararam e como procuraram resolvê-los. A cultura do sucesso na qual vivemos provavelmente inibe a exposição destes aspectos, essenciais para a maturidade da EA.
A avaliação da qualidade constitui um desafio em EA e EDS. A consciência dos limites do nosso conhecimento, a imprevisibilidade e incerteza acerca do futuro, forçam-nos a avaliar o que fazemos hoje em dia. Por sua vez, actualmente, numa cultura da complexidade é necessária uma avaliação que tome em consideração esta complexidade, uma avaliação que vá além do mero conhecimento e que permita reflectir sobre o “valor” das acções.
A avaliação em EA não pode ser um processo neutro que se fique apenas pela análise dos resultados mas deve ser sobretudo um processo ideológico tendo em conta a actual crise ambiental, a crise dos valores e a necessidade de mudança (Mogensen e Mayer, 2005).
Avaliação da implementação do Programa Eco-Escolas no Colégio Valsassina
A visita teve como objectivo validar e reconhecer o trabalho desenvolvido pelos elementos que nele têm estado envolvidos, com a finalidade de manter e garantir a qualidade do Programa.
Até final do ano lectivo serão conhecidos os resultados desta avaliação.
quarta-feira, junho 03, 2009
Mapa Verde - Público
domingo, maio 24, 2009
V Congresso Infanto-Juvenil sobre Sustentabilidade
Nesse âmbito, e tendo realizado as quatro primeiras edições do Congresso Infanto-Juvenil sobre Sustentabilidade com um imenso sucesso, o V Congresso Infanto-Juvenil sobre Sustentabilidade, terá lugar no Taguspark em Oeiras, dia 22 de Maio, para o qual esperamos receber cerca de 600 alunos, e que visa contribuir para o cumprimento dos objectivos estipulados no currículo da Educação Básica, nomeadamente no “desenvolvimento de valores, atitudes e práticas que contribuam para a formação de cidadãos conscientes e participativos numa sociedade democrática”, e de acordo com a Estratégia da CEE/ONU para a Educação para o Desenvolvimento Sustentável.
Considerando a importância da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável 2005-2014 (ONU), o Compromisso por uma Educação para a Sustentabilidade (OEI) e a Estratégia para a Educação para o Desenvolvimento Sustentável (CEE/ONU), temos vindo com esta iniciativa a contribuir para a sua implementação.
Proporcionando uma percepção integrada dos problemas ambientais, fomentando atitudes e comportamentos favoráveis à promoção de um desenvolvimento sustentável e contribuindo para a formação de cidadãos conscientes da gravidade e do carácter global dos desafios do desenvolvimento sustentável, sensibilizamos todos os intervenientes para a necessidade de participação na tomada de decisões adequadas, promovendo competências profissionais no âmbito da Educação Ambiental e articulando projectos inter-escolas em temáticas transversais.
Após a Conferência Nacional sobre Educação Artística, realizada em Outubro de 2007, no Porto, e da Conferência Mundial sobre Educação Artística, em Março de 2006, em Lisboa, ficou clara a necessidade de desenvolver competências criativas nas jovens gerações do século XXI, constituindo-se deste modo a Educação Artística como instrumento à sua concretização. Assim, nesta edição do Congresso daremos o nosso contributo nessa área, lançando em simultâneo com este evento, o I Festival de Artes Infantis.
terça-feira, maio 19, 2009
Campanha Pirilampo Mágico 2009
Mais uma vez, o Pirilampo Mágico irá andar por todos os cantos do país, entrando na casa de todos os portugueses com a mensagem de solidariedade que o acompanha desde que esta iniciativa foi lançada, desde 1987. Hoje, como nessa primeira vez, esta iniciativa que mobiliza anualmente milhares de portugueses continua a fazer todo o sentido, não só porque é preciso continuar a informar a opinião pública sobre a realidade da pessoa com deficiência intelectual, mas também porque os meios e recursos de que as organizações dispõem continuam a ser escassos, face à dimensão de necessidades com que são confrontadas.
Iª Edição das Mini-Olimpíadas do Ambiente no Colégio Valsassina - Premiados
As Olimpíadas do Ambiente (OA) são uma iniciativa nacional da QUERCUS e da Escola Superior de Biotecnologia do Porto e têm por objectivo a mobilização e sensibilização da comunidade escolar em prol da protecção do Ambiente e da Conservação da Natureza.
As OA têm por objectivos fundamentais:
- incentivar o interesse pela temática ambiental;
- desenvolver e aprofundar o conhecimento sobre a situação ambiental portuguesa;
- promover o contacto com situações experimentais concretas e resolução de problemas específicos;
- estimular a capacidade de expressão oral e escrita;
- recompensar o espírito científico;
- estimular a dinâmica de grupo e o espírito de equipa.
O Colégio Valsassina tem tido uma presença regular nesta competição e tem-se constatado um crescente interesse e adesão dos alunos a iniciativas deste tipo. A participação tem permitido aos alunos trabalharem de uma forma autónoma sendo um meio privilegiado para se adquirirem certas competências, e ao mesmo tempo, contribuir para adquirir, certos valores que incluam um vivo interesse pelo ambiente e uma motivação suficientemente forte para participarem activamente na protecção e na melhoria da qualidade do ambiente.
Foi com base nestes princípios que organizamos, integrado no programa da Semana Verde, a 1ª edição das Mini-Olimpíadas do Ambiente no Valsassina. Esta é uma competição interna, dirigida aos alunos do 3º e do 4º ano, do 1º ciclo. Incluiu uma primeira eliminatória, composta por um teste com perguntas de escolha múltipla e uma de resposta aberta. Daqui saíram 15 finalistas que tiveram de responder a um novo teste e ainda foram desafiados a apresentar uma prova oral, em grupo.
Os grandes vencedores desta 1ª edição foram
1º lugar (ex equo): Rita Miranda e Guilherme Cabral
Aqui deixamos o testemunho dos vencedores.
“Quando soube que íamos participar nas Mini-Olimpíadas do Ambiente fiquei a pensar que tipo de perguntas ia ter de responder e se isto me iria enriquecer muito ou pouco em conhecimento.
Para a 1ª eliminatória tínhamos uma folha para escrever um SMS ao nosso Primeiro-Ministro e ainda algumas perguntas para escolher a resposta.
Todas as perguntas me enriqueceram um pouco em conhecimento e, no final desta fase, senti que estava um pouco “mais esperta” em relação ao ambiente.
Na final tivemos de realizar duas provas: a escrita e a oral. Na escrita fizemos sensivelmente o mesmo que na 1ª fase, e na oral apresentámos um pequeno teatro e ainda elaborámos cartazes. Criámos todos os acessórios necessários na sala de pintura (tínhamos só 30 minutos) e apresentámos o nosso trabalho no auditório do Colégio.
No final, acho que me enriqueceu imenso, não só pela informação que recebi, mas também por ter trabalhado com alunos de outro nível de escolaridade”.
Rita Miranda, 4º C
“Fiquei muito admirado e muito alegre quando soube que tinha ganho, pois sabia que havia outros colegas com mais conhecimentos que eu.
Para mim foi mais fácil responder aos questionários do que dramatizar sobre “como poupar água”.
Gostei de participar nas Mini-Olimpíadas do Ambiente pois aprendi muitas coisas sobre ecologia”.
Guilherme Cabral, 4º B



