terça-feira, fevereiro 19, 2008

2ª Eliminatória das Olimpíadas do Ambiente 2007/08

Alunos do Colégio Valsassina apurados para a 2ª eliminatória das Olimpíadas do Ambiente 07/08.

Categoria A (3º ciclo):

  • MARTA MAGALHÃES DA SILVA
  • Gonçalo Thiran de Menezes
  • Frederico Toulson
  • Ana Lara Esteves
  • Maria Teresa Douwens

Categoria B (secundário):

  • ANTÓNIO LIMA GRILO
  • Joana Magalhães da Silva
  • Ana Filipa Louro
  • Eduardo Barreira Boavida
  • Gonçalo Correia Pinto
  • Miguel Lindim Pitarma
  • Felipe Lins Blauth
  • Vera Froes de Carvalho
  • João Pedro Palma
  • José Maria Patto
  • Carlos Ruivo
  • Isabel Campos Pinto

Os nomes assinalados a azul correspondem a alunos que estão entre os 200 melhores a nível nacional.
Para consultar a lista completa de apurados carregar aqui.

Escola Associada da UNESCO


O dia 1 de Fevereiro de 2008 marca a entrada do Colégio Valsassina na Rede de Escolas Associadas da UNESCO.
De referir que as Escolas Associadas comprometem-se a promover os ideais da UNESCO, desenvolvendo e / ou aplicando projectos-piloto destinados a preparar melhor as crianças e os jovens para enfrentarem os desafios de um mundo cada vez mais complexo e interdependente. Estas escolas não são escolas privilegiadas ou especiais, são parte integrante do sistema educativo nacional e geridas de acordo com esse mesmo sistema. São instituições admitidas pelas autoridades nacionais a participar no sistema do SEA e tornarem-se assim escolas piloto, inspirando outras instituições a empreender projectos similares.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Grifos na Web - acompanha o dia-a-dia desta espécie...

Criado no âmbito do programa Público na Escola, Grifos na Web é um projecto do jornal PÚBLICO que visa estimular a conservação da Natureza e a protecção do Ambiente junto dos alunos das escolas básicas e secundárias.
O projecto consiste na colocação de uma câmara de vídeo no ninho de um grifo (Gyps fulvus), na zona do Tejo Internacional, para que os alunos possam seguir em directo, 24 horas por dia, o comportamento destes animais e perceber a necessidade de conservar todas as espécies ameçadas em Portugal (in http://static.publico.clix.pt/grifosnaweb/objParceiros.html).
De referir ainda que o biólogo Carlos Pacheco responde às dúvidas dos leitores no blogue deste projecto.
A não perder...

sábado, janeiro 19, 2008

Rock in Rio «Escola solar»: Colégio Valsassina apresenta projecto a concurso


O concurso «Escola Solar» é uma iniciativa promovida pela Better World e pela SIC Esperança, em parceria com a Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG) e a Agência para a Energia ADENE) e com o apoio do Ministério da Educação - Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), do Ministério da Economia e do Patrocinador Social do Rock in Rio-Lisboa.

O Colégio Valsassina apresentou um Projecto a concurso tendo para o efeito sido criada uma rede de parcerias com a Junta de Freguesia de Marvila, com a CERCI e com a APEDV (Associação Promotora de Emprego de Deficientes Visuais). O projecto designa-se «Marvila em Acção contra o Carbono».

Apresentamos de seguida o resumo deste projecto. De referir que todos os trabalhos a concurso serão agora alvo de avaliação por parte do júri, e durante o primeiro trimestre de 2008 serão conhecidos os resultados das 20 escolas seleccionadas para receber entre bilhetes, kits e certificados de participação, a instalação de painéis fotovoltaicos. Adicionalmente, os três melhores projectos apresentados terão ainda um financiamento de 5000 euros que permitirá a sua respectiva concretização.


Resumo

Todos nós contribuímos para o fenómeno do aquecimento global: com a energia que consumimos nas nossas casas; com as nossas opções de transporte em férias ou no dia-a-dia; com os resíduos que produzimos… Tal como nas nossas casas, nas empresas e nas escolas muitas actividades implicam a emissão para a atmosfera de gases que contribuem para o efeito de estufa, sendo o mais importante o dióxido de carbono.
Somos todos responsáveis e como tal não podemos ficar à espera que "os outros" encontrem solução para este problema. “Marvila em acção contra o carbono” é o nome de um projecto que pretende, ao nível local, combater as alterações climáticas e pôr em prática políticas sustentáveis na área da energia e transportes.
Os seus promotores são o Colégio Valsassina (http://www.cvalsassina.pt/) em conjunto com a Junta de Freguesia de Marvila, a CERCI e a APEDV.
Pretende-se elaborar e implementar um sistema de Gestão de Carbono associado às actividades do Colégio Valsassina de forma a integrar as diversas questões ambientais onde o Colégio tem impacto, sobre uma capa que abranja as Alterações Climáticas, a mais premente e actual ameaça ambiental, com importantes repercurssões económicas e sociais.
Integrando a componente energia e carbono, reduzindo o consumo energético e consequentemente as emissões de Gases com Efeito de Estufa pela implementação de medidas de redução de emissões, o Colégio Valsassina estará no caminho de se constituir como uma Low Carbon School, ou seja, uma Escola onde as preocupações com o impacte da sua actividade no clima foi integrada na gestão quotidiana, levando à determinação de acções de gestão da actividade que reduzem o seu impacte no clima.
Através da Junta de Freguesia de Marvila será criada uma rede de parcerias, de modo que o combate às alterações climáticas seja uma realidade na área de influência da autarquia. Assim, o Colégio Valsassina será o pólo dinamizador de um conjunto de acções que procurará junto de algumas organizações do 3º sector, a nível local, reduzir o consumo energético e/ou aplicar medidas de compensação das emissões. Pretendemos desenvolver metodologias que conduzam a uma participação activa da população local. Em paralelo pretende-se dotar os elementos dessas organizações de conhecimentos e competências necessários para agir nas suas organizações.
Transversal às vertentes anteriores está a questão da comunicação. Pretendemos criar instrumentos de divulgação do trabalho realizado não só como forma de dar transparência ao projecto mas, acima de tudo, como forma de informar/envolver toda comunidade local.
No final do projecto pensamos ser possível obter benefícios ambientais e sociais para a comunidade local e, dessa forma, contribuir para uma melhoria das condições de vida assim como para uma utilização mais racional dos recursos naturais, nomeadamente da energia.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Olimpiadas do Ambiente

Desde 1999 que o Colégio Valsassina participa nas Olimpiadas do Ambiente contando já com várias vitórias distritais, diversas participações na eliminatória final e com duas vitórias nacionais. A prova divide-se em duas categorias: A - para os alunos do 3º ciclo do ensino básico - e B - para os alunos do ensino secundário. A participação do colégio dividiu-se em 39 alunos para a categoria A e 13 alunos para a categoria B.
Participo nas Olimpíadas desde 2002/2003. Pelo que me diz respeito, o que de melhor se retira desta particiapação é o conhecimento e a possibilidade de tomar medidas para ajudar a Terra. Ao final de alguns anos, como se de algo trivial se tratasse, a passagem sucessiva das eliminatórias torna-se mais fácil e a chegada à tão disputada eliminatória final concretiza-se. Um fim de semana inesquecível... E mais não vou desvendar porque espero que sejamos muitos representantes do Colégio na final, no dia 2 de Maio em Seia! Continuem assim! Todos a Seia!
Aqui ficam os resultados do Colégio para ambas as categorias:
Categoria A
1º MARTA MAGALHÃES DA SILVA (48)
2º Gonçalo Thiran de Menezes (37)
3º Frederico Toulson (34)
4º Ana Lara Esteves (34)
5º Maria Teresa Douwens (34)
6º Frederico Vilante (33)
7º Gonçalo Louro (30)
8º Salvador Freire (29)
9º Diogo Rézio Martins (29)
10º Hugo Mourão Bento (29)
11º Ana Teresa Silveira (29)
12º Maria Leonor Sousa (28)
13º Vitor Rui da Silva (28)
14º Luis Filipe Luzio (28)
15º João Pedro Carvalho (27)
16º João Fernandes Fernandes (27)
17º Gonçalo Lourenço (27)
18º Sofia Medeiros Queiroz (27)
19º Bruno Deyos (26)
20º António Alvarez (26)
21º Diogo Ralha Bentes (26)
22º José de Sousa Pereira (25)
23º Ana Mónica Silveira (24)
24º Miguel Alarcão (24)
25º Fernando Ferro (24)
26º Miguel Tonnies (24)
27º Ana Carolina Duarte (24)
28º Ana Catarina Belo (23)
29º João Pedro de Jesus (23)
30º Ricardo Nascimento (23)
31º João Nuno Pedro (23)
32º Mariana Martinho (23)
33º Beatriz Prisca Ferreira (22)
34º Francisco Barros (21)
35º Hugo Silva (21)
36º Miguel Marques (21)
37º Carolina Chaves (20)
38º Bernardo Silva (12)
39º António Barros (8)
Categoria B
1º ANTÓNIO LIMA GRILO (39)
2º Joana Magalhães da Silva (38)
3º Ana Filipa Louro (36)
4º Eduardo Barreira Boavida (31)
5º Gonçalo Correia Pinto (30)
6º Miguel Lindim Pitarma (30)
7º Felipe Lins Blauth (29)
8º Vera Froes de Carvalho (28)
9º João Pedro Palma (28)
10º José Maria Patto (27)
11º Carlos Ruivo (26)
12º Isabel Campos Pinto (23)
13º André Dias Correia (19)
Nota: Os resultados referem-se apenas às perguntas de escolha múltipla (total=50). A pergunta de desenvolvimento, nesta fase, é utilizada apenas em caso de empate.
Para saber mais consulte: www.esb.ucp.pt/olimpiadas

quinta-feira, novembro 29, 2007

Trabalho dos jovens repórteres publicado no Jornal de Leiria

Os Jovens Repórteres para o Ambiente presentes no Seminário nacional em Monte Real e Monte Redondo, Leiria, já mostram serviço!
Algumas notícias, elaboradas durante os dois dias do seminário, foram publicadas no Jornal de leira. Para consultar carregar aqui.

XIII Olimpíadas do Ambiente 2007/08

Atenção alunos do 3º ciclo e secundário a mais uma edição das Olimpíadas do Ambiente.
A 1ª eliminatória é no dia 16 de Janeiro de 2008. Contamos com todos...



Para mais informações consultar: http://www.esb.ucp.pt/twt/olimpiadas//

sexta-feira, novembro 23, 2007

quarta-feira, novembro 21, 2007

Seminário JRA - Um grande incentivo para grandes reportagens

Nos passados dias 19 e 20 de Novembro uma delegação do Colégio participou no Seminário dos Jovens Repórteres para o Ambiente.
Durante estes dois dias, reuniram-se no município de Leiria (Monte Real e Monte Redondo) os professores coordenadores e alunos do Projecto JRA com o objectivo de incentivar a comunicação, possibilitar a partilha de objectivos comuns e a troca de experiências; implementar a metodologia inerente ao Projecto, através de ateliers baseados na investigação de um estudo de caso (elaboração de artigos e sua publicação em jornais locais e online); debater estratégias e criar condições para uma ainda maior dinamização da rede JRA nacional e internacional, entre outros.
O Seminário premitiu-nos treinar a metodologia inerente ao Projecto quer na vertente prática (trabalho de campo - observação, recolha de dados, entrevistas, etc.), quer na parte teórica (trabalho de grupo - elaboração de reportagens e foto-reportagens). Os trabalhos elaborados foram apresentados na sessão de encerramento do Seminário.
Para além disso, pudemos contactar com alunos e professores de todo o país, trocar experiências acerca do trabalho realizado no âmbito dos JRA e fazer algumas amizades.
Agora resta-nos "pôr as mãos à obra" e escrever muito (e bem, esperamos) sobre o tema que escolhemos "A changing school in a changing world: the way for a Low Carbon School".
Boas reportagens!

quarta-feira, novembro 14, 2007

Libertação de aves...




O Centro de Recuperação de Animais Silvestres da Câmara Municipal de Lisboa vai promover uma acção de libertação de 6 Grifos, 1 Abutre Negro e 2 Águias, organizando em simultâneo uma acção de sensibilização ambiental, que terá lugar em Sagres no próximo dia 15 de Novembro.
O Colégio foi convidado a estar presente nesta acção, sendo representado por 6 alunos e um professor.

Será uma oportunidade única e notável de contacto com a natureza e com o trabalho de conservação.

quarta-feira, novembro 07, 2007

A changing school in a changing world: the way for a Low Carbon School

We have all contributed for the global warming phenomenon with our domestic energy consumption and our daily choices.
The integration of the carbon and energy elements makes it possible to reduce the energy consumption and therefore the greenhouse effect gas emissions. Schools shall then be on the path of becoming Low Carbon Schools. We consider this an utterly important way ether pedagogical to build environmental citizenship awareness or in fighting climate change, the most urgent current environmental threat which has serious social and economic consequences.
We mean to show what can be done to fight to reduce what has already been referred to as the greatest challenge of 21th century, climate change.


Os Jovens Repórteres para o Ambiente: Ana Filipa Louro (11º); André Correia (11º); António Grilo (12º); Carlos Ruivo (11º); Joana Magalhães da Silva (11º); Marta Magalhães da Silva (9º); Pedro Silva (12º).

Jovens Repórteres para o Ambiente



O projecto JOVENS REPÓRTERES PARA O AMBIENTE é um projecto de Educação Ambiental promovido pela Associação Bandeira Azul da Europa, Secção Portuguesa da Fundação de Educação Ambiental (FEE).
A nível internacional encontram-se envolvidos neste projecto alunos e professores de 17 países que constituem a actual rede Young Reporteres for the Environment (YRE).
Este Projecto que decorre em Portugal desde 1994, destina-se fundamentalmente aos estudantes do Ensino Secundário, pretendendo contribuir para uma preparação dos jovens para o exercício de uma cidadania activa na defesa do Ambiente, através da sua participação nos processos de decisão.
Os estudantes investigam e interpretam questões ambientais relevantes a nível local como se fossem jornalistas, reforçando os seus conhecimentos no domínio do Ambiente, das línguas estrangeiras e das novas tecnologias e técnicas de comunicação.
Um dos aspectos interessantes deste Projecto reside na possibilidade de se estabelecerem laços entre os JOVENS REPÓRTERES PARA O AMBIENTE, quer ao nível nacional quer ao nível internacional. Nesse sentido é mantida actualizada uma homepage http://www.youngreporters.org/ de âmbito europeu e outra nacional http://www.abae.pt/, que funcionarão como portas de acesso à informação do Projecto.
Pela primeira vez o Colégio Valsassina irá participar neste projecto com uma equipa de 10 elementos (7 alunos e 3 professores). As alterações climáticas é o tema escolhido. O trabalho a desenvolver enquadra-se no nível 2 (nível internacional), o que implica que o Colégio terá de cooperar via internet e em língua inglesa com outras escolas da rede.

(in http://www.abae.pt/jra.php)

segunda-feira, novembro 05, 2007

Turismo vs. Biodiversidade

O turismo é, à falta de qualquer outra capaz de tal função, a actividade económica que sustenta a nossa economia. Portugal, este “cantinho à beira-mar plantado”, de onde partiram “As armas e os barões assinalados” para darem “novos mundos ao mundo” têm uma localização privilegiada no extremo sudoeste da Europa. A nossa costa com uma extensão considerável, é ponto de referência para muitos turistas que, ao longo de todo o ano, preferem o clima temperado português aos seus climas natais. Sobretudo a zona do Algarve é caracterizada por condições únicas de clima que fazem dela um ponto de referência no turismo Europeu e mundial. É exactamente no Algarve que se localiza uma zona de extremo interesse ao nível da biodiversidade. Um pouco por toda a costa, espécies da fauna e flora portuguesas com interesse ao nível da conservação têm os seus habitats. Apesar de, geograficamente, o mar mediterrâneo não banhar o território Português, o Algarve sofre a sua influência climática tal como sofre a influência do Atlântico e do continente, razão pela qual o clima algarvio é tão peculiar. Nesta zona do Sul da Europa, desde o Algarve à Turquia, mais de 600 espécies de peixes habitam o mar e muitas espécies de mamíferos, aves e plantas bem como de insectos, povoam as terras envolventes. Um exemplo de espécie que interessa proteger no mediterrâneo é a Foca Monge do Mediterrâneo. Depois de a Foca Monge das Caraíbas ter sido declarada extinta em 1996, houve especial interesse em proteger os parentes mais próximos – focas monge do mediterrâneo e do Hawai.
No caso concreto da nossa costa algarvia, espécies com interesse para conservação são, por exemplo, os mamíferos: musaranho (Crocidura russula), gineta (Genetta genetta), lontra (Lutra lutra), fuinha (Martes foina), raposa (Vulves vulves); as aves: mergulhão-de-crista (Podiceps cristatus), galinha-sultana (Porphyrio porfyrio) cegonha preta (Ciconia nigra), andorinha-do-mar-anã (Sterna albifrons) o maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa); os peixes: dourada (Sparus aurata) ou o sargo (Diclodus sargus); os répteis: cágado-de-caparaça-estriada (Emys orbicularis), camaleão (Chamaleo chamaleon), cobra-cega (Blanus cireneus), cobra-de-capuz (Macroprotodon cucullatus), lagartixa-do-mato-ibérica (Psammodromus hispanicus) ou víbora-cornuda (Vipera latastei); os anfíbios como o sapo-parteiro-ibérico (Alytes cistemasii) ou o tritão-de-ventre-laranja (Triturus boscai); as plantas como o zambujo (Olea europea), o medronheiro (Arbutus unedo) o rosmaninho (Lavancula pedunculata lusitanica) ou a erva-ursa (Thymus lotocephalus). Estas são apenas algumas razões para proteger o nosso litoral.
Chegámos a um ponto em que as duas coisas, com os ritmos de desenvolvimento actuais, não são possíveis em comum. E, como o ritmo de crescimento imobiliário e turístico é sempre baixo, estamos a caminhar para situação de total insustentabilidade ponto em causa a preservação das espécies autóctones muitas delas endémicas da península ibérica. Os principais factores que põem em risco o desenvolvimento saudável das espécies que habitam o litoral algarvio são o elevado crescimento urbano sobre a linha de costa com a toda a pressão por ele exercida sobre a costa e o segundo factor é quantidade de resíduos e perturbações ao ambiente natural que ocorrem permanentemente nas regiões turísticas, como é o caso do Algarve. O litoral algarvio já está suficientemente sobreexplorado, não sendo sustentável que todos os anos sejam construídos milhares de novos apartamentos e outros empreendimentos imobiliários e hoteleiros cujo impacto sobre o litoral é, claramente, devastador.
O Algarve é pequeno de mais para a nossa sede de dinheiro, para os nossos hábitos consumistas e para as espécies que lá habitam poderem viver bem. Só que elas chegaram lá antes de nós…
Por outro lado a dependência de uma actividade – o turismo – e, ainda pior, de uma região não são saudáveis para a economia portuguesa. Devemos virar-nos para outras regiões e começar a explorá-las tendo em vista o seu potencial turístico e tendo também em conta a sustentabilidade da exploração.

sexta-feira, novembro 02, 2007

Participação no London International Youth Science Forum 2007


De 15 de Julho a 8 de Agosto realizou-se em Londres um encontro internacional de estudantes da área da ciência, do ensino secundário e universitário, no qual participei, juntamente com três mais Portugueses, a convite da fundação Calouste Gulbenkian, à qual estou profundamente agradecido por nos ter inscrito e por ter patrocinado gentilmente a nossa inscrição, viagem e estadia. Cada um de nós ganhou uma das Olimpíadas Portuguesas: o Afonso Bandeira ganhou as da Matemática, o André Pinto as da Informática, o Flávio Coelho as da Física e eu as do Ambiente.
Juntámo-nos aos cerca de 250 jovens participantes de 61 países dos 5 continentes neste evento que nos proporcionou uma oportunidade de conhecer o papel da ciência no mundo e a interacção entre cientistas, professores, investigadores e engenheiros com os decisores políticos e económicos, contactar com os progressos recentes da ciência e tecnologia, mas também aprender mais Matemática, Biologia, Química e Física.
Exceptuando os fins-de-semana, os quais dedicámos a visitar Londres, e também, um pouco por toda a Inglaterra, Stonehenge, vila e a catedral de Salisbury, o palácio e os jardins de Hampton Court e o castelo de Windsor, diariamente pelo menos uma conferência estava agendada. Os oradores eram conceituados e oriundos de inúmeros países, à semelhança do seu público que ocupava um auditório do University College London, o que resultou em abordagens rigorosas, criativas, e divertidas, redobrando o interesse nas demonstrações teóricas e experimentais (e impedindo-nos de adormecer por mais cedo que nos tivéssemos levantado) de temas como os seguintes: “Química da luz”,”Cor, um fenómeno psíquico e físico-químico”, “As propriedades das bolhas de sabão em problemas de optimização rodoviária”, ”Formas e Dimensões Fractais e Sistemas Dinâmicos”, ”Medicina Forense”, ”O sistema Imunitário”,”Células de combustível de Hidrogénio”, “Engenharia de tecidos” e ”Quadrados Musicais”
O Aquecimento global foi o tema deste ano, motivando uma palestra sobre a suas causas, seguida por uma série de debates sobre como minimizar os seus impactos inevitáveis e sobre as possíveis soluções, nas frentes da energia, água, agricultura, defesa costeira, bem como na educação para a sustentabilidade e mudança social.
Uma vez que o ambiente é um dos meus principais interesses, este dia teve um significado especial para mim pois pude aprender muito e partilhar o que já aprendera.
O programa do fórum incluiu também visitas ao Laboratório Nacional de Física (onde aprendemos sobre acústica e identificação biométrica), à célula inglesa da Airbus, em Bristol (onde se testam os materiais para as asas, os sistemas informáticos e de travagem dos novos aviões), ao departamento de química da Universidade de Oxford, ao Museu de História Natural e ao Museu da Ciência, em Londres. Além destas visitas, foram organizadas actividades sociais e culturais: um espectáculo de talentos e outro onde cantámos canções nacionais, a grande corrida do metro londrino e visitas ao teatro e a discotecas.
Assim tornámos nossos os principais objectivos deste fórum: criámos amizades que duram para além daquela quinzena, convivemos com pessoas de diferentes culturas e realidades de todo o mundo que nos surpreenderam pela quer originalidade e imprevisibilidade quer pelo tanto que temos em comum, o que só foi possível porque todos nós tínhamos uma mentalidade aberta e um espírito de nos conhecermos e de discutir pontos de vista. Gerámos portanto muitos debates entre nós (por exemplo sobre a energia nuclear, a situação económica europeia e os conflitos do médio oriente e mediterrâneo). Falávamos sempre em inglês, excepto quando ensinávamos a nossa língua ou aprendíamos uma nova.
Nunca esquecerei esta quinzena. Foi a melhor da minha vida.

Pedro Silva 12º1A

Escola Solar


Lisboa será, pela terceira vez nesta década, a cidade acolhedora do festival de música Rock in Rio. O Patrocinador Social do Rock in Rio Lisboa 2008, a Better World, a Sic Esperança, a Direcção Geral de Energia e Geologia, a Agência para a Energia e os Ministérios da Educação e da Economia lançam um novo desafio às escolas, personificado pelo concurso Escola Solar. Este concurso visa a apresentação de projectos de colaboração ambiental, nomeadamente no que respeita à energia, entre escolas e Instituições Particulares de Solidariedade Social – IPSS. A exemplo do que aconteceu nas edições anteriores a edição 2008 deste festival realizar-se-á no parque da Belavista, frente ao Colégio Valsassina. O Colégio estabelecerá uma parceria com a Junta de Freguesia de Marvila no sentido de passar a ser o mentor das acções ambientais desenvolvidas pelo referido órgão trabalhando assim com diversas IPSS e outras instituições de solidariedade promovendo um melhor ambiente e uma maior sensibilização dos habitantes da freguesia para as questões ambientais. Os 20 melhores projectos receberão 50 bilhetes para o Rock in Rio Lisboa 2008; 50 kits compostos, cada um, por uma t-shirt e um caderno A5 do Rock in Rio; uma placa de condecoração; certificados de participação para todos os envolvidos; instalação de sistemas solares fotovoltaicos até 3,5 kWp complementados com terminal informático que estará ligado aos sistemas de tele-monitorização e que aprovisionará conteúdos de formação no respeitante a energia e alterações climáticas. Os três melhores projectos a nível nacional receberão um financiamento que poderá atingir os 5 000 € por projecto.

António Grilo

Gestão Voluntária de Carbono (GVC) no Colégio Valsassina

Desde há cinco anos, quando o projecto EcoValsassina começou, que as alterações climáticas foram uma componente que desde logo quisemos desenvolver. Porém havia ainda muito para fazer a nível interno e entendemos que esses problemas eram de primordial importância. Ao fim de um ano começámos a tomar medidas que já se direccionavam para a temática das alterações climáticas. Em 2005/2006 o Colégio Valsassina foi convidado para integrar o conjunto de escolas modelo de um projecto pioneiro a nível europeu, desenvolvido pelo Instituto de Ambiente e pelo Instituto Superior Técnico chamado Carbon Force. Foi uma excelente possibilidade de formação para os alunos dos 8º e 10º anos trabalharem sobre as alterações climáticas. Foi igualmente uma excelente oportunidade para o Colégio começar a calcular o seu impacto na pegada carbónica global. E fomos todos surpreendidos. Mas não era suficiente que as medições fossem efectuadas com base no consumo de água, electricidade e gás do Colégio. Assim, no ano lectivo passado, 2006/2007, a Ecoprogresso passou a ser parceira do Colégio Valsassina no que respeita às questões relacionadas com a gestão das emissões da escola. A primeira medida foi a compensação das emissões das visitas de estudo para o exterior do distrito de Lisboa através do investimento em projectos de energias renováveis na Índia e da aquisição de créditos de emissões. A meio do ano, dado o sucesso desta medida, foi alargada a compensação a todas as visitas de estudo. E é assim que no presente ano lectivo se decidiu partir para a criação de ferramentas especificamente apropriadas à realidade do colégio que nos permitam ter a noção real do impacto do Colégio nas emissões de CO2 globais. Em suma, ferramentas que permitam ao Colégio Valsassina gerir autonomamente as suas emissões de uma forma voluntária. Este projecto foi elaborado em conjunto pelo Conselho Eco-Escola e pela Ecoprogresso. O projecto da Gestão Voluntária de Carbono no Colégio Valsassina visa tornar o Colégio numa “low-carbon school” e foi aprovado no passado mês de Outubro pela direcção do Colégio. Para por em prática este projecto será constituída uma equipa carbono a qual receberá formação por parte da Ecoprogresso e será elaborada uma ferramenta que possibilitará ao colégio passar a gerir autonomamente as suas emissões de CO2. Dentro de dois meses esperamos dar a conhecer o primeiro relatório sobre a Pegada Carbónica do Colégio Valsassina.
É mais um projecto em que o Conselho Eco-Escola espera poder contar com todos para que possa ser executado com sucesso.
António Grilo

terça-feira, outubro 30, 2007

Dia Mundial da Poupança: 31 de Outubro

Atenção alunos do 1º e 2º ciclo do ensino básico.
A Caixa Geral de Depósitos convida os jovens de todo o país a entrar no passatempo “O Ciclo da Poupança”.

Trata-se de uma espécie de jogo da glória gigante em que, os jogadores avançam em direcção à meta se responderem acertadamente às perguntas que, nas áreas do Ambiente e da Economia, lhes vão sendo colocadas.
Para mais informações consultar: http://www.cgd.pt/ciclodapoupanca/index.htm

Tendo em conta o trabalho que o Colégio tem desenvolvido em prol de um melhor ambiente desafiamos todos a participar neste concurso.
Por um melhor ambiente, por uma geração ecovalsassina…

segunda-feira, outubro 29, 2007

GEO4

Saiu mais um relatório sobre "o estado do planeta", é o GEO4.


É uma oportunidade para reflectir um pouco mais sobre as nossas atitudes individuais e o que podemos fazer para melhorar o ambiente...

domingo, outubro 28, 2007

EcoValsassina - Cinco anos

E sempre que o Homem sonha
O mundo pula e avança
Como bola colorida
Entre as mãos de uma criança

António Gedeão, A Pedra Filosofal

Arrisco-me a dizer que já ouvi testemunhos sobre tudo um pouco nestes catorze anos enquanto aluno do colégio. Dizem-me aqueles que há mais tempo cá estão que a Educação Ambiental não é uma coisa nova aqui na escola. Folheando esses testemunhos e antigos números da Gazeta Valsassina, acrescentando umas notas da minha memória, posso aperceber-me de que a Educação Ambiental é, de facto, um valor há muito preservado pelo Colégio. Pelo mesmo processo de compilação, noto que o mesmo acontece com o ensino experimental e com o trabalho de projecto.
Estas três componentes foram unidas e integradas no projecto EcoValsassina. Agora que penso nisso, já lá vão cinco anos! Cinco anos passaram desde que, no meu oitavo ano, me apresentaram o projecto Eco-Valsassina e o programa Eco-Escolas. Lembro-me de que ao longo desse ano o professor de ciências teimava em passar trabalhos para este novo projecto cuja metodologia própria tentava também transmitir. Ao princípio parecia repetitivo: todas as aulas havia coisas para falar, para aprender, para trabalhar, para debater, novos desafios para enfrentar no âmbito deste novo projecto. Na altura foi um pouco…porque sim. Decidi fazer parte desta embarcação. De uma embarcação que naquela altura tinha tripulação mas ainda procurava o rumo. O rumo foi fácil de encontrar: trabalhar. Trabalhámos todos afincadamente. Demos o nosso melhor. Foi-se evidenciando a importância mas sobretudo os ideais e princípios em que se sustenta o EcoValsassina. Entendi, finalmente, a importância da Educação Ambiental como meio de formação de novos e melhores cidadãos. Passou a ser para mim uma dupla oportunidade: uma oportunidade de aprender muito sobre preservação ambiental e uma oportunidade para poder actuar, para poder tomar medidas, para poder fazer alguma coisa no sentido da preservação do Planeta Azul. O professor de ciências tinha razão.
No final do ano recebemos o primeiro prémio – a bandeira verde! Ficámos todos muito orgulhosos quando soubemos que o nosso trabalho tinha sido avaliado com nota máxima. O EcoValsassina, que há cinco anos dava os primeiros passos, evoluiu e todas as acções que desenvolvemos tiveram algum resultado, conseguindo, mansamente, melhorar a nossa escola e formar ambientalmente a nossa comunidade escolar, por um melhor ambiente. Hoje a tripulação, já experimentada, é comandada por um respeitado almirante e é magnífico reparar que o nosso colégio está melhor. Os resultados devem-se ao esforço conjunto da comunidade e de uma equipa: o Conselho Eco-Escolas. Esta equipa continuou, continua e continuará a trabalhar como fez nos últimos cinco anos, e é um orgulho ver que continuamos a ser premiados com bandeiras verdes sucessivas, ano após ano, e que o nosso projecto é actualmente uma referência nacional e começa a ser também reconhecido internacionalmente. É gratificante constatar que alguns colegas mais novos começam agora a apostar neste projecto e se interessam por ele. A todos desejo que tenham o mesmo gosto que eu tenho e que se entusiasmem por estar a trabalhar no sentido do bem comum, agindo localmente mas pensando globalmente. Espero que esta equipa possa continuar a contar com todos: alunos, professores, pais, funcionários e direcção para que o Homem possa continuar a sonhar, o mundo possa continuar a pular e as crianças possam continuar a brincar.
António Grilo

sábado, outubro 27, 2007

Livros: novidades a não perder...

Aconselhamos toda a geração EcoValsassina a não perder dois livros lançados recentemente em Portugal.


«Seis Graus - O Nosso Futuro num Planeta em Aquecimento»

Mark Lynas

Num relato quase fotográfico, o novo livro de Mark Lynas apresenta um possível futuro da nossa civilização se o actual ritmo do aquecimento global persistir.


Por muito surrealista que pareça, esta obra não é ficção científica nem sensacionalista. Os seis graus do título referem-se à possibilidade assustadora de as temperaturas médias subirem cerca de seis graus nos próximos cem anos. Os contrastes ambientais serão desmedidos: haverá, por um lado, rios dez vezes maiores do que o Amazonas, mas, por outro, mais de metade da população mundial sofrerá os efeitos da seca. No entanto, apesar de uma visão quase apocalíptica, o autor termina com a apresentação de diversas estratégias que permitem contornar o problema do aquecimento global. Com um pouco de antevisão, alguma estratégia e sorte, podemos pelo menos deter o rumo catastrófico no qual nos temos deixado levar. Mas a altura de agir é agora!

Mark Lynas é um autor britânico, jornalista e activista ambiental focado nas mudanças climatéricas. Colabora para as revistas New Statesman, Ecologist, Granta e Geographical, e para os jornais The Guardian e The Observer no Reino Unido. É licenciado em História e Política pela Universidade de Edimburgo. Nasceu em 1973 e mora em Oxford, na Inglaterra.

«O Mundo sem Nós»

Alan Weisman

Best-seller do New York Times, um livro fundamental para salvar o Planeta.

Se nos retirássemos agora da Terra, definitivamente, o que se passaria? Quais os vestígios do Homem que permaneceriam e quais os que desapareceriam? Como mudaria o planeta?

Numa altura em que vivemos tão preocupados e ansiosos com os efeitos do nosso impacto sobre o clima e o ambiente, este livro oportuno permite-nos ter uma ideia do que deixaríamos realmente como legado da nossa passagem por este planeta.

Regressaria o clima ao que era antes de ligarmos os nossos motores? Conseguiria a Natureza apagar todos os vestígios da civilização humana, incluindo as miríades de produtos sintéticos e de plástico? Por que razão certos edifícios, certas pontes, resistiriam mais à usura do tempo do que outros? O que ficaria da nossa arte? Que animais prosperariam e que raças se extinguiriam?

Alan Weisman convida-nos a uma instrutiva viagem à volta à Terra… sem nós!

(texto: www.fnac.pt)

sexta-feira, outubro 26, 2007

Conselho Eco-Escola: primeira reunião 2007/08



A força motriz do EcoValsassina é o conselho Eco-Escolas.


É o espaço por excelência para o exercício da cidadania ambiental dos elementos da comunidade escolar. O conselho é constituído por professores, funcionários, alunos, estando acima de tudo, aberta a participação de todos quantos desejem fazer algo mais pela nossa escola. Procuramos partilhar ideias, debater estratégias, juntar esforços e organizar actividades acreditando que no final o resultado é maior do que a soma das partes. Trabalhamos para um futuro melhor.




A primeira reunião do conselho 2007/08 teve lugar no passado dia 24 de Outubro e contou com a presença de cerca de 45 elementos da comunidade escolar. Entre as “principais novidades” para este ano destacamos a presença de todos os delegados e/ou subdelegados de turma do 5º ao 12º ano. Por outro lado, foi uma oportunidade para dinamizar métodos interactivos que possibilitaram, um efectivo encontro e troca de ideias/experiências entre os vários actores da escola, o que contribuiu para a criação do chamado capital intelectual e social e, em simultâneo, para o aparecimento de soluções colaborativas (que muitas vezes se revelam inovadoras).


As mais valias criadas por esta metodologia são de extrema importância pois além de poderem identificar soluções mais adequadas, co-responsabilizam os participantes e constroem parcerias criando maiores oportunidades para a implementação de medidas de gestão (Vasconcelos, 2000).

Para além disso, pensamos que desta forma foi possível melhorar a comunicação entre os vários elementos da comunidade educativa, permitir uma melhor aceitação das decisões colectivas e, acima de tudo, aumentar a união desses elementos em torno de uma causa comum.


Bibliografia:

Vasconcelos, L. T. (2000). News Ways in Shaping Local Agendas - the Experience in Implementing Sustainability at the Municipal Level. ACSP Nov 2-5, 2000, Atlanta, Georgia, USA


Vasconcelos, L.T. (2001). O Envolvimento do Cidadão na Conservação da Biodiversidade - Rumo à Democracia Deliberativa. 2º Congresso Nacional da Conservação.


João Gomes

Para onde é que eles estarão a olhar?


Pois é. Não estão a ver futebol nem tão pouco uns novos desenhos animados!...
Estão a assistir ao hastear da Bandeira Verde e à largada de balões verdes e brancos com eco-mensagens, no passado dia 24 de Outubro pelas 15 horas. Um acontecimento diferente, num dia diferente, que decerto ficará na memória de todos como a comemoração de mais uma importante conquista do nosso Colégio. Para o ano, por esta altura, esperamos estar a relatar outra vez o hastear da Bandeira Verde. E ficaremos todos a olhar para cima, mais uma vez. Mas não à espera que um mundo melhor caia do céu. Vamos lutar por isso, com as nossas próprias mãos.
Joana Magalhães da Silva
foto: Marta Magalhães da Silva