sábado, maio 05, 2007

Ordenamento do Território em discussão no Colégio

Integrado na programação das Semanas Verdes 2007, realizou-se no passado dia 2 de Maio uma sessão dedicada ao Ordenamento do Território.
Estiveram presentes o Arq. Ribeiro Teles, a Dra Ana Delgado (da DGOTDU) e o Dr Carlos Costa (presidente da GEOTA). A sessão foi moderada pelos alunos Vera Carvalho e Pedro Silva do 11º 1A.




Carros solares - um trabalho do 8º D

O desenvolvimento de corridas de carros solares remonta a 1980, quando dois australianos, Hans Tholstrup e Larry Perkins, construiram o primeiro carro movimentado pela energia solar.
Em 1981, conduziram o Quiet Achiever (qualquer coisa como o Empreendedor silencioso) entre Perth e Sydney, numa travessia de 4500 km costa a costa. Demorou 20 dias à estonteante velocidade média de 20km/h !

A experiência obtida na concepção e construção de um carrinho com células solares fotovoltaicas pode ser muito enriquecedora para os jovens e para os professores da equipa. As ideias, conceitos e decisões tomadas neste âmbito podem contribuir para complementar as actividades escolares e incutir o sentido de responsabilidade e de desafio em situações práticas.

Neste contexto foi proposto à turma 8º D a construção de carros solares, os quais iriam entrar numa corrida a realizar no dia 3 Maio – Dia do Sol (e dia Eco-Escola – Colégio Valsassina). Desde logo os alunos aderiram à ideia e “meteram mãos à obra”.

O principal objectivo é promover a divulgação das energias renováveis junto das camadas mais jovens, através do envolvimento em actividades de projecto que façam uso de princípios científicos e das suas aplicações tecnológicas, que estimulem o gosto pela actividade experimental e promovam a aquisição de hábitos de cidadania conducentes a um uso mais racional dos recursos energéticos do nosso planeta.

Pretendemos ainda:

Compreender as funções das partes básicas de um veículo

Compreender o funcionamento da célula fotovoltaica sem perigo de voltagem elevada

Dinamizar a participação individual e colectiva a partir da repartição de tarefas na equipa

Desenvolver o conceito de eficiência em diversos aspectos da construção do carrinho, devido à limitação de potência eléctrica imposta pelo funcionamento de células fotovoltaicas sujeitas ao recurso de energia solar varíável ao longo do dia.


Construção dos carros




Alguns carros construídos


O ensaio geral para a corrida

quarta-feira, maio 02, 2007

Saída ao Parque Nacional da Peneda-Gerês

Entre 27 e 30 de Abril realizou-se mais uma saída de campo ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, que contou este ano com a participação de 40 alunos do 10º e 11º ano.

O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) localiza-se na região Norte de Portugal (Minho-Lima, Cávado, Alto Trás-os-Montes) abrangendo os concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço, totalizando uma área de 70 290 ha. Destes, 5 275 ha pertencem ao Estado (Matas Nacionais sob gestão do ICN), 45 577 ha são terrenos baldios e a restante área é propriedade privada. O P.N.P.G. é a única área protegida nacional que possui a categoria de Parque Nacional, o nível mais elevado de classificação das áreas protegidas.

Vasto anfiteatro esculpido por geologias, ventos e águas, o Parque Nacional estende-se do planalto de Castro Laboreiro ao da Mourela, abrangendo as serras da Peneda, do Soajo, Amarela e do Gerês. Nas zonas de altitude são visíveis os efeitos da última glaciação - circos glaciares, moreias, pequenas lagoas e vales em U.
A natureza e orientação do relevo, as variações de altitude e as influências atlântica, mediterrânica e continental traduzem-se na variedade e riqueza do coberto vegetal: matos, carvalhais e pinhais, bosques de bétula ou vidoeiro, abundante vegetação bordejando as linhas de água, campos de cultivo e pastagens. As matas do Ramiscal, de Albergaria, do Cabril, todo o vale superior do rio Homem e a própria Serra do Gerês são u
m tipo de paisagem que dificilmente encontra em Portugal algo de comparável.
Estas serranias já foram solar do Urso pardo e da Cabra montesa. O Lobo vagueia num dos seus raros territórios de abrigo. A Águia-real pontifica no vasto cortejo das aves. Micro-mamíferos vários, caso da Toupeira-de-água, diversidade de répteis e anfíbios e uma fauna ictiológica que inclui a Truta e o Salmão enriquecem o quadro zoológico.
O passado traduz-se nos castelos de Castro Laboreiro e do Lindoso, monumentos megalíticos e testemunhos da ocupação romana. A geira, o antigo caminho que conduzia os legionários de Braga a Astorga, sobrevive num trecho da antiga calçada e nos curiosos marcos miliários. Curiosos povoados, a arquitectura dos socalcos, paradas de espigueiros, a
frescura dos prados de lima, animam um quadro em que a ruralidade ainda está presente.


Inicio do percurso pedestre (junto à albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas).



Em plena Mata de Albergaria.



Visita à Aldeia de Pitões das Júnias.



O Forno Comunitário.... e a compra de pão...

A apresentação dos trabalhos realizados durante esta saída.

O grupo ...

A visita de estudo do Colégio Valsassina ao Parque Nacional da Peneda-Gerês é Carbonfree. Para tal o Colégio compensou as 3 tCO2e associadas, recorrendo à aquisição de licenças de emissão (1 Licença equivale a 1tCO2) e posterior anulação no âmbito do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) a operar no período entre 2008-2012.

Na prática as 3 toneladas retiradas (anuladas) terão de ser efectivamente reduzidas na atmosfera pelas empresas abrangidas pelo CELE.

Desagregação das emissões associadas à visita:
Emissões deslocação (kg CO2) = 2530
Emissões alojamento (kg CO2) = 125,83
Emissão refeições (KgCO2e) = 249,228


segunda-feira, abril 23, 2007

Semanas Verdes - Ateliers

Hoje o dia foi dedicado aos ateliers. Várias actividades foram dinamizadas pelos alunos do 10º ano para os colega do 1º ciclo. A ideia é motivar os colegas mais novos para as questões relacionadas com o ambiente, a ciência e a tecnologia e estimular o ensino pela descoberta...


A compostagem


"Todos somos iguais"
(todos os seres vivos são constituídos por células)


A biodiversidade ao nível microscópico
(os organismos que vivem dentro do compostor e que ajudam na reciclagem dos orgânicos)


"Árvore das Boas Ideias para o Ambiente"
(a ideia é reflectir um pouco sobre o estado do ambiente e qual o papel de cada um enquanto cidadão - as ideias resultantes são penduradas na nossa árvore que assim se vai enchendo de cor)



A pegada ecológica
Qual o impacto dos nossos hábitos diários e estilo de vida no planeta onde vivemos?

sexta-feira, abril 20, 2007

Semanas Verdes - Dia dedicado ao combate às alterações climáticas

As alterações climáticas são o maior desafio do século XXI.

No Colégio Valsassina estamos a desenvolver esforços para combater este problema de todos. Em plenas «Semanas Verdes» o dia 20 de Abril foi o primeiro dirigido para esta problemática. Assim, logo pela manhã a Direcção do Colégio (Dr João Valsassina e Dra Isabel Ferreira) reuniu-se com a Administração da Ecoprogresso (Dr. Gonçalo Cavalheiro) com o objectivo de discutir formas de parceria entre estas duas instituições.

A ideia é assinar um protocolo que tenha por objectivo enquadrar a colaboração entre a Ecoprogresso e o Colégio Valsassina em matérias relacionadas com a gestão da energia e a gestão das emissões de carbono, enquadradas numa filosofia de gestão e num esforço pedagógico de sensibilização para as questões relacionadas com aquele que é considerado o grande desafio ambiental do século XXI, as alterações climáticas.

De seguida realizou-se o primeira painel das Jornadas "Em prol de um desenvolvimento sustentável", sendo o público alvo as turmas do secundário (envolvendo cerca de 80 alunos). O tema em discussão foram as alterações climáticas. Esta sessão teve a moderação de Filipa Louro e André Correia, alunos do 10º 1A.




As alterações climáticas - Eng. Isabel Abreu dos Santos


Combate às alterações climáticas: o papel dos cidadãos e das empresas - Eng. Catarina Furtado, Ecoprogresso


O combate às alterações climáticas no Colégio Valsassina - Joana Silva, 10º 1A e António Grilo, 11º 1A



quarta-feira, abril 18, 2007

Visita ao SOLAR XXI

Integrado no programa das Semanas Verdes 2007, e no âmbito do programa da disciplina de Biologia/Geologia as turmas do 11º ano visitaram o Solar XXI, do INETI.

O Edifício Solar XXI é um edifício com funções de serviços (salas e gabinetes de trabalho) e laboratórios, com uma área total de 1500 m dividida por 3 pisos, um dos quais semi-enterrado. Apresenta uma distribuição dos espaços interiores onde as salas de ocupação permanente se localizam na frente orientada a Sul, de forma a tirar partido da insolação directa e assim promover ganhos de calor no Inverno. As zonas localizadas a Norte do edifício são ocupadas por espaços laboratoriais e salas para grupos de trabalho cuja ocupação é de carácter menos permanente.
A ideia inicial e objectivo central do projecto, é que o edifício possa responder positivamente às solicitações do clima de Lisboa, e que as condições de conforto térmico no seu interior sejam satisfeitas durante todo o ano.
O edifício foi concebido numa lógica integradora de várias estratégias que no seu conjunto irão determinar o seu comportamento térmico final.
Este pressuposto, conduziu desde logo a dois príncipios básicos:
1) Optimização da qualidade da sua envolvente
2) Potenciar os ganhos solares no edifício






sábado, abril 14, 2007

Semanas Verdes 2007 - o primeiro dia

Começaram as Semanas Verdes...

Como forma de assinalar este primeiro dia realizou-se no Colégio Valsassina a peça de teatro Movimento Reciclante, da companhia Palco Oriental.

Assistiram cerca de 400 alunos (turmas dos 5 anos; do 3º e 4º ano do 1º ciclo; do 5º ano; e do 7º ano).

Esta acção teve o apoio da Câmara Municipal de Lisboa - Divisão de sensibilização e educação sanitária.





sexta-feira, abril 13, 2007

Final das Olimpíadas do Ambiente 2007

Mais uma vez o Colégio Valsassina estará presente na Final Nacional das Olimpíadas do Ambiente. São 5 os alunos do colégio apurados, para uma competição que contou com a participação de cerca de 21000 alunos de todas as partes do país:
  • Marta Magalhães da Silva - Categoria A (3º ciclo)
  • Joana Magalhães da Silva - Categoria B (secundário)
  • Ana Filipa Louro - Categoria B (secundário)
  • António Grilo - Categoria B (secundário)
  • Joana Catarina Silva - Categoria B (secundário)

É com orgulho que o Colégio recebeu a notícia do apuramento destes alunos, os quais se encontram entre os 30 melhores a nível nacional na sua categoria.

A final realizar-se-à no fim-de-semana de 4 a 6 de Maio. Aqui os finalistas realizarão um teste escrito com questões de escolha múltipla, uma prova oral em grupo, participarão num conjunto de actividades práticas (feira de experiências laboratoriais e descoberta de uma zona protegida) e um colóquio/debate na sessão solene de entrega de prémios.
Os vencedores poderão ser posteriormente contactados pelos Serviços de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian para participar no London International Youth Science Forum.

Para mais informações consultar: http://www.esb.ucp.pt/olimpiadas/

sexta-feira, março 23, 2007

Semanas Verdes 2007


13 de Abril a 10 de Maio 2007

“Não herdámos a Terra dos nossos pais, pedimo-la emprestada aos nossos filhos …”

Programa provisório

Conferências

  • Espécies ameaçadas em Portugal (1º ciclo)
  • Biotecnologia, 2 Maio, 12:05 h (secundário)
  • Jornadas: Em prol de um desenvolvimento sustentável (secundário)

o Painel: Alterações climáticas, 20 Abril, 10:20 h

      • As alterações climáticas – Eng. Isabel Abreu Santos
      • O papel das empresas e dos cidadãos: a Compensação de Emissões de CO2 - Ecoprogresso
    • Painel: Ordenamento do Território, 2 Maio, 14:45 h

      • Ordenamento do território no dia-a-dia – Arq. Ribeiro Teles
      • Ordenamento do território – Dra Ana Delgado
A verdade inconveniente explicada às crianças e jovens (4º e 7º ano)

Apresentações a Pais
Ateliers
Ateliers dinamizados por alunos do 3º ciclo e secundário para os colegas mais novos
  • A Pegada Ecológica (11º)
  • Biodiversidade (10º)
  • Como é constituído o nosso corpo? (10º)
  • Compostagem (10º)
  • Energia / Carros solares (8º D)
  • Calculadora de CO2 (8º B, 11º)

Exposições

  • Trabalhos de alunos (do jardim de infância ao secundário)
  • “Esculturas” (trabalhos de reutilização e reciclagem)
  • A Carta da Terra (alunos do 1º ciclo e 8º ano)
  • Alterações climáticas (exposição do Inst. Ambiente)
    • Mostra de BD multimédia sobre alterações climáticas
  • Carros solares (8º D)
  • Relógio de Sol (8º C)
  • Forno solar (1º ano)
  • Eco-Mostra (empresas; ONG’s; outros)

Saídas / Visitas

  • Solar XXI, Um edifício energeticamente eficiente em Portugal, INETI, 11º, (16 Abril
  • Tapada de Mafra, 10º 1A, 17 Abril
    • Saída Carbonfree, neutra em carbono
  • Saída de campo ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, 10º e 11º (27 a 30 Abril
    • Saída Carbonfree, neutra em carbono (Compensação de 4 ton CO2 – projecto de sequestro de carbono na Mata de Albergaria, Parque Nacional da Peneda-Gerês)
  • Explorador por uma hora - Parque Florestal do Monsanto, 1º ano, 3 e 8 Maio

Animações

13 Abril - Peça de teatroMovimento Reciclante, apresentado pela companhia Palco Oriental

Apoio: CML – Divisão de Sensibilização e Educação Sanitária

8 e 10 Maio - LX Games

Dinamizado por CML – Divisão de Sensibilização e Educação Sanitária, 7º ano


Campanhas / Sensibilização

  • Árvore das “boas ideias” para o ambiente
  • Eco-Ponto de mensagens (EMRC; Ciências Naturais; Área-Projecto)
  • Sensibilização de toda a escola: cartazes nas portas das salas com dados/frases sobre ambiente no mundo ou no Colégio
  • Campanha de combate às alterações climáticas
  • Colocação de faixas nos recreios
  • Acção “Sem lixo no chão, o nosso pátio tem outra música!” (Ass. Estudantes)
  • Vamos adoptar uma árvore do jardim botânico

3 Maio - Dia do Sol

“DIA do SOL”/Dia de combate às Alterações Climáticas – Dia Eco-Escola

  • Exposições
  • Campanhas de sensibilização
    • Água
    • Energia/eficiência energética
      • Destinatários: alunos, funcionários, professores, pais…
  • Corrida de carros solares (alunos do 8º ano)
  • Mostra de forno solar (alunos 1º ano) - Vamos assar maçãs para o almoço!

Informação

  • Apresentação da Carta Ambiental do Colégio Valsassina
  • Edição de uma Newsletter “Geração EcoValsassina”

Concursos / Participações
  • Participação no concurso “Todos ao Parque” (RTP1), 6º ano – 16 Abril
  • Participação na actividade EMRC “Amar a Terra servir a vida” (Santuário de Fátima) – 19 Abril
  • Participação na Bio 10/11 (Universidade de Aveiro), secundário – 4 Maio
  • Participação na 2ª eliminatória das Olimpíadas de Biotecnologia
  • Lançamento do concurso Eco-aluno/eco-família (turmas 8º ano)

quinta-feira, março 22, 2007

Carta da Terra

A Carta da Terra é um excelente exemplo duma concepção dos princípios fundamentais necessários à construção dum mundo de equidade, sustentável e pacífico, sendo reconhecida pela 32ª Conferência Geral da UNESCO, em Outubro de 2003, como um enquadramento ético importante para o desenvolvimento sustentável e uma ferramenta para o ensino de valores.

A elaboração da Carta da Terra iniciou-se na Cimeira da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992. Após um processo de consulta/discussão intercultural ao longo de mais de uma década, realizado a nível mundial foi possível passar à redacção final.

Estando em plena década das nações unidas para a educação para o desenvolvimento sustentável pareceu-nos ser o momento ideal para se proceder a uma análise dos 16 princípios desta carta.

Assim, foi proposto aos alunos do 8º ano (de todas as turmas) que procedessem à leitura, interpretação e, por fim, ilustração de um dos princípios da Carta da Terra.

Aqui mostramos um pouco do produto final…


Carta da Terra

Preâmbulo

Estamos num momento crítico da história da Terra, numa época em que a humanidade tem de escolher o seu futuro. À medida que o mundo se torna cada vez mais interdependente e frágil, o futuro encerra, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para avançar, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana, e uma só comunidade na Terra, com um destino comum. Devemos conjugar forças para gerar uma sociedade global sustentável, baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica, e numa cultura da paz. Para alcançar este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para os outros, para com a grande comunidade da vida, e para com as gerações futuras.

Desafios para o futuro

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou pôr em risco a nossa existência e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais nos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas estiverem ao alcance de todos, o desenvolvimento humano estará voltado, primariamente, a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer todos e reduzir os impactes sobre o ambiente. O crescimento de uma sociedade civil global está a criar novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Os nossos desafios em questões ambientais, económicas, políticas, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos estabelecer soluções que incluam todos estes aspectos.

terça-feira, março 20, 2007

Ocupação antrópica na faixa litoral norte de Portugal

Costa de Caparica - Ocupação antrópica

Ocupação antrópica consiste na ocupação de grandes zonas da superfície terrestre pelo Homem com consequente modificação das paisagens naturais. Na faixa litoral Norte, no Bairro de Paramos, esta ocupação foi efectuada no litoral, tornando-se perigoso para a população, uma vez que ocorreu evolução do litoral.

A evolução do litoral (avanço do mar, e consequente recuo da linha de costa) tanto pode ter causas naturais, como antrópicas, sendo estas últimas as mais significativas.

Algumas causas naturais são a alternância entre períodos de glaciação e interglaciação e deformação das margens continentais provocada por movimentos tectónicos.

Relativamente às causas antrópicas estas incluem, entre outras, o agravamento do efeito de estufa provocado pelo excesso de produção de CO2 (e consequente aumento do nível médio da água do mar), a diminuição da quantidade de sedimentos devido à construção de barragens nos rios, a destruição de dunas e a extracção de inertes para a construção civil.

Como se verificou no bairro de Paramos, a ocupação de zonas muito próximas do litoral, pode ter perigosas consequências, pois interfere no equilíbrio do sistema dinâmico que é o litoral, causando perturbações muitas vezes catastróficas e irreparáveis.

Existem algumas medidas, consideradas preventivas, mas que por vezes ainda agravam mais o problema de erosão e destruição da costa. Uma delas é a construção de estruturas transversais (esporões) ou paralelas à linha de costa (paredões). Para além de caras são más para o litoral pois, apesar de resolver o problema numa zona, vêm agravar a situação nos locais adjacentes.

Outra maneira de prevenir uma excessiva e desordenada ocupação do litoral é através da introdução criação de planos de ordenamento e de intervenção na orla costeira. Destacam-se o POOC e Programa FINISTERRA. Apesar de constituírem um importante passo para a resolução deste problema, ainda existem muitos obstáculos à sua implementação, e muitas vezes são de difícil cumprimento. Na faixa litoral Norte, é especialmente notória a falta de cumprimento destes planos (veja-se o exemplo do bairro de Paramos).

O bairro de Paramos constitui um exemplo do que as pressões urbanísticas na faixa litoral (nomeadamente Norte) podem provocar. O litoral é um sistema dinâmico, e a intervenção descuidada do Homem afecta o seu equilíbrio, resultando em perturbações irreparáveis. Para tal ser evitado existem um conjunto de medidas que podem ser tomadas. Contudo, é necessário ter cuidado para que as supostas “medidas preventivas” não agravem ainda mais a situação.

João Miguel Bezelga, 11º 1B

Ocupação antrópica das bacias hidrográficas – o exemplo das barragens

Barragem do Alqueva

Em todos os subsistemas da Terra – atmosfera, hidrosfera, geosfera e biosfera há intervenção do Homem. No caso particular da hidrosfera, em concreto das barragens há vários aspectos a ter em conta relativamente ao impacto da construção de uma barragem nos ecossistemas que a envolvem.

Começando por alguns conceitos que convém não esquecer para melhor compreender este tema gostaria de relembrar o conceito de rio como um curso de água de caudal variável que desagua noutro curso, num lago, ou no mar; o de rede hidrográfica como o conjunto formado por um rio e seus afluentes e por fim o de bacia hidrográfica como o conjunto formado pela rede hidrográfica quando somada com toda a área geográfica cujos aquíferos se dirigem para um dado rio.

Entendemos por barragem uma construção de grande porte que tem como objectivo elevar o nível natural das águas de um rio para melhor explorar essas mesmas águas. Porém há vários aspectos a ter em conta na construção de uma barragem por um lado é necessário ponderar os aspectos a favor e contra e por outro há certos obstáculos que podem dificultar a construção de uma barragem. Começando por estes últimos serão de destacar: o interesse por parte das empresas que monopolizam o mercado das energias e às quais não interessa que se verifique um aumento no mercado das energias renováveis e consequente diminuição do mercado da energia retirada dos combustíveis fósseis; os custos de manutenção; os custos das novas tecnologias associadas à produção de energia hidroeléctrica e por último a corrupção. Seguidamente devem ser apreciados os referidos prós e contras da construção da barragem: a favor evidenciam-se o facto de ser uma forma limpa de produzir; o armazenamento de água para vários aproveitamentos como abastecimento de povoações e rega; o facto de regularizar o caudal a jusante evitando inundações. Contra sobressaem os impactos que tem na paisagem, ao nível do relevo e das florestas, os impactos nas migrações de espécies; impedem os peixes de subirem os rios não podendo estes chegar aos locais de desova; e por fim aumentam os depósitos de sedimentos a montante o que leva à não reposição dos sedimentos costeiros por parte, por exemplo do silte que fica retido na barragem.

Finalmente não podemos esquecer-nos de toda a ocupação das zonas circundantes da barragem, a saber: construção de empreendimentos hoteleiros nas encostas circundantes, criação de clubes promotores de actividades náuticas utilizando as águas da barragem.

Concluindo, o ser humano necessita de ocupar mas há que ponderar correctamente todas as razões favoráveis e desfavoráveis com vista a uma ocupação racional e sustentável dos subsistemas terrestres.


António Lima Grilo, 11º 1A

segunda-feira, março 19, 2007

Emissões de CO2, por país, em tempo real

A não perder…

…emissões de CO2 em cada país em tempo real !...



Ficamos, por exemplo, a saber que são emitidas 1000 toneladas de CO2 em cada:

- 8,4 minutos em Portugal

- 1,7 minutos em Espanha

- 5,4 segundos nos Estados Unidos

- 277,8 horas na Somália

- 60 minutos no Sudão

- 9,2 segundos na China

Tem ainda dados sobre a população de todos os países do mundo.

Resultados da 2ª eliminatória das Olimpíadas do Ambiente 2006/07

As XII Olimpíadas do Ambiente (OA) são um concurso de problemas e questões dirigido aos alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade do ensino diurno e nocturno de escolas públicas, privadas ou do ensino cooperativo no território nacional, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Esta iniciativa é coordenada por uma equipa multidisciplinar composta por elementos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza e do Zoomarine - Mundo Aquático SA.

A primeira eliminatória realizou-se no passado dia 11 de Janeiro. A nível nacional participaram cerca de 21 000 alunos, 110 dos quais do Colégio Valsassina. Destes, foram apurados, para a 2ª eliminatória, 22 alunos (9 na categoria A e 13 na categoria B). De referir que, na lista dos 200 melhores nacionais na 1ª eliminatória, por categoria, estão 16 alunos do Valsassina (6 na categoria A e 10 na categoria B). Verificou-se ainda que as alunas Joana Silva e Filipa Louro obtiveram a melhor pontuação nacional na categoria B, nesta eliminatória.

A 2ª eliminatória realizou-se no passado dia 15 de Março, sendo os resultados que apresentamos de seguida referem-se apenas às questões de escolha múltipla (um total de 50), sendo que as duas perguntas de desenvolvimento serão corrigidas pela organização das OA.

Categoria A (3º ciclo)

  • Marta Magalhães da Silva, 8º A (42 pontos)
  • Joana Guerreiro, 8º D (33 pontos)
  • José Maria Pato, 9º C (33 pontos)
  • Rita Robalo, 8º D (32 pontos)
  • João Eduardo Ferreira, 9º C (32 pontos)
  • Ana Catarina Nunes, 8º C (30 pontos)
  • José Sequeira, 8º D (29 pontos)
  • Pedro Fonseca, 9º C (27 pontos)
  • Catarina Macedo, 8º B (26 pontos)

Categoria B (Secundário)

  • Joana Magalhães da Silva, 10º 1A (45 pontos)
  • Ana Filipa Louro, 10º 1A (43 pontos)
  • António Lima Grilo, 11º 1A (41 pontos)
  • Inês Serrão, 10º 1A (36 pontos)
  • João Miguel Bezelga, 11º 1B (35 pontos)
  • Vera Carvalho, 11º 1A (34 pontos)
  • Isabel Campos Pinto, 10º 1A (34 pontos)
  • Gonçalo Correia Pinto, 10º 1A (34 pontos)
  • João Pedro Palma, 10º 1A (32 pontos)
  • Luís Pedro Oliveira, 11º 1B (30 pontos)
  • Joana Catarina da Silva, 11º 1A (29 pontos)
  • Francisco Sousa, 11º 1B (29 pontos)

A Final Nacional realizar-se-á de 4 a 6 Maio, no Zoomarine, Albufeira. Em cada categoria serão admitidos à final os 30 concorrentes que tenham obtido as melhores pontuações. Nos Distritos/Ilhas em que, através deste critério de selecção, não haja nenhum seleccionado para a Final em cada categoria, será igualmente admitido o/a melhor aluno/a para a respectiva categoria, desde que a sua pontuação não seja inferior a 10% da pontuação máxima da prova. Os casos de empate serão decididos pela Comissão Organizadora.

Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadas/

segunda-feira, março 05, 2007

Eu acredito ...

Estávamos no 8º ano, numa aula de ciências e tudo começou…

Provavelmente não tínhamos consciência da importância que viriam a ter aqueles trabalhos de grupo que nos pediram para fazer. Desde temas como o aumento do efeito de estufa, as chuvas ácidas, a destruição da camada do ozono ou a poluição começamos a perceber que o nosso planeta estava seriamente afectado.

Nesse mesmo ano o colégio aderiu ao programa Eco-Escolas, onde participámos na construção de um plano de acção, entre outras coisas, para um ambiente melhor. As escolhas que cumprirem certos requisitos ganham um certificado e uma bandeira verde. A partir daí a educação ambiental começou a chegar a todos: trabalhos, exposições, visitas de estudo, conferências, etc.

Actualmente o maior problema com que nos deparamos são as alterações climáticas, como consequência da elevada emissão de gases e consequente aumento do efeito de estufa. Ao contrário do que muitos pensam o efeito de estufa é uma coisa boa, é graças a ele que a Terra tem as temperaturas favoráveis que tem, o problema actualmente resulta do seu aumento drástico devido às actividades humanas.

No ano passado o colégio aderiu a outro projecto, o Carbon-Force. Principalmente com a auditoria energética feita às instalações da escola conseguimos perceber que realmente se gasta muita energia e que isso reverte numa elevada produção de CO2 para a atmosfera.

Com o aumento da temperatura média do planeta, as calotes polares têm vindo a derreter o que se vai reflectir no aumento do nível médio das águas do mar e consequentes inundações das costas litorais. Outro problema das alterações climáticas é a ocorrência de fenómenos extremos. As regiões mais quentes estão a tornar-se desérticas. O clima tropical está a transpor-se para a Europa o que pode trazer doenças tropicais como por exemplo o dengue.

Na nossa escola a aceitação destes problemas é real e sentimos todos uma grande preocupação. Desenvolvemos campanhas de sensibilização e actividades para soluções com o pretexto agir localmente, pensar globalmente. Desenvolvemos actividades para a escola ser mais eficiente energeticamente e, a última inovação é tornarmo-nos neutros em emissões de CO2. Foi criada a Taxa de Carbono e através dela as visitas de estudo são compensadas em projectos de redução.

O grande drama das alterações climáticas é a “irrealidade” que muitas pessoas pensam que é, não acreditando no perigo nem nas consequências. Além disso, para diminuir os impactos existem dificuldades económicas onde se inclui o petróleo: recurso não renovável que num futuro próximo estará esgotado. Actualmente as empresas petrolíferas estão milionárias e não querem perder esses lucros. Existem as dificuldades tecnológicas, muitos processos continuam a ser bastante poluentes não usando tecnologias limpas e é difícil de mudar os hábitos de uma população mal informada assim de um dia para outro, é necessário tempo e o ambiente não pode esperar. Existem também dificuldades no domínio político.

Temos de pensar na Terra como um sistema único e tomar medidas com visões globais da situação…

Eu interesso-me pelo o ambiente, eu luto em prol do futuro, eu acredito…

Vera Carvalho, 11º 1A

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Ecologia e Respeito Social

Desde alguns anos a esta parte, a ecologia tem andado na ribalta como se, de repente, nos lembrasse-mos de que temos um planeta e de que se queremos lega-lo aos nossos descendentes convém preservá-lo.

Há, no entanto, ao nível social, uma questão que deve ser resolvida antes da preocupação ecológica. Essa é a eterna questão do respeito. Isto é, por exemplo: antes de educar a população a separar os resíduos em diferentes caixotes com vista à sua melhor gestão, é necessário disciplinar a população no sentido de que o lixo se coloca no caixote e não no chão. Do mesmo modo, antes de se ensinar que se devem substituir as lâmpadas de incandescência por lâmpadas economizadoras de energia é necessário transmitir o valor da energia, porque sem ele não se vê, de facto, qualquer necessidade em substituir as lâmpadas. Sem se explicar quais os efeitos, aliás nefastos, que uma simples pilha pode ter no ambiente porque não colocá-la no lixo dito normal? Sem saber qual o caminho seguido pelos lixos separados e não separados porque não juntar tudo, o que, aliás, é bem mais fácil? O que quero dizer é que antes de nos empenharmos em educar ambientalmente os cidadãos (tarefa que aliás julgo ser de extrema importância) devemos emprenhar-nos em mostrar-lhes quais as bases que estão por detrás dessa educação. Trata-se, no fundo, de uma questão de respeito: respeito pelas gerações futuras, respeito pelas gerações actuais, respeito pelos demais cidadãos, da mesma forma que respeitamos os membros do nosso agregado familiar. Sim, porque não creio que algum de nós deite lixo para o chão em sua casa, beatas de tabaco sobre os sofás, ou queime o chão. Se assim é, porquê fazê-lo na nossa grande casa, que é o nosso planeta? Não é o que vemos todos os dias? Não vemos cidadãos, ou ditos cidadãos, a fazer tudo isto ao nosso planeta? Urge por isso uma tomada de posição para que a educação ambiental sofra duas alterações que, na minha forma de ver, dificultam em larga escala o trabalho de qualquer professor: em primeiro lugar devemos ver a ecologia (que aliás é a ciência que trata das interacções entre seres) como uma questão de respeito nas relações entre os cidadãos e destes com o meio que os rodeia. A segunda alteração é o descer desta forma de educação a todas as camadas sociais. Isto é: em vez da educação ambiental ser motivo de aulas nas escolas e universidades, conferências restritas, congressos elitistas e debates incompreensíveis deveria ser um tema tornado público com papel interventivo dado aos cidadãos e divulgado copiosamente nos meios de comunicação.

Em conclusão a ecologia e a educação ambiental não devem ser áreas de elitismo para os profissionais ou interessados nessa temática mas antes uma área de acção de toda a população e acima de tudo a nova forma de respeito social, nas sociedades sustentáveis do século XXI.

António Grilo
11º 1A