A não perder ...
A grande finalidade do Projecto Educativo do Colégio Valsassina é a de uma Educação globalizante, para a diferença e para a mudança. Como Eco-Escola toda a comunidade participa em torno do mesmo objectivo: um melhor ambiente! Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova veneração face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.
O desenvolvimento de corridas de carros solares remonta a 1980, quando dois australianos, Hans Tholstrup e Larry Perkins, construiram o primeiro carro movimentado pela energia solar.
Em 1981, conduziram o Quiet Achiever (qualquer coisa como o Empreendedor silencioso) entre Perth e Sydney, numa travessia de
A experiência obtida na concepção e construção de um carrinho com células solares fotovoltaicas pode ser muito enriquecedora para os jovens e para os professores da equipa. As ideias, conceitos e decisões tomadas neste âmbito podem contribuir para complementar as actividades escolares e incutir o sentido de responsabilidade e de desafio em situações práticas.
Neste contexto foi proposto à turma 8º D a construção de carros solares, os quais iriam entrar numa corrida a realizar no dia 3 Maio – Dia do Sol (e dia Eco-Escola – Colégio Valsassina). Desde logo os alunos aderiram à ideia e “meteram mãos à obra”.
O principal objectivo é promover a divulgação das energias renováveis junto das camadas mais jovens, através do envolvimento em actividades de projecto que façam uso de princípios científicos e das suas aplicações tecnológicas, que estimulem o gosto pela actividade experimental e promovam a aquisição de hábitos de cidadania conducentes a um uso mais racional dos recursos energéticos do nosso planeta.
Pretendemos ainda:
• Compreender as funções das partes básicas de um veículo
• Compreender o funcionamento da célula fotovoltaica sem perigo de voltagem elevada
• Dinamizar a participação individual e colectiva a partir da repartição de tarefas na equipa
• Desenvolver o conceito de eficiência em diversos aspectos da construção do carrinho, devido à limitação de potência eléctrica imposta pelo funcionamento de células fotovoltaicas sujeitas ao recurso de energia solar varíável ao longo do dia.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) localiza-se na região Norte de Portugal (Minho-Lima, Cávado, Alto Trás-os-Montes) abrangendo os concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço, totalizando uma área de
Vasto anfiteatro esculpido por geologias, ventos e águas, o Parque Nacional estende-se do planalto de Castro Laboreiro ao da Mourela, abrangendo as serras da Peneda, do Soajo, Amarela e do Gerês. Nas zonas de altitude são visíveis os efeitos da última glaciação - circos glaciares, moreias, pequenas lagoas e vales em U.
A natureza e orientação do relevo, as variações de altitude e as influências atlântica, mediterrânica e continental traduzem-se na variedade e riqueza do coberto vegetal: matos, carvalhais e pinhais, bosques de bétula ou vidoeiro, abundante vegetação bordejando as linhas de água, campos de cultivo e pastagens. As matas do Ramiscal, de Albergaria, do Cabril, todo o vale superior do rio Homem e a própria Serra do Gerês são um tipo de paisagem que dificilmente encontra em Portugal algo de comparável.
Estas serranias já foram solar do Urso pardo e da Cabra montesa. O Lobo vagueia num dos seus raros territórios de abrigo. A Águia-real pontifica no vasto cortejo das aves. Micro-mamíferos vários, caso da Toupeira-de-água, diversidade de répteis e anfíbios e uma fauna ictiológica que inclui a Truta e o Salmão enriquecem o quadro zoológico.
O passado traduz-se nos castelos de Castro Laboreiro e do Lindoso, monumentos megalíticos e testemunhos da ocupação romana. A geira, o antigo caminho que conduzia os legionários de Braga a Astorga, sobrevive num trecho da antiga calçada e nos curiosos marcos miliários. Curiosos povoados, a arquitectura dos socalcos, paradas de espigueiros, a frescura dos prados de lima, animam um quadro em que a ruralidade ainda está presente.
Na prática as 3 toneladas retiradas (anuladas) terão de ser efectivamente reduzidas na atmosfera pelas empresas abrangidas pelo CELE.
Desagregação das emissões associadas à visita:
Emissões deslocação (kg CO2) = 2530
Emissões alojamento (kg CO2) = 125,83
Emissão refeições (KgCO2e) = 249,228


13 de Abril a 10 de Maio 2007
“Não herdámos a Terra dos nossos pais, pedimo-la emprestada aos nossos filhos …”
Programa provisório
Conferências
o Painel: Alterações climáticas, 20 Abril, 10:20 h
Exposições
13 Abril - Peça de teatro – Movimento Reciclante, apresentado pela companhia Palco Oriental
Apoio: CML – Divisão de Sensibilização e Educação Sanitária
Dinamizado por CML – Divisão de Sensibilização e Educação Sanitária, 7º ano
A Carta da Terra é um excelente exemplo duma concepção dos princípios fundamentais necessários à construção dum mundo de equidade, sustentável e pacífico, sendo reconhecida pela 32ª Conferência Geral da UNESCO, em Outubro de 2003, como um enquadramento ético importante para o desenvolvimento sustentável e uma ferramenta para o ensino de valores.
A elaboração da Carta da Terra iniciou-se na Cimeira da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992. Após um processo de consulta/discussão intercultural ao longo de mais de uma década, realizado a nível mundial foi possível passar à redacção final.
Estando em plena década das nações unidas para a educação para o desenvolvimento sustentável pareceu-nos ser o momento ideal para se proceder a uma análise dos 16 princípios desta carta.
Assim, foi proposto aos alunos do 8º ano (de todas as turmas) que procedessem à leitura, interpretação e, por fim, ilustração de um dos princípios da Carta da Terra.
Aqui mostramos um pouco do produto final…
Carta da Terra
Preâmbulo
Estamos num momento crítico da história da Terra, numa época em que a humanidade tem de escolher o seu futuro. À medida que o mundo se torna cada vez mais interdependente e frágil, o futuro encerra, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para avançar, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana, e uma só comunidade na Terra, com um destino comum. Devemos conjugar forças para gerar uma sociedade global sustentável, baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica, e numa cultura da paz. Para alcançar este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para os outros, para com a grande comunidade da vida, e para com as gerações futuras.
Desafios para o futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou pôr em risco a nossa existência e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais nos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas estiverem ao alcance de todos, o desenvolvimento humano estará voltado, primariamente, a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer todos e reduzir os impactes sobre o ambiente. O crescimento de uma sociedade civil global está a criar novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Os nossos desafios em questões ambientais, económicas, políticas, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos estabelecer soluções que incluam todos estes aspectos.