quinta-feira, março 22, 2007

Carta da Terra

A Carta da Terra é um excelente exemplo duma concepção dos princípios fundamentais necessários à construção dum mundo de equidade, sustentável e pacífico, sendo reconhecida pela 32ª Conferência Geral da UNESCO, em Outubro de 2003, como um enquadramento ético importante para o desenvolvimento sustentável e uma ferramenta para o ensino de valores.

A elaboração da Carta da Terra iniciou-se na Cimeira da Terra, no Rio de Janeiro, em 1992. Após um processo de consulta/discussão intercultural ao longo de mais de uma década, realizado a nível mundial foi possível passar à redacção final.

Estando em plena década das nações unidas para a educação para o desenvolvimento sustentável pareceu-nos ser o momento ideal para se proceder a uma análise dos 16 princípios desta carta.

Assim, foi proposto aos alunos do 8º ano (de todas as turmas) que procedessem à leitura, interpretação e, por fim, ilustração de um dos princípios da Carta da Terra.

Aqui mostramos um pouco do produto final…


Carta da Terra

Preâmbulo

Estamos num momento crítico da história da Terra, numa época em que a humanidade tem de escolher o seu futuro. À medida que o mundo se torna cada vez mais interdependente e frágil, o futuro encerra, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para avançar, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana, e uma só comunidade na Terra, com um destino comum. Devemos conjugar forças para gerar uma sociedade global sustentável, baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica, e numa cultura da paz. Para alcançar este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para os outros, para com a grande comunidade da vida, e para com as gerações futuras.

Desafios para o futuro

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou pôr em risco a nossa existência e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais nos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas estiverem ao alcance de todos, o desenvolvimento humano estará voltado, primariamente, a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer todos e reduzir os impactes sobre o ambiente. O crescimento de uma sociedade civil global está a criar novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Os nossos desafios em questões ambientais, económicas, políticas, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos estabelecer soluções que incluam todos estes aspectos.

terça-feira, março 20, 2007

Ocupação antrópica na faixa litoral norte de Portugal

Costa de Caparica - Ocupação antrópica

Ocupação antrópica consiste na ocupação de grandes zonas da superfície terrestre pelo Homem com consequente modificação das paisagens naturais. Na faixa litoral Norte, no Bairro de Paramos, esta ocupação foi efectuada no litoral, tornando-se perigoso para a população, uma vez que ocorreu evolução do litoral.

A evolução do litoral (avanço do mar, e consequente recuo da linha de costa) tanto pode ter causas naturais, como antrópicas, sendo estas últimas as mais significativas.

Algumas causas naturais são a alternância entre períodos de glaciação e interglaciação e deformação das margens continentais provocada por movimentos tectónicos.

Relativamente às causas antrópicas estas incluem, entre outras, o agravamento do efeito de estufa provocado pelo excesso de produção de CO2 (e consequente aumento do nível médio da água do mar), a diminuição da quantidade de sedimentos devido à construção de barragens nos rios, a destruição de dunas e a extracção de inertes para a construção civil.

Como se verificou no bairro de Paramos, a ocupação de zonas muito próximas do litoral, pode ter perigosas consequências, pois interfere no equilíbrio do sistema dinâmico que é o litoral, causando perturbações muitas vezes catastróficas e irreparáveis.

Existem algumas medidas, consideradas preventivas, mas que por vezes ainda agravam mais o problema de erosão e destruição da costa. Uma delas é a construção de estruturas transversais (esporões) ou paralelas à linha de costa (paredões). Para além de caras são más para o litoral pois, apesar de resolver o problema numa zona, vêm agravar a situação nos locais adjacentes.

Outra maneira de prevenir uma excessiva e desordenada ocupação do litoral é através da introdução criação de planos de ordenamento e de intervenção na orla costeira. Destacam-se o POOC e Programa FINISTERRA. Apesar de constituírem um importante passo para a resolução deste problema, ainda existem muitos obstáculos à sua implementação, e muitas vezes são de difícil cumprimento. Na faixa litoral Norte, é especialmente notória a falta de cumprimento destes planos (veja-se o exemplo do bairro de Paramos).

O bairro de Paramos constitui um exemplo do que as pressões urbanísticas na faixa litoral (nomeadamente Norte) podem provocar. O litoral é um sistema dinâmico, e a intervenção descuidada do Homem afecta o seu equilíbrio, resultando em perturbações irreparáveis. Para tal ser evitado existem um conjunto de medidas que podem ser tomadas. Contudo, é necessário ter cuidado para que as supostas “medidas preventivas” não agravem ainda mais a situação.

João Miguel Bezelga, 11º 1B

Ocupação antrópica das bacias hidrográficas – o exemplo das barragens

Barragem do Alqueva

Em todos os subsistemas da Terra – atmosfera, hidrosfera, geosfera e biosfera há intervenção do Homem. No caso particular da hidrosfera, em concreto das barragens há vários aspectos a ter em conta relativamente ao impacto da construção de uma barragem nos ecossistemas que a envolvem.

Começando por alguns conceitos que convém não esquecer para melhor compreender este tema gostaria de relembrar o conceito de rio como um curso de água de caudal variável que desagua noutro curso, num lago, ou no mar; o de rede hidrográfica como o conjunto formado por um rio e seus afluentes e por fim o de bacia hidrográfica como o conjunto formado pela rede hidrográfica quando somada com toda a área geográfica cujos aquíferos se dirigem para um dado rio.

Entendemos por barragem uma construção de grande porte que tem como objectivo elevar o nível natural das águas de um rio para melhor explorar essas mesmas águas. Porém há vários aspectos a ter em conta na construção de uma barragem por um lado é necessário ponderar os aspectos a favor e contra e por outro há certos obstáculos que podem dificultar a construção de uma barragem. Começando por estes últimos serão de destacar: o interesse por parte das empresas que monopolizam o mercado das energias e às quais não interessa que se verifique um aumento no mercado das energias renováveis e consequente diminuição do mercado da energia retirada dos combustíveis fósseis; os custos de manutenção; os custos das novas tecnologias associadas à produção de energia hidroeléctrica e por último a corrupção. Seguidamente devem ser apreciados os referidos prós e contras da construção da barragem: a favor evidenciam-se o facto de ser uma forma limpa de produzir; o armazenamento de água para vários aproveitamentos como abastecimento de povoações e rega; o facto de regularizar o caudal a jusante evitando inundações. Contra sobressaem os impactos que tem na paisagem, ao nível do relevo e das florestas, os impactos nas migrações de espécies; impedem os peixes de subirem os rios não podendo estes chegar aos locais de desova; e por fim aumentam os depósitos de sedimentos a montante o que leva à não reposição dos sedimentos costeiros por parte, por exemplo do silte que fica retido na barragem.

Finalmente não podemos esquecer-nos de toda a ocupação das zonas circundantes da barragem, a saber: construção de empreendimentos hoteleiros nas encostas circundantes, criação de clubes promotores de actividades náuticas utilizando as águas da barragem.

Concluindo, o ser humano necessita de ocupar mas há que ponderar correctamente todas as razões favoráveis e desfavoráveis com vista a uma ocupação racional e sustentável dos subsistemas terrestres.


António Lima Grilo, 11º 1A

segunda-feira, março 19, 2007

Emissões de CO2, por país, em tempo real

A não perder…

…emissões de CO2 em cada país em tempo real !...



Ficamos, por exemplo, a saber que são emitidas 1000 toneladas de CO2 em cada:

- 8,4 minutos em Portugal

- 1,7 minutos em Espanha

- 5,4 segundos nos Estados Unidos

- 277,8 horas na Somália

- 60 minutos no Sudão

- 9,2 segundos na China

Tem ainda dados sobre a população de todos os países do mundo.

Resultados da 2ª eliminatória das Olimpíadas do Ambiente 2006/07

As XII Olimpíadas do Ambiente (OA) são um concurso de problemas e questões dirigido aos alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade do ensino diurno e nocturno de escolas públicas, privadas ou do ensino cooperativo no território nacional, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Esta iniciativa é coordenada por uma equipa multidisciplinar composta por elementos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza e do Zoomarine - Mundo Aquático SA.

A primeira eliminatória realizou-se no passado dia 11 de Janeiro. A nível nacional participaram cerca de 21 000 alunos, 110 dos quais do Colégio Valsassina. Destes, foram apurados, para a 2ª eliminatória, 22 alunos (9 na categoria A e 13 na categoria B). De referir que, na lista dos 200 melhores nacionais na 1ª eliminatória, por categoria, estão 16 alunos do Valsassina (6 na categoria A e 10 na categoria B). Verificou-se ainda que as alunas Joana Silva e Filipa Louro obtiveram a melhor pontuação nacional na categoria B, nesta eliminatória.

A 2ª eliminatória realizou-se no passado dia 15 de Março, sendo os resultados que apresentamos de seguida referem-se apenas às questões de escolha múltipla (um total de 50), sendo que as duas perguntas de desenvolvimento serão corrigidas pela organização das OA.

Categoria A (3º ciclo)

  • Marta Magalhães da Silva, 8º A (42 pontos)
  • Joana Guerreiro, 8º D (33 pontos)
  • José Maria Pato, 9º C (33 pontos)
  • Rita Robalo, 8º D (32 pontos)
  • João Eduardo Ferreira, 9º C (32 pontos)
  • Ana Catarina Nunes, 8º C (30 pontos)
  • José Sequeira, 8º D (29 pontos)
  • Pedro Fonseca, 9º C (27 pontos)
  • Catarina Macedo, 8º B (26 pontos)

Categoria B (Secundário)

  • Joana Magalhães da Silva, 10º 1A (45 pontos)
  • Ana Filipa Louro, 10º 1A (43 pontos)
  • António Lima Grilo, 11º 1A (41 pontos)
  • Inês Serrão, 10º 1A (36 pontos)
  • João Miguel Bezelga, 11º 1B (35 pontos)
  • Vera Carvalho, 11º 1A (34 pontos)
  • Isabel Campos Pinto, 10º 1A (34 pontos)
  • Gonçalo Correia Pinto, 10º 1A (34 pontos)
  • João Pedro Palma, 10º 1A (32 pontos)
  • Luís Pedro Oliveira, 11º 1B (30 pontos)
  • Joana Catarina da Silva, 11º 1A (29 pontos)
  • Francisco Sousa, 11º 1B (29 pontos)

A Final Nacional realizar-se-á de 4 a 6 Maio, no Zoomarine, Albufeira. Em cada categoria serão admitidos à final os 30 concorrentes que tenham obtido as melhores pontuações. Nos Distritos/Ilhas em que, através deste critério de selecção, não haja nenhum seleccionado para a Final em cada categoria, será igualmente admitido o/a melhor aluno/a para a respectiva categoria, desde que a sua pontuação não seja inferior a 10% da pontuação máxima da prova. Os casos de empate serão decididos pela Comissão Organizadora.

Para mais informações consultar http://www.esb.ucp.pt/olimpiadas/

segunda-feira, março 05, 2007

Eu acredito ...

Estávamos no 8º ano, numa aula de ciências e tudo começou…

Provavelmente não tínhamos consciência da importância que viriam a ter aqueles trabalhos de grupo que nos pediram para fazer. Desde temas como o aumento do efeito de estufa, as chuvas ácidas, a destruição da camada do ozono ou a poluição começamos a perceber que o nosso planeta estava seriamente afectado.

Nesse mesmo ano o colégio aderiu ao programa Eco-Escolas, onde participámos na construção de um plano de acção, entre outras coisas, para um ambiente melhor. As escolhas que cumprirem certos requisitos ganham um certificado e uma bandeira verde. A partir daí a educação ambiental começou a chegar a todos: trabalhos, exposições, visitas de estudo, conferências, etc.

Actualmente o maior problema com que nos deparamos são as alterações climáticas, como consequência da elevada emissão de gases e consequente aumento do efeito de estufa. Ao contrário do que muitos pensam o efeito de estufa é uma coisa boa, é graças a ele que a Terra tem as temperaturas favoráveis que tem, o problema actualmente resulta do seu aumento drástico devido às actividades humanas.

No ano passado o colégio aderiu a outro projecto, o Carbon-Force. Principalmente com a auditoria energética feita às instalações da escola conseguimos perceber que realmente se gasta muita energia e que isso reverte numa elevada produção de CO2 para a atmosfera.

Com o aumento da temperatura média do planeta, as calotes polares têm vindo a derreter o que se vai reflectir no aumento do nível médio das águas do mar e consequentes inundações das costas litorais. Outro problema das alterações climáticas é a ocorrência de fenómenos extremos. As regiões mais quentes estão a tornar-se desérticas. O clima tropical está a transpor-se para a Europa o que pode trazer doenças tropicais como por exemplo o dengue.

Na nossa escola a aceitação destes problemas é real e sentimos todos uma grande preocupação. Desenvolvemos campanhas de sensibilização e actividades para soluções com o pretexto agir localmente, pensar globalmente. Desenvolvemos actividades para a escola ser mais eficiente energeticamente e, a última inovação é tornarmo-nos neutros em emissões de CO2. Foi criada a Taxa de Carbono e através dela as visitas de estudo são compensadas em projectos de redução.

O grande drama das alterações climáticas é a “irrealidade” que muitas pessoas pensam que é, não acreditando no perigo nem nas consequências. Além disso, para diminuir os impactos existem dificuldades económicas onde se inclui o petróleo: recurso não renovável que num futuro próximo estará esgotado. Actualmente as empresas petrolíferas estão milionárias e não querem perder esses lucros. Existem as dificuldades tecnológicas, muitos processos continuam a ser bastante poluentes não usando tecnologias limpas e é difícil de mudar os hábitos de uma população mal informada assim de um dia para outro, é necessário tempo e o ambiente não pode esperar. Existem também dificuldades no domínio político.

Temos de pensar na Terra como um sistema único e tomar medidas com visões globais da situação…

Eu interesso-me pelo o ambiente, eu luto em prol do futuro, eu acredito…

Vera Carvalho, 11º 1A

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Ecologia e Respeito Social

Desde alguns anos a esta parte, a ecologia tem andado na ribalta como se, de repente, nos lembrasse-mos de que temos um planeta e de que se queremos lega-lo aos nossos descendentes convém preservá-lo.

Há, no entanto, ao nível social, uma questão que deve ser resolvida antes da preocupação ecológica. Essa é a eterna questão do respeito. Isto é, por exemplo: antes de educar a população a separar os resíduos em diferentes caixotes com vista à sua melhor gestão, é necessário disciplinar a população no sentido de que o lixo se coloca no caixote e não no chão. Do mesmo modo, antes de se ensinar que se devem substituir as lâmpadas de incandescência por lâmpadas economizadoras de energia é necessário transmitir o valor da energia, porque sem ele não se vê, de facto, qualquer necessidade em substituir as lâmpadas. Sem se explicar quais os efeitos, aliás nefastos, que uma simples pilha pode ter no ambiente porque não colocá-la no lixo dito normal? Sem saber qual o caminho seguido pelos lixos separados e não separados porque não juntar tudo, o que, aliás, é bem mais fácil? O que quero dizer é que antes de nos empenharmos em educar ambientalmente os cidadãos (tarefa que aliás julgo ser de extrema importância) devemos emprenhar-nos em mostrar-lhes quais as bases que estão por detrás dessa educação. Trata-se, no fundo, de uma questão de respeito: respeito pelas gerações futuras, respeito pelas gerações actuais, respeito pelos demais cidadãos, da mesma forma que respeitamos os membros do nosso agregado familiar. Sim, porque não creio que algum de nós deite lixo para o chão em sua casa, beatas de tabaco sobre os sofás, ou queime o chão. Se assim é, porquê fazê-lo na nossa grande casa, que é o nosso planeta? Não é o que vemos todos os dias? Não vemos cidadãos, ou ditos cidadãos, a fazer tudo isto ao nosso planeta? Urge por isso uma tomada de posição para que a educação ambiental sofra duas alterações que, na minha forma de ver, dificultam em larga escala o trabalho de qualquer professor: em primeiro lugar devemos ver a ecologia (que aliás é a ciência que trata das interacções entre seres) como uma questão de respeito nas relações entre os cidadãos e destes com o meio que os rodeia. A segunda alteração é o descer desta forma de educação a todas as camadas sociais. Isto é: em vez da educação ambiental ser motivo de aulas nas escolas e universidades, conferências restritas, congressos elitistas e debates incompreensíveis deveria ser um tema tornado público com papel interventivo dado aos cidadãos e divulgado copiosamente nos meios de comunicação.

Em conclusão a ecologia e a educação ambiental não devem ser áreas de elitismo para os profissionais ou interessados nessa temática mas antes uma área de acção de toda a população e acima de tudo a nova forma de respeito social, nas sociedades sustentáveis do século XXI.

António Grilo
11º 1A

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Olimpíadas do Ambiente - Alunos apurados para a 2ª eliminatória

As XII Olimpíadas do Ambiente (OA) são um concurso de problemas e questões dirigido aos alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade do ensino diurno e nocturno de escolas públicas, privadas ou do ensino cooperativo no território nacional, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Esta iniciativa é coordenada por uma equipa multidisciplinar composta por elementos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza e do Zoomarine - Mundo Aquático SA.

Objectivos fundamentais:

• incentivar o interesse pela temática ambiental;

• aprofundar o conhecimento sobre a situação ambiental portuguesa e mundial;

• estimular a capacidade oral e escrita;

• promover o contacto com situações experimentais concretas;

• desenvolver o espírito e curiosidade científica;

• estimular a dinâmica de grupo e espírito de equipa, assim como a cooperação.

Áreas temáticas

• Conservação da Natureza

• Recursos naturais

• Poluição

• Estilos de vida

• Ameaças globais

• Política ambiental

• Realidade portuguesa

Categorias

• Categoria A - do 7º ao 9º ano de escolaridade

• Categoria B - do 10º ao 12º ano de escolaridade


A primeira eliminatória realizou-se no passado dia 11 de Janeiro.

Do Colégio Valsassina foram apurados para a 2ª eliminatória, que se irá realizar no próximo dia 15 de Março, 22 alunos (9 na categoria A e 13 na categoria B).

CATEGORIA A (3º CICLO)


  • Marta Magalhães da Silva, 8º A
  • João Eduardo Ferreira, 9º C
  • José Vaz Pato, 9º C
  • Ana Catarina Nunes, 8º C
  • Pedro Fonseca, 9º C
  • Rita Robalo, 8º D
  • Catarina Macedo, 8º B
  • José Sequeira, 8º D
  • Joana Guerreiro, 8º D

CATEGORIA B (SECUNDÁRIO)

  • Joana Magalhães da Silva, 10º 1A
  • Ana Filipa Louro, 10º 1A
  • António Lima Grilo, 11º 1A
  • Pedro Manuel da Silva, 11º 1A
  • Francisco Sousa, 11º 1B
  • Gonçalo Correia Pinto, 10º 1A
  • Joana Catarina da Silva, 11º 1A
  • Inês Serrão, 10º 1A
  • Vera Carvalho, 11º 1A
  • João Pedro Palma, 10º 1A
  • Isabel Campos Pinto, 10º 1A
  • Luís Pedro Oliveira, 11º 1B
  • João Miguel Bezelga, 11º 1B

Dos 22 alunos apurados para a 2ª eliminatória, 16 fazem parte dos 200 melhores a nível nacional.



Para mais informções, consultar: http://www.esb.ucp.pt/olimpiadas/

sábado, fevereiro 24, 2007

Primeira actividade Neutra em Carbono do Colégio Valsassina

No Colégio Valsassina pretendemos ter um contributo efectivo no combate às alterações climáticas.

Uma forma de o conseguir é, incluir, voluntariamente, a gestão das emissões de carbono na estratégia de sustentabilidade desenvolvida na nossa escola.

Através do nosso parceiro estratégico Ecoprogresso iremos compensar as emissões resultantes de certas actividades, como por exemplo visitas de estudo, através de investimento em Projectos de Redução de Carbono, ou seja, através de mecanismos de compensação de emissões.

Para concretizar este objectivo foi criada a “Taxa de Carbono”, ou seja, uma parte do pagamento das visitas será aplicada em projectos de redução de carbono.

A primeira iniciativa Neutra em Carbono foi a visita de estudo às Pegadas de Dinossauros na Serra D’ Aire e ás Grutas de Sto António, que teve lugar no passado dia 9 de Fevereiro, com a participação dos alunos das turmas 7ºC e 7ºD.

A quantidade (estimada) de Dióxido de Carbono emitido nessa visita foi de 1 tonelada de CO2e.


A visita às Pegadas de Dinossauro da Serra D’Aire e às Grutas de Sto António foi:

O mecanismo de compensação associado a esta actividade foi um Projecto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo de pequena escala, localizado no Estado de Karnataka, Índia.

Por ser a primeira actividade neutra em carbono todos os alunos participantes receberam fitas porta-chaves, oferecidas pela ecoprogresso, com algumas dicas de eficiência energética, e uma brochura sobre alterações climáticas, oferecida pelo Instituto de Ambiente.

Alguns comentários dos alunos após a visita:

Qual é a tua opinião por esta actividade ser "Neutra em Carbono"?

Acho que esta iniciativa é muito importante e muito boa, pois acho que, neste momento todos devemos fazer um esforço para não poluir.

Mafalda Silva, 7º D

Acho que nos devíamos preocupar mais, pois este é um problema importante que nos afecta a todos.

Ana Duarte, 7º D

Acho muito melhor fazermos visitas assim. Faz-nos sentir melhor.

Beatriz Ferreira, 7º D

Acho que é muito boa ideia.

Pedro Sá, 7º C

Acho que é óptimo para o planeta Terra.

Madalena Castro, 7º C

Acho que é boa ideia porque todos temos que nos preocupar com o ambiente.

Leonor Pais, 7º C

Acho que é bom e que é um exemplo a seguir.

Jorge Roque, 7º C


Queremos desenvolver, de forma efectiva, uma gestão e estratégia de sustentabilidade e desta forma dar razão à expressão

“PENSAR GLOBALMENTE, AGIR LOCALMENTE”

Contamos com todos (pais, alunos, professores, colaboradores, etc) para o conseguir…

terça-feira, fevereiro 06, 2007

NorteSulEsteOeste

O "The Climate Group" e a Agência Fotográfica Magnum apresentam uma exposição itinerante com fotografias de 10 dos melhores fotógrafos do mundo. A exposição ilustra o impacto das alterações climáticas em comunidades de diferentes partes do globo, e as medidas que sociedades do norte, sul, este e oeste estão actualmente a tomar para reduzir as emissões de carbono. A exposição é parte integrante da nossa campanha ZeroCarbonCity que tem por objectivo aumentar o conhecimento do público em geral sobre o problema das alterações climática.

A exposição estará patente no Centro Colombo entre 1 e 18 de Fevereiro de 2007, de onde seguirá para outros centros da Sonae Sierra.

Vasco da Gama - Lisboa, 22 Feb-11 Mar
Algarveshopping - Albufeira, 15-25 Mar
Rio Sul Shopping - Seixal, 29 Mar-08 Apr
CascaiShopping - Cascais, 12-29 Apr
LoureShopping - Loures, 03-13 May
NorteShopping - Porto, 14 Jun-01 Jul
ArrábidaShopping - Gaia, 05-15 Jul
GuimarãesShopping - Guimarães, 06-16 Sep
MaiaShopping - Maia, 23 Aug-02 Sep

Não deixem de visitar esta exposição, as fotografias valem a pena, e o planeta agradece o esforço de todos...

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Combate às Alterações Climáticas leva à criação da Taxa de Carbono no Valsassina

As Alterações Climáticas são o maior desafio ambiental do séc. XXI

Todos nós contribuímos para o fenómeno do aquecimento global: com a energia que consumimos nas nossas casas; com as nossas opções de transporte em férias ou no dia-a-dia; com os resíduos que produzimos… Tal como nas nossas casas, nas empresas e nas escolas muitas actividades implicam a emissão para a atmosfera de gases que contribuem para o efeito de estufa, sendo o mais importante o dióxido de carbono (CO2).
A comunidade internacional está a responder a este desafio através de acordos internacionais, o mais importante dos quais é o Protocolo de Quioto, sob o qual os países industrializados se comprometeram a reduzir as suas emissões.
Mas acima de tudo, todos somos responsáveis e como tal não podemos ficar à espera que "os outros" encontrem a solução para este problema.


Como aliar o combate às Alterações Climáticas e a estratégia de gestão e sustentabilidade do Colégio Valsassina?
Pretendemos, no Colégio Valsassina, ter um contributo efectivo no combate às Alterações Climáticas. Uma forma de o conseguir é incluir, voluntariamente, a gestão das emissões de carbono na estratégia de sustentabilidade desenvolvida na nossa escola.

Como é possível?
Através de investimento em Projectos de Redução de Carbono, ou seja, através de mecanismos de Compensação de emissões.
A Compensação de Emissões aplica o espírito e as regras do Protocolo de Quioto à Gestão Voluntária de Carbono, ao permitir a redução das emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) com recurso ao investimento em projectos de energias renováveis ou eficiência energética em instalações fora das fronteiras da organização em causa.

Como fazer?
O Colégio Valsassina através do seu parceiro estratégico Ecoprogresso irá compensar as emissões. Numa primeira fase certas actividades serão “Carbonfree, Neutras em Carbono”, mas pretendemos num futuro próximo ser uma «Escola Carbonfree, Neutra em carbono».

Quem é a Ecoprogresso?
A Ecoprogresso é a primeira empresa portuguesa cujo core business se centra nas Alterações Climáticas e na Gestão das Emissões de Dióxido de Carbono. Os serviços oferecidos foram desenhados de modo a optimizar os ganhos da interacção e equilíbrio entre a economia, o ambiente e a sociedade.
O trabalho desenvolvido na Ecoprogresso enquadra-se em torno de dois grandes temas: Alterações Climáticas e Sustentabilidade

Que projectos contribuem para a redução de emissões de GEE?
Os projectos dos quais resultam os certificados oferecidos pela Ecoprogresso obedecem a um conjunto de requisitos adicionais ao Protocolo de Quioto que lhes conferem um contributo efectivo para o desenvolvimento sustentável das comunidades e países onde são implementados. Esta mais valia, granjeou aos projectos o reconhecimento de organizações internacionais como a WWF e a Climate Action Network (Confederação Europeia de Organizações de Defesa do Ambiente), da qual fazem parte algumas das principais ONGs portuguesas.
A Ecoprogresso estabeleceu uma parceria exclusiva com a I Care for MyClimate organização suíça que promove o investimento em projectos de redução de emissões com elevadas mais valias para o desenvolvimento sustentável das comunidades e países onde são implementados.
Os projectos de redução são projectos implementados ao abrigo do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), instrumento de mercado desenvolvido no âmbito do Protocolo de Quioto, pelo que os certificados de compensação de emissões são baseados na emissão de Certified Emission Reduction (CER) devidamente validadas pelo Comité Executivo do MDL.

Quais são as primeiras iniciativas “Carbonfree, Neutras em carbono” do Valsassina?
  • Visita de estudo às Pegadas de Dinossauro da Serra D’Aire e às Grutas de Sto António. 7º ano. 9 e 16 de Fevereiro 2007
  • Saída de campo ao Parque Nacional da Peneda-Gerês. 10º e 11º. 27 a 30 de Abril 2007
Qual é a quantidade (estimada) de Dióxido de Carbono emitido nessas actividades?
  • Visita de estudo às Pegadas de Dinossauro da Serra D’Aire e às Grutas de Sto António
    • 1 tonelada de CO2e por visita
  • Saída de campo ao Parque Nacional da Peneda-Gerês
    • 4 toneladas de CO2e
Estas actividades serão Carbonfree, Neutras em Carbono


Qual é o mecanismo de compens
ação associado à visita às Pegadas e Grutas?
  • Projecto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo de pequena escala
  • Local: Estado de Karnataka, Índia
  • Tipo de Projecto: Projecto de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo de pequena escala (Validação: DNV)
  • Localização: Estado de Karnataka, Índia
  • Tipo de Projecto e Activdades: Produção de electricidade e calor a partir de biomassa agrícola
  • Baseline: Rede de electricidade regional
  • Volume do projecto (Emissions reductions): 163 000 t CO2e
  • Data de implementação: Agosto de 2001
  • Período de crédito: 7 anos
  • Link com filme sobre o projecto (em inglês): http://www.myclimate.org/film/film_karnataka.php

O que é a «Taxa de Carbono»?

Para compensar as emissões de uma determinada actividade e após escolhido o projecto de redução Carbono a apoiar é calculado o valor a pagar por cada participante.
No caso da visita às Pegadas de Dinossauro e às Grutas de Sto António 1 € destina-se a compensar as emissões produzidas. Este valor, que poderá variar em função do tipo de compensação, é a «Taxa de Carbono».

Como se processa o “Ciclo Carbonfree” (neutro em carbono)?


Queremos desenvolver, de forma efectiva, uma gestão e estratégia de sustentabilidade e desta forma dar razão à expressão “PENSAR GLOBALMENTE, AGIR LOCALMENTE”. Contamos com todos (pais, alunos, professores, colaboradores, etc) para o conseguir…

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Café com Filosofia

O departamento de Filosofia do Colégio Valsassina vai organizar um CAFÉ COM FILOSOFIA, que contará com a presença do Prof. Dr Viriato Soromenho Marques.

Esta iniciativa irá realizar-se dia 18 de Janeiro, pelas 21 h, no Colégio Valsassina, e é aberta a todos os interessados.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

1ª Eliminatória das Olimpíadas do Ambiente 06/07


As XII Olimpíadas do Ambiente (OA) são um concurso de problemas e questões dirigido aos alunos do 7º ao 12º ano de escolaridade do ensino diurno e nocturno de escolas públicas, privadas ou do ensino cooperativo no território nacional, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
Esta iniciativa é coordenada por uma equipa multidisciplinar composta por elementos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza e do Zoomarine - Mundo Aquático SA.

Objectivos fundamentais:
• incentivar o interesse pela temática ambiental;
• aprofundar o conhecimento sobre a situação ambiental portuguesa e mundial;
• estimular a capacidade oral e escrita;
• promover o contacto com situações experimentais concretas;
• desenvolver o espírito e curiosidade científica; e
• estimular a dinâmica de grupo e espírito de equipa, assim como a cooperação.

Áreas temáticas:
• Conservação da Natureza
• Recursos naturais
• Poluição
• Estilos de vida
• Ameaças globais
• Política ambiental
• Realidade portuguesa

Categorias
• Categoria A - do 7º ao 9º ano de escolaridade
• Categoria B - do 10º ao 12º ano de escolaridade


Fases do concurso

• 1ª Eliminatória - Teste escrito com questões de escolha múltipla e uma pergunta de desenvolvimento. São apurados para a segunda eliminatória os melhores alunos a nível nacional e também os melhores por escola.
• 2ª Eliminatória - Teste escrito com questões de escolha múltipla e duas perguntas de desenvolvimento. Esta eliminatória decorrerá nas escolas com alunos seleccionados. Para a Final Nacional, são apurados os melhores a nível nacional e os melhores por distrito/ilha.
• Final nacional - Ao longo de um fim-de-semana, os finalistas realizarão um teste escrito com questões de escolha múltipla, uma prova oral em grupo, participarão num conjunto de actividades práticas (feira de experiências laboratoriais e descoberta de uma zona protegida) e um colóquio/debate na sessão solene de entrega de prémios. Os vencedores poderão ser posteriormente contactados pelos Serviços de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian para participar no London International Youth Science Forum.


No passado dia 11 de Janeiro, realizou-se a 1ª eliminatória, que envolveu no Colégio Valsassina 108 alunos (83 da categoria A e 25 da categoria B).

Os 10 melhores alunos em cada escalão são:

1ª Eliminatória – COLÉGIO VALSASSINA
Categoria A

  1. 8ºA - MARTA MAGALHÃES DA SILVA (39)
  2. 9ºC - JOÃO EDUARDO FERREIRA (38)
  3. 9ºC - JOSÉ MARIA VAZ PINTO (38)
  4. 8ºC - ANA CATARINA LEOCÁDIO NUNES (38)
  5. 9ºC - PEDRO QUADRADO DA FONSECA (37)
  6. 8ºD - RITA ROBALO (37)
  7. 8ºB - CATARINA SOARES MACEDO (36)
  8. 8ºD - JOSÉ RICARDO SEQUEIRA (36)
  9. 8ºD - JOANA SANTOS GUERREIRO (36)
  10. 8ºD - MARTA OLIVEIRA MONTEIRO (36)

Categoria B

  1. 10º1A - JOANA MAGALHÃES DA SILVA (41)
  2. 10º1A - ANA FILIPA DIAS LOURO (40)
  3. 11º1A - ANTÓNIO CARLOS LIMA GRILO (38)
  4. 11º1A - PEDRO MANUEL DA SILVA (37)
  5. 11º1B - FRANCISCO SOUSA (35)
  6. 10º1A - GONÇALO MIGUEL CORREIA PINTO (33)
  7. 11º1A - JOANA CATARINA DA SILVA (30)
  8. 10º1A - INÊS HENRIQUES SERRÃO (30)
  9. 11º1A - VERA SOFIA CARVALHO (29)
  10. 10º1A - JOÃO PEDRO PALMA (29)
Nota: os resultados obtidos referem-se apenas às questões de escolha múltipla (cotação máxima 50). As questões de desenvolvimento serão corrigidas apenas em casos de empate.

Para consultar os resultados de todos os alunos do Colégio Valsassina na 1ª eliminatória, consultar www.cvalsassina.pt

Para mais informações sobre as Olimpíadas do Ambiente consultar: http://www.esb.ucp.pt/olimpiadas/

domingo, janeiro 14, 2007

Ainda o ambiente... será que por muito tempo ?

Estoirado chego ao quarto do hotel. Vou até à varanda. A marina serve de cenário a esta tarde Julho, ao pôr do Sol. Ao sentar-me na cadeira, olhando o mar, a minha cabeça voa para duas frases que me dão que pensar: a primeira: “A Europa dá-nos a possibilidade de viver sem olhar a preocupações” e a segunda: “Temos que ter um emprego, mas não devemos esquecer o nosso papel na sociedade civil”. Acordo e penso: como era bom que todo o mundo pudesse usufruir desta tranquilidade e desta paz, olhando o mar ao pôr do Sol... Sim. Eu sei que é uma utopia. Se há alguns países que a têm e não a aproveitam, outros gostariam de a ter e não a têm. Mas não é essa a regra ? Será que nós, habitantes dos ditos países desenvolvidos não temos nenhum papel neste desfasamento ou alguma cota parte de responsabilidade neste fosso?...
Mais uma vez associo estes pensamentos à falta de cuidado que temos com o nosso mundo, com o ambiente que nos rodeia.
Olho para o relógio. Hora de jantar. De volta ao quarto, ao passar diante da secretária reparo num pormenor. Talvez ridículo. Um caixote do lixo dividido em quatro partes, uma para cada tipo de lixo. Um pormenor. Mas nesta zona do país em que o turismo impera, mais que em qualquer outro local, é importante que seja dado o exemplo sobre o que fazer e que preocupações ter com o ambiente. E sendo que se trata de um hotel recebe milhares de pessoas diferentes por ano, desempenhando um papel importantíssimo na chamada de atenção a cada vez mais pessoas. Aqui está o papel da sociedade e na sociedade de educar os seus membros para políticas sustentáveis. Ainda há tempo para um banho. Nas toalhas vejo um cartão, bem apresentado, onde se chama atenção para o cuidado a ter com os excessivos gastos de água e de detergentes, e onde se solicita aos clientes que indiquem se voltarão, ou não, a utilizar as toalhas. Preocupação económica ? Talvez. Mas se essa preocupação servir para alertar pessoas para o ambiente será de louvar.
Alguns dias mais tarde numa esplanada sobre a praia, troveja, chove, um vento quente – que diz quem sabe vem do deserto africano – bate nas nossas faces. E oiço comentar: “Nunca me lembro de ver um tempo assim nesta altura do ano !”. E penso: pois... quando se fala em alterações climáticas, em preocupações ambientais ouve-se dizer “Isso é para os cientistas” ou “Lá estão eles a inventar!” ou ainda “Já não vou estar vivo”. Pelos vistos não será bem assim. Se o clima mudar e passar a manifestar-se desta forma poderão dar-se tremendos impactos na nossa economia graças à perda de turistas que procuram o tempo agradável e as paisagens tranquilas do nosso país, não pensando nos problemas naturais que daí poderão advir. Alguns estudos apontam para uma submersão parcial do litoral português, caso o clima siga a presente tendência...
Agora, a balouçar na rede, espero vivamente que possamos ir a tempo de impedir a pressão sobre o litoral. Todos os anos florescem edifícios novos com a propriedade de estarem a exercer cada vez mais pressão sobre as falésias e as praias do nosso Algarve, a de estarem situados muito perto das linhas de costa. Um hotel que se situa a 50 m da linha do mar quando este atinge a baixa mar... Espero também que as alterações climáticas não destruam as paisagens do nosso litoral. Se o Homem se juntar ao clima, provocará a destruição acelerada do nosso mundo. Da nossa grande casa. Se não destruímos a nossa casa, se nela não deitamos lixo para o chão e não libertamos poluentes porquês fazê-lo na nossa Terra ? Será ela tão grande que não se ressinta ?

Se nós actuarmos no nosso pequeno mundo que, ao contrário do que se pensa não é insignificante, e pensarmos no nosso planeta, fazemos com que se conserve o clima tal e qual como ele deve ser para que seja possível viver na Terra.
Olho mais uma vez o pôr do Sol desta vez por detrás dos pinheiros, e espero poder voltar a vê-lo muitas vezes...

António Grilo

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Feliz Ano Novo 2007

2007: Ano Polar Internacional

As regiões polares são muitíssimo importantes no quadro das alterações climáticas e ambientais, pois funcionam como sistemas de refrigeração da Terra, em particular através das trocas de calor ao nível dos oceanos e atmosfera, que regulam o clima do nosso planeta.

Tendo em conta a importância do conhecimento das regiões polares, o Conselho Internacional para a Ciência (ICSU) declarou o período de 1 de Março de 2007 a 1 de Março de 2009, como Ano Polar Internacional (API).


São já mais de 40 as organizações governamentais e não-governamentais que apoiam ou subscrevem o API, sendo que a iniciativa conta com 32 comités nacionais ou pontos de contacto nacionais, estabelecidos até ao momento.

Considerando este quadro global, em 2004 um grupo que inclui investigadores de universidades portuguesas que desenvolvem actividade científica regularmente nas regiões polares, e representantes de empresas que têm contribuído para a divulgação do património científico-cultural polar, juntou-se para promover a adesão de Portugal às iniciativas do Ano Polar Internacional 2007-08. O primeiro passo que está a ser dado, é delinear a organização de um comité português para o API.

Efectivamente, Portugal pode, e deve, contribuir de modo mais significativo para a melhoria do conhecimento das regiões polares, participando activamente no estudo das alterações globais e das suas consequências nas sociedades humanas e na biodiversidade. Essa é uma responsabilidade de todos. Além da componente científica, é objectivo deste grupo de trabalho dar a conhecer ao público os problemas das regiões polares, bem como revelar as particularidades que tornam aquelas regiões do Planeta tão especiais e tão importante para o nosso futuro comum.

São objectivos gerais do API para Portugal:

- Desenvolver a investigação portuguesa nas regiões polares

- Estreitar e reforçar laços na colaboração científica de Portugal com outros países com programas de investigação nas regiões polares

- A assinatura do Tratado da Antárctida

- Realçar a importância das regiões polares e do seu estudo junto dos políticos, media, público em geral e no ensino (primário, básico, secundário e superior)

- Criação de um Portal Polar Português na Internet


Actividades em curso:

  • Pergunta a um cientista polar (Dezembro de 2006)
Alexandre Trindade, Geógrafo Físico e colaborador no Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa encontra-se numa campanha na Antárctida (Ilha Livingston) para estudar o solo permanentemente gelado, e responde a perguntas de estudantes de todos os níveis de ensino. Para mais informações veja pasta "Pergunta a um cientista".

  • Diário de Campanha na Antárctida
O dia-a-dia da campanha de Alexandre Trindade actualizado diariamente (ou quase) durante o mês de Dezembro de 2006 (http://blog.geographus.com/atrindade).

Próximos eventos:

  • Pergunta a um cientista polar (Janeiro e Fevereiro de 2006)
Mário Neves, Geógrafo Físico e colaborador no Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa encontra-se numa campanha na Antárctida (Ilha Livingston) para estudar o solo permanentemente gelado, e responde a perguntas de estudantes de todos os níveis de ensino. Para mais informações veja pasta "Pergunta a um cientista".

Para mais informações, consulta a página do ano polar internacional 2007-08, em http://www.ipy.org/


adaptado de http://anopolar.no.sapo.pt

quarta-feira, dezembro 13, 2006

O meu ecoponto ... onde está?




O Meu Ecoponto é um projecto desenvolvido pelo GEOTA e pela Sociedade Ponto Verde, e é apoiado por diversas entidades.

Actualmente, em Portugal, existem cerca de 25 000 Ecopontos e que esse número está constantemente a aumentar. Trata-se do sistema mais generalizado para a deposição selectiva de resíduos de embalagens, colocado à disposição do público.

Dadas as metas que o nosso país tem que cumprir para a reciclagem e valorização dos resíduos de embalagens, verifica-se a permanente necessidade de um aumento de eficácia dos processos de recolha que lhes estão associados.

Como a eficácia da recolha selectiva através dos ecopontos depende de vários factores, sendo o principal a participação do público, nasceu a ideia de aliar as novas tecnologias de informação, como a Internet, à participação e à avaliação, por parte dos utilizadores dos ecopontos, do funcionamento desses equipamentos.

A avaliação pelo público, utilizando as ferramentas disponibilizadas na página O Meu Ecoponto e noutros suportes, permitirá auxiliar os Sistemas Municipais/Autarquias a detectarem eventuais problemas e a melhorarem os processos de recolha, contribuindo assim para a eficácia global do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens - SIGRE

O projecto O Meu Ecoponto visa facilitar aos cidadãos formas diversas de Participação e Informação na Gestão de Resíduos de Embalagens.

Os objectivos são:
• Facilitar modos diversos de participação na qualidade do serviço prestado pelo sistema Ecoponto.
• Promover a sua melhoria e eficácia.

Público alvo:
• 10 milhões de cidadãos residentes em todo o território nacional

Recursos utilizados:
• Página WEB www.omeuecoponto.pt
• Acções multimédia de informação e comunicação
• Folhetos informativos e Questionários RSF
• Acções de monitorização ambiental, de formação, de informação e de sensibilização ambiental
• Uma rede de parceiros, organizações e pessoas interessadas
• Patrocínios institucionais, apoios financeiros e outros tipo de apoios
• Infra-estruturas, meios logísticos e serviços dedicados a este projecto
• Mais importante que tudo:

O TEU INTERESSE E BOA VONTADE

Meta a atingir:
• O empenhamento de todos os cidadãos nas Metas Nacionais de Reciclagem de Resíduos de Embalagens

Afinal, são os pequenos gestos ...

Eficiência energética - o que deves fazer na tua casa.

A Quercus lançou no dia 9 de Janeiro de 2004 um projecto inovador com o objectivo de promover a redução do consumo energético nas residências e a utilização de energias renováveis. Trata-se de um projecto que pretende, para além de sensibilizar o público, dar soluções concretas modificar comportamentos, na gestão, renovação ou aquisição de uma casa e/ou do seu recheio.

O projecto envolve o desenvolvimento de uma casa virtual da energia, onde o utilizador poderá testar diversas soluções para melhorar a eficiência energética da sua residência. A Quercus passará a responder a questões sobre eficiência energética em casa através de correio electrónico, e disponibiliza um site (www.ecocasa.org) com muita informação útil.

Sabias que:
Ao utilizar o forno, deve-se desligá-lo algum tempo antes de finalizar o cozinhado, pois o forno manterá a temperatura durante algum tempo.


Podes também fazer o download da Casa Virtual da Energia em http://www.ecocasa.org/CVE_site.php#download

A Casa Virtual da Energia (CVE) é uma ferramenta construída para promover a alteração de hábitos adquiridos por todos nós na forma como gerimos os consumos em nossa casa.
Esta ferramenta permite-nos simular os consumos de energia que fazemos nas nossas casas, bem como o comportamento térmico da habitação. Terá ainda simuladores para a aquisição de equipamentos de energias renováveis, nomeadamente de painéis solares térmicos e fotovoltaicos.

Com esta ferramenta o utilizador poderá:
* Simular os consumos de energia que faz na sua casa, o custo associado e as emissões de gases com efeito de estufa resultantes desse consumo.
* Comparar duas casas com características diferentes. Esta ferramenta é particularmente útil quando se pretende fazer alterações à casa e comparar com a situação que se tem presentemente, e analisar se a mudança é positiva.
* Simular a aquisição de equipamentos de energias renováveis, nomeadamente painéis solares térmicos, painéis solares fotovoltaicos e bombas de calor de subsolo (geotérmico).

Ao tornar uma casa mais eficiente ao nível do consumo de energia, poupas muito dinheiro e ao mesmo tempo, estás a combater as alterações climáticas, contribuindo assim para um melhor futuro.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Não fiques calado - denuncia infracções ambientais



O serviço de atendimento telefónico SOS Ambiente e Território808 200 520 é um número de telefone disponível 24 horas por dia durante todo o ano, através do qual poderá expor situações que possam violar a legislação ambiental e os instrumentos de ordenamento do território.

Se tiveres conhecimento de alguma situação que afecte o ambiente, não fiques parado, e faz-te ouvir: liga para o SOS ambiente e território ou então deixa a queixa em http://gnr.pt/portal/internet/sepna/12.denuncias/form_sepna.asp



PARTICIPAÇÃO AMBIENTAL/URBANÍSTICA

O Grupo Jurídico do GEOTA é constituído por advogados, assistentes universitários e estudantes de direito que, em regime de voluntariado, procuram utilizar os instrumentos jurídicos ao dispôr das Associações de Defesa do Ambiente para prevenir ou tentar solucionar danos ao ambiente e ao ordenamento do território.

O Grupo funciona desde 1994 com base nas participações dos sócios do GEOTA ou de qualquer cidadão. Caso conheças uma:

Infracção Ambiental, como por exemplo:
  • lançamento de efluentes sem tratamento;
  • queimas de resíduos a céu aberto;
  • depósitos de resíduos perigosos;
  • poluição atmosférica grave;
  • ... etc, etc...

Infracção Urbanística, como por exemplo:
  • construções que te pareçam ilegais;
  • destruição de património edificado;
  • ... etc, etc...
Faz uma participação, basta preencheres uma ficha online, em http://www.geota.pt.

As tuas informações são depois analisadas, e se necessário completadas, por forma a determinar se houve ou não infracção e qual a acção adequada a empreender pelo GEOTA, pela Administração ou pelos Tribunais, para a sua prevenção ou neutralização.

Anexa folhas extra e toda a informação que consideres relevante como: fotografias, videos, análises, relatórios e envie-as via postal para o endereço do GEOTA: Travessa do Moinho de Vento nº17- Cv Dta 1200-727 Lisboa, Portugal

O Grupo Jurídico informa-te sempre das principais decisões do processo e do seu resultado e esclarece-te qualquer dúvida que tenhas.



Lembra-te que estás "apenas" a contribuir para teres um melhor futuro.

Consumo de água em Portugal: a gastar assim...



Cada pessoa com acesso a água da rede pública em Portugal consome, em média, pelo menos 154 litros de água por dia, revela um estudo de dois professores universitários apresentado no passado dia 10 de Dezembro..

Se as contas forem feitas de acordo com toda a água produzida e lançada nas redes de distribuição, o valor por pessoa dispara para 560 litros diários por pessoa, mas este número inclui todo o tipo de consumos e não apenas o doméstico.

Por distritos, o maior consumo per capita ocorre no Porto (730 litros habitante/dia), enquanto o mais reduzido se regista em Portalegre (310).

No total, o volume de água para consumo produzido em Portugal atingiu os 950 hectómetros cúbicos no ano passado, mas dos quais apenas 600 foram facturados, o que revela que 36 por cento da produção não foi paga. Esta percentagem inclui as perdas e os fornecimentos gratuitos.

Em comparação, quando a barragem do Alqueva estiver à cota máxima, formando o maior lago artificial da Europa, a sua capacidade de 1450 hectómetros cúbicos daria para satisfazer as necessidades do país durante quatro anos e quatro meses.

adaptado de ecosfera.publico.pt