sexta-feira, março 31, 2006

Não pára de crescer... o drama da poluição



O Mundo envelhece, a sociedade regride e a poluição aumenta. Actualmente mais de metade da população sofre pela presença de gases poluentes na atmosfera e poucos são os métodos eficazes para solucionar este problema.
Ao longo da história do nosso planeta, o Homem foi-se desenvolvendo tecnologicamente e industrialmente, esquecendo-se por completo de tratar da sua maior dependência, o ambiente. Com o aumento de produção e evolução, foram criados materiais que libertam CO2 em grandes quantidades para a atmosfera e essa excessiva poluição tem causado diversas consequências, não só na população mundial, bem como na Natureza.
O homem, se continuar com esta descarga de gases poluentes, poderá pôr em maior risco, não só a saúde de milhares de pessoas, mas também a qualidade do ar no futuro. Para que isso não aconteça foram criados – e estão a ser – processos/métodos que têm como objectivo a diminuição da emissão destes mesmos gases. Entre os quais se destacam o Protocolo de Quioto e em Portugal o Carbon Force.



Contudo este tipo de procedimentos são cada vez mais difíceis de pôr em práctica, porque o Homem já criou demasiados poluentes no Mundo, que dificilmente virão a desaparecer, por estarem inseridos numa sociedade demasiado dependente. Esta dependência torna-nos mais “civilizados” ou “desenvolvidos”, mas também, em situações de crise como a que se instala face aos poluentes, nos dificulta a mudança. Mudança para produtos, matérias-primas, etc. não tão poluentes. Já existem transportes que são movidos a gás natural ou a óleo vegetal. Medidas como estas preparam a população para uma vida mais saudável e duradoura, visto que os transportes são uns dos mais comuns poluentes.
O facto da haver uma tendência progressiva nas emissões de poluentes pelo sector dos transportes, ao contrário de outros sectores, torna-se um caso particular em que se deve incidir já que este aumento de emissão se comporta consoante o crescimento económico. No entanto, resultados como os da Alemanha, que se revelou bastante baixo – sendo a Alemanha um dos países mais ricos e desenvolvidos -, mostra uma possibilidade de correcção dos hábitos irregulares e esbanjadores, que levam a uma futuro negro.
Torna-se vital quebrar com estes hábitos que destroem o ar a cada segundo que passa e que vão tornar o ar, num futuro próximo (2010) longe de ser respirável com a qualidade imposta no limite. Ou seja, num futuro próximo, o ar terá utltrapassado o limite de poluição, que fará com que se torne difícil de respirar e aproveitar.
Pode-se concluir assim que, não apenas para a saúde, mas mesmo para a vida em si, o ar precisa de ser limpo. As energias renováveis deverão passar a vigorar nos transportes, que, por sua vez, deverão ser, na sua maioria transportes públicos. Qualquer gesto ajudará a uma melhoria e a um impedimento de morte prematura por poluição; mas a esta altura, um gesto pequeno não chegará para salvar vidas, se em menos de 5 anos se espera um ar horrível. Um gesto pequeno salva a comunidade, mas é preciso um gesto grande para salvar a Humanidade.

Filipa Lopes; Inês Jesus - 10º 1A

Poluição provocada pelos transportes continua a aumentar na Europa

A Poluição provocada pelos transportes continua a aumentar na Europa. Entre 1990 e 2003, os gases com efeito de estufa emitidos por este sector aumentaram 22%. Um cenário que põe em risco a qualidade do ar nas cidades do Velho Continente, onde todos os anos 370 mil pessoas morrem prematuramente em consequência da poluição. O alerta consta de um relatório da Agência Europeia do Ambiente, lançado ontem em Bruxelas.
Segundo o documento, embora as emissões poluentes relacionadas com outros sectores tenham decrescido, a tendência tem-se mostrado inversa no sector dos transportes.



A Agência Europeia do Ambiente alerta para o impacto das emissões de gases com efeito de estufa na saúde dos cidadãos

O transporte aéreo de passageiros foi o que cresceu a um ritmo mais rápido (96% entre 1990 e 2002). Mas o retrato varia consoante o país. Enquanto na Europa, o crescimento económico levou a um aumento de 130% nas emissões poluentes provocadas pelos transportes, na Alemanha não ultrapassou os 5%.
E o impacto reflecte-se na saúde dos cidadãos. Segundo os autores do relatório, é agora frequente que se ultrapassem os níveis de ozono de superfície nas cidades europeias. E o futuro não é nada auspicioso: os limites da qualidade do ar ligados ao ozono e fixados para 2010 “já foram amplamente ultrapassados”.

Filipa Lopes; Inês Jesus - 10º 1A

7º C é a Eco-Turma 2005/06


A turma do 7º C foi a grande vencedora do concurso «Eco-Turmas» 2005/06, tendo obtido um resultado final de 83 pontos.
Através do concurso «Eco-Turmas» pretendíamos avaliar o desempenho ambiental das turmas do 2º e 3º ciclo, através da forma como os alunos deixam a sua sala de aula.
Durante 5 semanas (de 13 de Fevereiro a 24 de Março) os professores avaliaram o estado de limpeza e de arrumação das salas de aula.
Cada classificação foi convertida em pontos, e a turma que no final obteve maior pontuação foi a vencedora.

Os principais objectivos desta iniciativa foram:
- Motivar os alunos para a manutenção da limpeza e arrumação da sala de aula;
- Promover comportamentos que se preocupem com a produção e tratamento dos resíduos;
- Promover a deposição selectiva dos resíduos produzidos na escola;
- Agir de forma a promover e participar na, redução, reutilização e reciclagem dos resíduos produzidos no Colégio
- Reconhecer que a melhor solução para o problema dos resíduos é a regra dos 3 R’s: -Reduzir, Reutilizar e Reciclar;
- Sensibilizar a comunidade educativa para a adopção de estratégias promotoras de um desenvolvimento sustentável, contribuindo para a consciencialização ecológica e ética, no sentido de se alcançarem atitudes e valores, aptidões e comportamentos compatíveis com o desenvolvimento sustentável (cap. 36; Agenda 21)

quarta-feira, março 29, 2006

A Terra está a aquecer!

A terra está a sofrer um processo acelerado de aquecimento Global. Este tem provocado várias transformações terrestres.



Na Gronelândia, o gelo tem vindo a derreter com mais frequência, provocando uma subida no nível médio da água no Atlântico. De acordo com um estudo feito na universidade de Oxford, se continuarmos a emitir gases quentes, causadores da subida da temperatura, daqui uns anos, o gelo da Gronelândia vai desaparecer, aumentando o nível médio da água do mar aproximadamente 7 metros.
O derretimento dos gelos acontece quando as altas temperaturas aumentam a quantidade de água em estado líquido. Quando esta entra em contacto com a base do gelo, derrete-o, fazendo-o deslizar para o mar ou desaparecer.


As consequências do aquecimento global não atingem somente a Gronelândia, mas sim todo um conjunto de sistemas: os animais que necessitam de uma temperatura baixa para viver, a destruição de habitats pela água, e o desaparecimento de algumas ilhas e casas de populações. Portugal será gravemente afectado visto que é um país do litoral banhado pelo Oceano Atlântico. Com a subida dos níveis do mar metade de Portugal ficará debaixo de água.
O aumento do nível médio da água do mar não é a única consequência do aquecimento global, existe também a contínua seca.
A floresta amazónia está em risco de tornar-se em duas florestas completamente distintas. Na zona onde a desflorestação é grande, devido à ambição do Homem, a erosão da terras é muita, portanto existe uma constante necessidade de chuva. Como não existe árvores, estas não produzem um ambiente suficiente húmido para provocar precipitação e desta maneira a seca em vez de diminuir aumenta, transformando a floresta numa tipo de savana.

A zona onde o Homem não posicionou a sua marca, continua florestada, assim, com todo o tipo de espécies, plantas e ambiente húmido necessário à precipitação. Desta maneira, podemos dizer que a floresta amazónia transformou-se em duas, uma onde a presença do homem é desconhecida e a Mãe Natureza controla as actividades do ambiente. E outra onde o Homem influencia o curso da natureza, tornando-a estéril e seca, matando todos os sistemas e habitats que provêm dela, e mais tarde, talvez, o próprio Homem.

Cláudia Andrade; Joana Silva; Vera Carvalho - 10º1A

quinta-feira, março 23, 2006

Eco-Eficiência: uma visão global

“Eco-eficiência: uma visão global” é o nome de um projecto apresentado ao Concurso Ciência Viva VI.
Pretendemos através deste projecto promover o ensino experimental no Colégio Valsassina e aos mesmo tempo envolver os alunos em actividades que os sensibilizem para a necessidade de um desenvolvimento sustentável. O público alvo são os alunos do pré-escolar até ao secundário, envolvendo cerca de 600 participantes.
As actividades previstas estão organizadas tendo por base:
• a forma de articulação das actividades nos diferentes grupos-turma e nos vários níveis de ensino;
• a transversalidade a vários os níveis de ensino: desde os 3 anos até ao 12º ano;
• encorajar acções junto dos alunos e promover trabalho em benefício do ambiente;
• a implementação da Agenda 21 ao nível local, visando a aplicação de conceitos e ideias de educação e gestão ambiental à vida quotidiana da escola;
• a abordagem dos temas: água, resíduos, energia, biodiversidade e agricultura biológica.
• a abordagem aos temas será transversal a várias disciplinas e constará dos documentos orientadores do trabalho da escola, adaptados à realidade de cada turma – Projectos Curriculares de Turma.

Entre Dezembro de 2005 e Março de 2006 a Comissão de Avaliação do Concurso Ciência Viva VI procedeu à análise das candidaturas, tendo aprovado (embora com redução orçamental) o Projecto “Eco-Eficiência” do Colégio Valsassina.
Assim, esperamos dar início às actividades dentro do mais curto espaço de tempo…

Resumo do Projecto

Portugal encontra-se actualmente perante grandes desafios ambientais. Torna-se fundamental sensibilizar os cidadãos para a importância que o comportamento de cada um poderá ter, através de pequenas acções, na mitigação de impactos ambientais.
Pretendemos implementar a Agenda 21 ao nível local, visando a aplicação de conceitos e ideias de educação e gestão ambiental à vida quotidiana da escola. Os alunos serão envolvidos num tipo de trabalho prático, que lhes permita a implementação de percursos investigativos, problematizadores e reflexivos, centrando-se numa realidade concreta e local (a escola) de modo a gerar conceptualizações globalizantes que concretizem a máxima “Agir localmente e Pensar Globalmente”.

Eco-Quinzena 2006

Eco-Quinzena 2006
21 de Abril a 10 de Maio 2006
Programa

Ateliers


“Partir à descoberta…”
Actividades dinamizadas por alunos do liceu (8º, 10º e 11º ano) para os colegas do Jardim de Infância e 1º ciclo (todas as turmas)

“As aves do nosso recreio…”
Construção de ninhos para aves e sua colocação nos espaços verdes do Colégio

A Cúpula vai à escola
«O Oceano, fonte de vida»

Exposições


Exposição de trabalhos de alunos

Feira de minerais, rochas, conchas e fósseis

Eco-Mostra


Saídas de Campo / Visitas de Estudo


ETAR de Beirolas
21 Abril, 3 e 5 Maio
8º ano

Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (CTRSU)da Valorsul
4 Maio
12º ano

Parque Natural das Serras D’Aire e Candeeiros – Gruta Algar do Pena
26 de Abril
11º ano

Saída de Campo ao Parque Natural do Douro Internacional e Vale do Rio Côa (gravuras rupestres de Penascosa)
4 a 7 Maio
10º e 11º ano

Espectáculos

10 Maio “Corrida Mirabolante”
Apresentado por Companhia de Teatro Extremo
Apoio: Câmara Municipal de Lisboa – Divisão de Sensibilização e Educação Sanitária

(data a definir) “Estórias da Bicharada”
Apresentado por AmbientArte


Dia Eco-Escola – 3 de Maio 2006 (Dia Internacional do SOL)

Lançamento de uma Campanha sobre Eficiência Energética
Dia “luz só do sol…”

«A cúpula vai à escola»
Sessões temáticas sobre “O Oceano, fonte de vida”
5º Ano

Ateliers: “Partir à descoberta”

Encontro: “Agora é a nossa vez…”


Conferências

28 de Abril (11º e 12º ano)
Biotecnologia
Apresentado por Ordem dos Biólogos

3 e 4 Maio (7º ano)
Resíduos
Apresentada por Câmara Municipal de Lisboa – Divisão de Sensibilização e Educação Sanitária

Poluição /Modelação Ecológica
Biólogo Luís Guerra

Encontro “Agora ensinamos nós!...”

Apresentações de trabalhos realizados por alunos ao pais e encarregados de educação.
Temas a apresentar e respectivos níveis de escolaridade:
• O sapal do rio Tejo: sua importância e biodiversidade – 5º ano
• Monumentos Naturais e sua importância – 7º ano
• Resíduos e alterações climáticas – 9º ano
• Compostagem – 10 º ano
• A contribuição do Colégio para as alterações climáticas – 10º ano
• Ocupação antrópica e problemas de ordenamento – 11º ano
• A gestão da água – 12º ano

Outras actividades

Feira do Livro temática

Entrega dos prémios do Concurso «Eco-Turmas»

Lançamento do site temático: “Educação Ambiental no Colégio Valsassina”

Lançamento do Blog: “Já estamos fartos de tanto CO2 !...”

Plantação de árvores

quarta-feira, março 22, 2006

Dia Mundial da Água



22 de Março - Dia Mundial da Água


"A Maior faixa de pano do Mundo" é o nome de uma iniciativa em que participaram 17 turmas do Colégio Valsassina do 1º ao 8º ano, (envolvendo cerca de 470 alunos), integrado nas comemorações do Dia Mundial da Água.

Esta acção foi apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa, que se associou ao projecto "Água - A Maior Faixa de Pano do Mundo", promovido pela Associação de Jovens Professores da Região do Alentejo e apoiado pela Comissão Nacional da UNESCO (CNU). O projecto consiste em apresentar uma faixa de pano com 60Km, a qual deverá conter frases, textos e ilustrações alusivas à temática da água e, desta forma, obter um record mundial homologado pelo Guiness World Record. Para a obtenção deste record, vai ser ilustrado 1Km de tecido (oferecido pela ONU) pelas Instituições de Ensino do Pré-Escolar, 1º, 2º e 3º CEB do concelho de Lisboa, integradas na Oferta Educativa da DESA.


Alunos do 2º e 3º ciclo


Este evento foi transmitido em directo do Colégio Valsassina para o site CML (www.cm-lisboa.pt), entre as 10 e as 12h do dia 22 de Março.

Alunos do 1ª ciclo

Mesa Redonda: Educação Ambiental e Cidadania

Educação Ambiental no Colégio Valsassina

Da esquerda para a direita: Biólogo Luís Guerra; Dra Fátima Almeida (ASPEA); Dra Margarida Gomes (ABAE); Dr Veríssimo Pires (CML); e Jornalista Cristina Baptista (moderadora: revista Pontos nos ii)


O trabalho desenvolvido em prol do ambiente tem sido ao longo dos anos uma premissa fundamental do trabalho desenvolvido no Colégio Valsassina. As actividades desenvolvidas na área da Educação Ambiental estão devidamente fundamentadas nos documentos orientadores do Colégio Valsassina, nomeadamente no seu Projecto Educativo e no Projecto Curricular de escola.
Em destaque no Projecto Educativo a grande finalidade que foi definida pelo Colégio, a de uma Educação globalizante, para a diferença e para a mudança, baseada no desenvolvimento de valores como a solidariedade, a tolerância, a autonomia, o respeito, a criatividade e a liberdade. Assim, os projectos/actividades que surgem, estrategicamente, na sequência dos objectivos estabelecidos são, entre outros: Educação para os valores; Educação para a saúde e qualidade de vida; e a Educação ambiental.
Pela experiência adquirida e pela intenção de envolver toda a comunidade educativa em torno de um esforço comum, desde o ano lectivo 2003/04 que estamos na rede Eco-Escolas, tendo iniciado um Projecto de Educação Ambiental – Eco-Valsassina, destinado a todos os níveis de ensino. Conseguimos envolver directamente, todos os anos, cerca de 1100 alunos.
Sendo o terceiro ano do projecto julgamos ser o momento certo para a realização de uma actividade através do qual possamos juntar os pais/encarregados de educação, professores do Colégio e algumas entidades externas ligadas à área do ambiente, onde seja possível ouvir e trocar opiniões/ideias.
Assim, realizou-se no passado dia 21 de Março, uma mesa redonda sobre Educação Ambiental e Cidadania.

O painel foi constituído por:
- Dra Fátima Almeida, da Ass. Portuguesa de Educação Ambiental.
- Dra Margarida Gomes, Directora Pedagógica da ABAE/FeeP e Coordenadora nacional do Programa Eco-Escolas
- Dr. Verísimo Esteves Pires - Chefe da Divisão de Sensibilização e Educação Sanitária, na qual se integra o Programa Escola a Escola Pró-Ambiente - C.M.L.
- Biólogo Luís Guerra, ex-aluno do Valsassina, estudante (finalista) do curso de Biologia Marinha e Pescas na Faculdade de Ciências do Mar e Ambiente da Universidade do Algarve; estagiário do Instituto Superior Técnico em Modelação Ecológica.
- Jornalista Cristina Baptista – será a moderadora – Jornalista da revista Pontos nos ii (Texto ed. E Jornal Público)
A sessão iniciou-se com a apresentação, por parte dos alunos e membros do conselho eco-escolas Joana Silva (9ºA) e António Grilo (10º1A), do trabalho desenvolvido pelo Colégio na área da Educação Ambiental.

Participaram cerca de 45 pessoas, desde pais/encarregados de educação, alunos, professores, equipa directiva e funcionários não docentes.


segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Pequenos na idade, grandes atitudes...


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Este desenho é da autoria da Francisca Alves, de 6 anos, aluna do 1ª ano turma A, e reflecte as suas preocupações em dar um bom destino ao lixo que todos produzimos.
Foi publicado no Expresso de 24 de Setembro de 2005 juntamente com um artigo sobre publicidade e crianças.

São trabalhos deste tipo que nos levam a acreditar na geração eco-valsassina.

Esta informação foi enviada por Maria João Morgado para ecovalsassina@hotmail.com

sábado, fevereiro 11, 2006

Este espaço é para toda a comunidade escolar

Desde o ano lectivo 2003/04 que estamos na rede Eco-Escolas, tendo iniciado um Projecto de Educação Ambiental – Eco-Valsassina, destinado a todos os níveis de ensino. Toda a comunidade escolar está envolvida num esforço comum, um melhor ambiente…
Sendo o terceiro ano do projecto julgamos ser o momento certo para a criação de um espaço especialmente dedicado à partilha de ideias e à publicação de artigos de opinião, na área do Ambiente.

Esse espaço está à sua espera em www.geracaoecovalsassina.blogspot.com.
Gostaríamos muito que participasse neste fórum, bastando para isso, que nos envie um texto, um comentário, uma ideia, etc… para ecovalsassina@hotmail.com.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Colégio Valsassina, Somos uma EcoEscola...

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Segundo o congresso de Belgrado, promovido pela UNESCO, em 1972, podemos definir a educação ambiental como um processo que visa “formar uma população mundial consciente e preocupada com o ambiente e com os problemas que lhe dizem respeito, uma população que tenha os conhecimentos, as competências, o estado de espírito, as motivações e o sentido de participação que lhe permitam trabalhar individualmente e colectivamente para resolver os problemas actuais e impedir que se repitam”.
A Educação Ambiental perfila-se hoje como um instrumento fundamental das sociedades para o despertar duma consciência ecológica, i.e. sensibilizar e informar os cidadãos sobre o funcionamento dos ecossistemas e a necessidade de alterar os comportamentos, para se assegurar um desenvolvimento sustentável. O nível local deve constituir o ponto de partida para a educação ambiental, quer no âmbito da educação formal, na escola, quer na educação não formal. Neste capítulo, a escola é o lugar privilegiado das aprendizagens, onde se devem adquirir valores e promover atitudes e comportamentos pró-ambientais. Torna-se assim urgente uma intervenção eficaz, ao nível da educação, que na perspectiva de desenvolvimento sustentável inverta a tendência actual, comprometedora da existência da própria espécie humana. Como cidadãos, as crianças e os jovens devem aprender a tomar decisões relativas ao ambiente e a estar conscientes relativamente à tomada de certas decisões políticas que podem ter consequências ambientais.
As experiências educativas de projectos de temática ambiental, recorrendo ao trabalho dentro e fora da sala de aula, utilizando o ambiente como recurso e integrando saberes e métodos de pesquisa de diferentes áreas disciplinares, podem contribuir para a formação integral dos alunos e para a construção de uma cidadania participativa e consciente.
É com base nestes princípios orientadores que o Colégio Valsassina tem trabalhado nos últimos anos. Não nos podemos esquecer que a grande finalidade que foi definida pelo Colégio é a de uma Educação globalizante, para a diferença e para a mudança, baseada no desenvolvimento de valores como a solidariedade, a tolerância, a autonomia, o respeito, a criatividade e a liberdade. Para o desenvolvimento de uma verdadeira consciência ecológica é necessário que a educação promova o desenvolvimento global do ser humano, em todas as suas múltiplas dimensões (cognitivas, afectivas, intuitivas, sensoriais, éticas e estéticas), e faça uso de múltiplos saberes (ciências naturais, ciências sociais, disciplinas humanísticas, etc.), de forma a permitir a complexidade do mundo e agir com inteligência, ética e afecto. Assim, pensamos que a melhor forma, de gerar uma efectiva mudança de atitudes será através de um processo duradouro, cuidado e adaptado às atitudes e aos comportamentos que se deseja incutir. Desta forma o trabalho desenvolvido na área da educação ambiental é planeado de forma transversal, e interdisciplinar, envolvendo todos os níveis de ensino e todos os elementos da comunidade educativa (alunos, professores, equipa directiva, funcionários).

É neste contexto que o Colégio iniciou em 2003/04 um projecto de Educação Ambiental intitulado por Eco-Valsassina, integrado na rede Eco-Escolas. Eco-Escolas é o nome de um Programa vocacionado para a educação ambiental e para a cidadania, que a Fundação para a Educação Ambiental (FEE), implementa em vários países da Europa desde o início dos anos 90.
Destina-se fundamentalmente às escolas do ensino básico e visa encorajar acções e reconhecer o trabalho desenvolvido pela escola em benefício do ambiente.
O Programa está orientado para a implementação da Agenda 21 ao nível local, (desenvolvido no Colégio através do Eco-Valsassina), visando a aplicação de conceitos e ideias de educação e gestão ambiental à vida quotidiana da escola. As acções concretas desenvolvidas pelos alunos e por toda a comunidade educativa, proporcionar-lhes-ão a tomada de consciência que simples atitudes individuais podem, no seu conjunto, melhorar o Ambiente global.
Aos estudantes é-lhes dirigido o desafio de se habituarem a participar nos processos de decisão e a tomarem consciência da importância do ambiente no dia-a-dia da sua vida pessoal, familiar e comunitária.
A proposta às escolas consiste na adopção de uma metodologia de trabalho que, articulando actividades de exploração de diversos temas, contribua para uma melhoria global do ambiente da escola e da comunidade. Pretende-se deste modo promover um desenvolvimento sustentável baseado em atitudes conscientes em relação ao meio que nos envolve e, ao mesmo tempo, sensibilizar toda a comunidade educativa para a adopção de estratégias promotoras de um desenvolvimento sustentável.
De referir que em Dezembro de 2002, a ONU, sublinhando que a educação é um elemento indispensável do desenvolvimento sustentável decide, através da definição 57/254, proclamar o período de dez anos começando em 1 de Janeiro de 2005, a Década das Nações Unidas da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014).
O Projecto Eco-Valsassina pretende criar condições para promover uma Educação para o Desenvolvimento Sustentável, através de:- envolvimento de todos os níveis de ensino de uma forma integrada, em torno de objectivos comuns;
- um conjunto de experiências educativas desenvolvidas de uma forma interdisciplinar;
- envolvimento directo dos alunos na organização do projecto e realização de certas tarefas;
- recurso a estratégias diversificadas de ensino-aprendizagem, permitindo o desenvolvimento, nos alunos, do espírito crítico, da capacidade de pesquisa, de análise, de discussão, de avaliação e de decisão;
- parcerias com entidades externas.

Todo o trabalho desenvolvido foi reconhecido, pelo segundo ano consecutivo, com a atribuição da Bandeira Verde, que certifica a existência, no Colégio, de uma educação ambiental coerente e de qualidade. Não é um prémio monetário mas de reconhecimento público da existência, na escola, duma educação pelo ambiente. Este galardão acarreta mais responsabilidade. Iremos continuar a trabalhar em prol de uma educação pelo Ambiente.

Não podemos esquecer que o planeta é como um ser vivo, onde o todo é muito mais do que a soma das partes. Por isso, hoje já temos a obrigação de saber, de agir e de zelar para que no futuro, que é já amanhã, possamos pelo menos manter a qualidade de vida que temos hoje. E nisto a escola é um meio privilegiado ao serviço desse objectivo maior que é a construção de uma sociedade mais sustentável.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Dia Bandeiras Verdes

O que é o Dia das Bandeiras Verdes?
É um pavilhão cheio de gente, de cor, são as escolas reunidas em torno de uma causa comum (o ambiente), são sorrisos abertos por se ter alcançado o objectivo de um ano de trabalho e também (mas só um bocadinho!) por ter um dia sem aulas.
No Dia das Bandeiras Verdes saímos de casa um pouco mais pesados (e não pensem que é da idade!) devido ao peso da responsabilidade de sermos os representantes do Colégio na comemoração da atribuicão da Bandeira Verde e com aquele brilhozinho nos olhos porque pudemos contribuir para que tal acontecesse.
O Dia das Bandeiras Verdes é todos os jogos de cartas na carrinha, é o contar das peripécias da nossa vida escolar, é a paragem na área de serviço para comer qualquer coisa, é almoçar ao ar livre numa churrasqueira de Oliveira de Azeméis, é bater palmas e gritar a plenos pulmões quando, na cerimónia de entrega dos galardões, é dito “Colégio Valsassina”, é trazer os cartazes vencedores concurso Eco-Código para afixar na aula, é vestir as t-shirts que nos são dadas quando chegamos, é assinar as dos alunos das outras escolas que nós não conhecemos, mas que querem ficar com uma recordação original daquele dia, é tentarmos persistentemente pendurar a Bandeira no vidro de trás da carrinha...
O Dia das Bandeiras Verdes é um dia para conhecer aqueles que vemos tantas e tantas ezes no Colégio, mas com quem nunca conversamos, é o convívio entre todos (alunos e professores) e que é muito saudável.
O Dia das Bandeiras Verdes é também a altura em que vemos os trabalhos que as outras escolas fizeram e em que surgem ideias para os nossos trabalhos e iniciativas futuras. É um dia que queremos de certeza repetir. Portanto, para o ano, esperem-nos lá outra vez!
Foi uma experiência positiva e bastante divertida que nos permitiu tanto com os professores e os colegas mais velhos que nos acompanharam, como com alunos de outras escolas.
Esperamos que no próximo ano possamos renovar a Bandeira Verde e repetir a viagem.

Joana Magalhães da Silva; Ana Filipa Louro; David Martins - 9ºA